RSAI World Congress 2008

março 12, 2008

A Regional Science Association International World Congress promete arrasar.

O Congresso ocorre em São Paulo a partir da próxima segunda e aborda temas de meu mais alto interesse como: clusters, inovação, economia regional, econometria espacial, cidades globais, desenvolvimento local, etc.

Será ótimo encontrar pesquisadores com os mesmos interesses que os meus, embora, obviamente, eles estejam em um nível muito superior.

Muita gente vindo do Cedeplar, onde cursarei duas matérias nesse semestre (economia matemática e otimização dinâmica) e pretendo iniciar o doutorado, quem sabe, ano que vem.

Gente vindo também da Universidade de Tsukuba, onde fiz o mestrado, embora nenhum conhecido.

Autores que li e reli, como o Professor Derudder, da Universidade de Ghent, na Bélgica, e pesquisa também sobre cidades globais.

Enfim, boas expectativas não faltam.  Interesses acadêmicos e profissionais estão igualmente atendidos no evento. Além disso, terei também a oportunidade de apresentar minha pesquisa sobre redes de empresas globais conectando as cidades.

 


Angola quer cooperação agrícola com Minas Gerais

fevereiro 22, 2008

É o que diz essa notícia aqui.

Destaco a declaração do Secretário de Agricultura, Gilman Viana que diz ser  “receptivo a propostas de intercâmbio de conhecimento e pode apresentar a experiência de sua produção, que é bastante diversificada.

Ao contrário do setor privado, que costuma, com razão, ser bastante secretivo em relação às suas práticas, a cooperação internacional entre governos (estaduais e cidades) costuma ser permeada de boa vontade, embora não necessariamente robusta.

Visitas e troca de conhecimento, em geral, são bem vindos.

Em uma economia do conhecimento (inclusive, cada vez mais, no setor agrário), isso faz uma grande diferença!


Conferência Mundial de Desenvolvimento das cidades

fevereiro 15, 2008

Começou nessa semana a Conferênci Mundial de Cidades, em Porto Alegre

Entre os dias 13 e 16 de fevereiro, Porto Alegre vai sediar a primeira edição da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades (CMDC). O evento pretende discutir a gestão dos municípios – que, na visão dos organizadores, são os verdadeiros protagonistas do desenvolvimento. No Brasil, por exemplo, cerca de 80% da população se concentra nas cidades, segundo o IBGE. “A cidade deve ser vista e tratada como um organismo funcional. Não adianta tratar temas como saúde, transporte e meio ambiente de forma separada”, prega Cézar Busatto, secretário de Coordenação Política e Governança Local de Porto Alegre e um dos organizadores da conferência.

Uma das novidades do encontro é sua dinâmica. Diariamente, acontecerão 20 atividades simultâneas que debaterão desde temas como sustentabilidade até responsabilidade dos cidadãos. A diversidade de assuntos pode ser medida pelo número de palestrantes, cerca de 400. Espera-se que 3 mil pessoas participem do evento. O objetivo é criar uma rede de discussões de alcance mundial, que continuará funcionando depois do evento. Justamente por isso, a conferência não gerará nenhuma carta de compromissos. “Temos de partir do princípio que cada cidade é única e não podemos nos prender a uma carta que amarre o processo em seu nascedouro”, explica Busatto.

Os organizadores desejam que o encontro seja reconhecido como um propulsor do desenvolvimento de cidades pequenas e médias – e não somente dos grandes centros. Um dos projetos decorrentes dessa iniciativa será a criação de uma rede que discutirá temas de gestão em pequenas cidades. A inciativa será coordenada pela Confederação Nacional dos Municípios. A conferência também será dará origem ao “Prêmio Cidades Inclusivas” – uma espécie de Oscar concedido a cidades comprometidas com a inclusão de cidadãos e com as melhores práticas de gestão pública. A cada três anos, uma cidade no mundo será apontada como grande ganhadora. A premiação está prevista para 2010, na China. Até lá, cada país escolherá sua representante por meio de concursos estaduais. (Marcos Graciani)

fonte: (amanhã)


Economia e Território

janeiro 7, 2008

Economia e Território, o livro organizado pelo Prof. Clélio Campolina e Prof. Mauro Borges é o livro da semana na sessão “livros bacanas“.

