Difusão da Inovação

novembro 26, 2007

Quando sai alguma novidade no mercado – digamos: uma televisão que grava automaticamente todos os começos de filmes para que você não pegue os filmes pela metade – você fica na fila para ser o primeiro a comprar, espera outras pessoas comprarem e te falarem se é bom ou ruim ou é sempre uma das últimas pessoas a se atualizarem.

Claro que depende da inovação: eu por exemplo usei um celular Nokia 5125 até bem recentemente e comprei um Nintendo Wii quando tinha acabado de lançar (no Japão!!!)

Mas então, existem alguns estudos sobre o assunto e muita coisa boa  sobre isso sendo estudado pela economia em conjunção com a psicologia. Agora não vou poder colocar como referência mas já li um estudo bacana sobre a difusão de uso de sementes transgênicas como função da rede social dos fazendeiros de uma determinada  região.

Para a galera do desenvolvimento, informação sobre planejamento familiar, financeiro, cuidados com a saúde, etc, também “viajam” por estas redes sociais (embora não tão rápido como a informação de que tem gente distribuindo dinheiro nas redondezas, como o bolsa família – aliás, é o tipo de programa que não precisa de divulgação nenhuma para ficar conhecido!) .


Repercusão: e-book ditados populares

novembro 26, 2007

Olha só que legal, via Shikida descobri que uma chamada sobre o e-book foi publicado na mídia de Pernambuco (matéria na integra aqui).


Metcalfe’s law

novembro 24, 2007

 A lei de Metcalfe é simples: o valor de uma rede para o usuário é proporcional ao quadrado do número dos usuários no sistema (n2).

Derivado disso temos que:

1) Quanto maior a rede, maior o seu valor para o usuário

2) Existem dificuldades para “novos entrantes” em um mercado em rede (por exemplo, imagine um novo tipo de telefone, mais barato e melhor, mas que não consegue dialogar com os telefones existentes – quem compraria um telefone desses?)

3) Se o valor da rede em seus momentos iniciais é muito baixo, seu custo (não só medido por dinheiro, mas também por tempo gasto para entrar na rede, facilidade para aprender o sistema, etc), deve ser menor.

Qual das redes abaixo você acha quem tem mais valor?

Metcalfe’s law – Wikipedia, the free encyclopedia


Novos links adicionados

novembro 24, 2007

Trata-se do blog do Leonardo Monastério.

O Leonardo é Professor da Universidade Federal de Pelotas. O que ele tem de de interessante para o tema de inovação, além de ser um ótimo economista, é sua especialidade em economia espacial.

Isso porque a geografia (e mais especificamente a geografia econômica) tem muito a ver com o processo de criação de inovação. Temas como habitats da inovação, clusters, transferência de tecnologia, cidades globais, etc.

Veja então as recomendações de livros que ele tem logo na página principal (um dia, juro, devorarei estes livros). Olhe também a lista de top 10 tem Jane Jacobs pensando cidades como locus de produção de new work; tem a new economic geography de Krugman; tem Putnam falando de capital social e vários outros que não conheço mas sei que devo ler cedo ou tarde!

Ahh, e tem serviço público sobre eventos (ok, esse vai ser um novo post), curiosidades, etc.

Também, o blog do prior blogando está nos favoritos. Fiquei sabendo desse blog hoje, pelo meu colega Renato Bracarense. Ele me mostrou um post sobre Web 3.0 e novas formas de hiperlink. Depois, fucei mais um pouquinho e tem vídeo falando como a lei está ferrando com a criatividade!

Um blog para ser monitorado every now and then


Entrevista com Francisco Gaetani

novembro 23, 2007

Para quem não sabe, Francisco Gaetani é o modelo de gestor governamental a ser seguido. Foi um dos idealizadores e fundadores da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, Diretor da Escola Nacional de Administração Pública, Coordenador da área de Governo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Doutor pela London School of Economics e (ufa!!!) Secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

 

 Aqui vão alguns fragmentos da entrevista feita pela revista “Desafio”, do Ipea:

 

Desafios – Estados e municípios têm bons exemplos de políticas de gestão que tenham dado certo?

Gaetani – Posso citar vários. Na área de atendimento ao cidadão, o Poupa Tempo, em São Paulo, é um bom exemplo. O Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Bahia é outro. Minas Gerais também introduziu uma série de iniciativas.Há muitas políticas de gestão pública inovadoras nos estados. Por quê? Porque os estados têm se beneficiado do aprendizado que o governo federal está tendo e que tende a se derramar às administrações estaduais e municipais. É o caso, por exemplo, dos pregões eletrônicos, compras de remédios e outros.Por outro lado, há também um movimento inverso. Se a experiência federal transborda para os estados, há experiências estaduais que estão subindo para o Planalto. Basta dizer que, se formos rastrear a origem do Programa Bolsa Família, vamos chegar às experiências dos governos Cristovam Buarque, no Distrito Federal, e da Prefeitura de Campinas, em São Paulo.

 

 
Desafios
– Como ex-diretor da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em sua opinião, a formação da mão-de-obra destinada à administração pública é adequada?