Para quem gosta de economia regional, é um prato cheio, além da temática da inovação (habitats de inovação, distritos marshalianos, transbordamentos tecnológicos, economia do conhecimento, etc) estar presente em praticamente todos os artigos da obra.


A Economia do Conhecimento (Triple Helix) na Hungria

janeiro 4, 2008

Uma das áreas de pesquisa mais aclamada dentro da economia do conhecimento é o modelo Triple Helix, sobre a interrelação entre governo, academia e empresas.

Esse artigo é o mais novo que o Prof. Loet Leydesdorff, um dos autores da teoria, publicou: 

 How can the knowledge base of a transition economy be measured? Building on previous studies in the Netherlands and Germany, we combine the perspective of regional economics on the interrelationships among geography, technology, and organization with the triple-helix model of university-industry-government relations, and use the mutual information in three dimensions as an indicator of the configurations. Our data consists of firms categorized in terms of sub-regions (proxy for geography), industrial sector (proxy for technology), and firm size (proxy for organization). The results indicate that the knowledge base of Hungary is strongly differentiated in terms of regions. Budapest and its agglomeration are central to the country on every indicator. In the north-western part of the country, foreign-owned companies and FDI disturb an etastistic triple helix dynamics which is still dominant in the eastern part of the country. However, the national level seems no longer to add to the synergy among the regional innovation systems. Further analysis of the knowledge-intensive services and its high-tech components reveals that the transition from the planned economy to integration in the European common market is not yet completed.


Quase 7 milhões de jovens não estudam nem trabalham

dezembro 20, 2007

Notícia preocupante do Hoje em Dia!

Reproduzo aqui somente os dados que interessam:

PERFIL DOS JOVENS

Condições de vida da população mais nova

ESTADO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO JUVENIL
1) Distrito Federal 0,666
2) Santa Catarina 0,647
3) São Paulo 0,626
4) Rio Grande do Sul 0,616
5) MINAS GERAIS 0,567

24) Pará 0,438
25) Piauí 0,43
26) Maranhão 0,429
27) Pernambuco 0,394
28) Alagoas 0,367

2) TAXA DE ANALFABETISMO ENTRE JOVENS
2001 4,2%
2006 2,4%

3) DESIGUALDADES
Somente jovens entre os 10% mais pobres da população
Somente jovens entre os 10% mais ricos da população
Total dos jovens (15 a 24 anos)

Percentual de jovens ainda no ensino fundamental
60,9%
7,3%
29,2%

Percentual de jovens já no ensino superior
0,8%
53,8%
18,9%

Anos de estudos completos
6,1
11,2
8,5

Percentual de jovens que não trabalham nem estudam
34,8%
7,6%
19,9%


Millenium Cities Initiative

dezembro 13, 2007

O Earth Institute é um órgão da Universidade de Columbia e iniciou este projeto:

 Millenium Cities Initiative

A idéia é ajudar cidades africanas a se estruturarem em termos de políticas públicas e política de desenvolvimento urbano e assim atrair investimentos externos, gerar empregos, e alcançar os MDG’s

“To assist selected mid-sized cities across sub-Saharan Africa, located near  the Millennium Villages, to achieve the Millennium Development Goals (MDGs). The project focuses on policy analysis impacting foreign direct investment (FDI), with a view toward creating employment, stimulating domestic enterprise development and fostering economic growth. In addition, the MCI will help each Millennium City to design its own integrated City Development Strategy.  The MCI will draw upon, and strengthen, the MDGs work already underway by adding a focused urban-based component.

Overall, the Initiative will demonstrate, through its research and policy analysis, that more FDI can be attracted to regional urban centers in Africa, with the resulting employment and economic growth effects. The urban development strategies produced by and for the Millennium Cities themselves will apprise national governments and their donors of each city’s priorities and chart a path toward their realization. These City Development Strategies, as well as a MCI Handbook chronicling the project’s processes and best practices, will serve as templates for the replication and scaling of the Initiative to other similarly underserved urban settings across sub-Saharan Africa and beyond.

Legal a idéia, não?