Gaetani – Mais que ex-diretor da Enap, fui diretor da Escola de Governo de Minas Gerais, que foi o primeiro curso de administração pública do Brasil, em um ranking de 1.435 escolas. Acredito na formação como uma política de longo prazo e acho que temos de investir simultaneamente na formação, na educação continuada, na profissionalização, em cursos públicos, e isso tem de ser feito constantemente, e não espasmodicamente. A Enap é importante ao coordenar as várias escolas de governo da administração federal. No plano estadual, estamos mandando para a Europa um conjunto de profissionais de várias escolas de governo, e achamos que isso tem de ser institucionalizado. A capacitação é uma dimensão da política de profissionalização da gestão.

Desafios – O Brasil analisou e aproveitou alguma das experiências de gestão realizadas por outros países, como a Nova Zelândia?

Gaetani – É preciso salientar que as mudanças da Nova Zelândia começaram em 1992. A Lei de Responsabilidade Fiscal – e poucos sabem disso – foi inspirada na Nova Zelândia. É um país que tem uma população menor que a da cidade de Belo Horizonte e um rebanho de 80 milhões de ovelhas. Temos que ver sempre o que é factível de aproveitar, e com muito cuidado. Eles começaram muito antes o processo de modernização do Estado, e isso prossegue até hoje.O Chile, a França e o Reino Unido também tiveram experiências interessantes nessa área. Há um debate internacional fluindo e procuramos acompanhar aqui no Brasil. Acho que temos de prestar atenção nos países com os quais temos um parentesco cultural maior, como Portugal e Espanha, que se modernizaram bastante recentemente. São países cuja matriz jurídica e tradições culturais são mais próximas das nossas. Defendo ainda um diálogo mais estreito com os Estados Unidos,país federalista e presidencialista como o Brasil. Eles têm experiências ótimas, principalmente nos governos estaduais, grandes inovadores na gestão.

 Clique aqui para a entrevista completa!

Os grifos em negrito são meus.

Em primeiro lugar, tenho que dizer que enche de orgulho vê-lo citar, como “mais do que diretor da Enape, fui diretor da EG/FJP”. Ser a melhor do ENAPE em um ranking de 1435 escolas é algo fantástico e tem que ser valorizado, principalmente tendo em vista que a carreira após o curso tem deixado a desejar.

Em segundo lugar, o que eu já venho falando aqui tem um tempo: precisamos olhar o que está acontecendo à nossa volta e encontrar best practices de gestão governamental que podem ser copiadas aqui. Não existe copyright para o desenvolvimento. Se uma idéia está dando certo em outro lugar e pode dar certo aqui, por que não aprender e reproduzir aqui?


Indicadores de Inovação

novembro 19, 2007

Indicadores de Inovação Tecnológica Empresarial nas Regiões do Brasil: Análise de Dados da PINTEC 2003-IBGE
indicadores-inovacao.pdf

“O artigo pretende responder a pelo menos três questões principais. Que elementos conceituais poderiam compor um quadro teórico-conceitual capaz de retratar mais adequadamente o processo de inovação tecnológica que ocorre nas empresas que atuam nos países em desenvolvimento, que a exemplo do Brasil, conformam um espaço tecnologicamente periférico? Qual é a experiência brasileira no que diz respeito à geração e aplicação de indicadores de inovação tecnológica no contexto das organizações empresariais? O que dizem os indicadores acerca do processo de inovação tecnológica empresarial que ocorre nas diferentes regiões do Brasil?”

O artigo acima foi gentilmente cedido para divulgação nesse blog pela Profa. Elisa Maria Pinto da Rocha, pesquisadora da FJP e doutora em Ciência da Informação pela UFMG.

Por que indicadores de inovação são tão importantes?

Talvez pelo fato de não estarem plenamente constituidos, principalmente nos países periféricos tecnologicamente.

A Profa. Elisa argumenta que periféricos produzem inovação incremental enquanto os países desenvolvidos produzem inovação radical.

Existem indicadores de inovação bem desenvolvidos, mas nem sempre são adequados à especificidade da inovação (e do modo como é produzida) do terceiro mundo.

Buscar elementos conceituais para atender à essas característica é algo muito salutar. Precisamos de indicadores robustos para que possamos entender melhor como a inovação ocorre por estas bandas.

Do jeito que está, minha impressão é que temos indicadores de inputs (leia-se: verba governamental e dinheiro colocado pela própria empresa para P&D e inovação), de outputs (patentes, por exemplo) e continuamos totalmente ignorantes sobre o que acontece na caixa preta (dentro da empresa).

A sugestão da Profa. Elisa para que algum aspecto da gestão da empresa também seja incorporada nos indicadores de inovação acerta o alvo em cheio!

Adicionaria também, embora seja suspeito, alguns dados relacionais (existência de ligações da empresa com a academia, rede de fornecedores e clientes, rede social do dono da empresa).

São dados muitas vezes de difícil obtenção, mas está no âmago do processo inovador!


Google e os Objetivos do Milênio (MDG’s)

novembro 16, 2007

A ONU (PNUD) e a empresa Google firmaram um acordo no âmbido do Millenium Development Goal (MDG’s), que visa reduzir a pobreza mundial pela metade (além de outras metas) até 2015!!!

O resultado é um site onde você encontra os dados de cada meta, para cada país e o progresso ao longo dos anos de forma clara, fácil e interativa !

 

A notícia está aqui e o fruto da cooperação está aqui!