e-gov

abril 28, 2008

O site da Cetic (Centro de Estudos da TICs) tem muita informação sobre o uso de internet no Brasil.

Interessante também é essa pesquisa sobre a utilização de e-gov (internet para facilitar serviços públicos) no Brasil.  Um dos achados é que serviços de e-gov são utilizados mais por quem tem maior escolaridade. Deriva logicamente daí que,  para aumentar a utilização de serviços e-gov teríamos que aumentar a escolaridade.

Será isso mesmo? Já que renda e acesso à internet também estão correlacionados à escolaridade, pode ser que o problema seja em um desses dois.

Será que o acesso à internet representa alguma barreira à utilização de e-gov pela população? A minha percepção é que o problema de acesso está quase superado, salvo em regiões muito rurais e pequenos vilarejos. Toda cidadezinha tem uma lan house. Agora, isso é suficiente para que o internauta esteja pronto à utilizar a internet para usufruir serviços públicos?

Talvez não, já que o uso da internet também é algo em que as pessoas devem ser alfabetizadas. Não adianta somente o acesso, mas também que a pessoa esteja familiarizada com tal. E aí, ter um computador com acesso à internet em casa faz uma grande diferença.

Anúncios

Inovação em Governo

abril 21, 2008

O blog “igov“, agora na sessão de links, fala sobre a inovação no governo e muita coisa sobre governo 2.0.

 

 

 

 Esse post, por exemplo, apresenta alguns usos da tecnologia de informação colaborativa na gestão pública relacionada à segurança pública.

Esses falam de democracia participativa.


Angola quer cooperação agrícola com Minas Gerais

fevereiro 22, 2008

É o que diz essa notícia aqui.

Destaco a declaração do Secretário de Agricultura, Gilman Viana que diz ser  “receptivo a propostas de intercâmbio de conhecimento e pode apresentar a experiência de sua produção, que é bastante diversificada.

Ao contrário do setor privado, que costuma, com razão, ser bastante secretivo em relação às suas práticas, a cooperação internacional entre governos (estaduais e cidades) costuma ser permeada de boa vontade, embora não necessariamente robusta.

Visitas e troca de conhecimento, em geral, são bem vindos.

Em uma economia do conhecimento (inclusive, cada vez mais, no setor agrário), isso faz uma grande diferença!


Australia, Japão e paradiplomacia mineira

fevereiro 19, 2008

Enquanto na cena interna, Minas Gerais reafirma os laços de amizade com o Japão (só para lembrar, os investimentos na Usiminas, Proceder, celulose e a irmandade com Yamanashi) por meio de marcos do centenário da imigração japonesa no Brasil.

 Uma delegação mineira visita a Australia e avança a cooperação lá (acordo com Queensland, muita coisa rolando no setor minero-metalúrgico e gestão de resíduos)


Sibratec

janeiro 31, 2008

A notícia não é exatamente nova e o decreto de criação está vigorando desde Novembro, mas o Sibratec deu mais um passo em direção ao seu pleno funcionamento ao indicar o nome dos membros do comitê gestor.  

Por que o Sibratec é relevante para o ambiente de ciência, tecnologia e inovação no Brasil?

  • Primeiro, pelo volume de R$ 600 milhões no orçamento para 2008. Não adianta uma boa idéia sem bala na agulha. E o Sibratec vem quente (ao menos financeiramente) para tal.
  • Segundo, a concepção do Sibratec é trabalhar em rede. Nada será replicado. A idéia é incentivar e coordenar a cooperação entre os atores envolvidos. Isso evita duplicação de trabalho.

O Sibratec é formado por três redes – Centros de Inovação (rede de pré-incubação e incubação nas universidades e centros de pesquisa), Serviços Tecnológicos (redes temáticas de serviços de metrologia, certificação, etc) e Extensão Tecnológica (rede estadual que organiza a governança da educação tecnológica, de acordo com a prioridade estadual).

Sobre este último, acredito que, para Minas Gerais, já temos um sistema de governança (O Sistema Mineiro de Inovação) que pode servir de plataforma para a rede de extensão tecnológica do Sibratec.  


Lei da Inovação de Minas Gerais

janeiro 18, 2008

Finalmente, saiu hoje a lei de inovação de Minas Gerais.

Após rápida leitura, os pontos principais são:

  1. A lei abre a possibilidade dos Institutos de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais -ICTMG – (portanto, órgãos públicos) comercializem as invenções e tecnologia que produzirem.
  2. Para tal, deverão manter banco de dados atualizados das tecnologias a serem comercializadas.
  3. A lei oferece incentivos aos inventores (criadores) que trabalham nos ICTMG:
    1. Caso eles criem uma tecnologia, serão premiados com no mínimo 5% e no máximo 33,3% da exploração da tecnologia.
    2. O protocolo de pedido de patente, a patente concedida, o registro de evento, etc, contarão para a avaliação de desempenho e progresso na carreira de pesquisador.
    3. O pesquisador pode se licenciar para criar uma empresa que explore a criação de bens de criação de sua autoria, desenvolvidas dentro do ICTMG.
  4. As ICTMG poderão implantar NITs (Núcleo de Inovação Tecnológica) para gerir a sua política inovação (patenteamento, registro, proteção, gestão do conhecimento, etc).
  5. O inventor independente poderá usufruir de apoio das ICTMG por meio da formalização de parcerias para o desenvolvimento de uma inovação ou usufruir de apoio da FAPEMIG relativo à gestão da inovação (depósitos, patenteamento, etc.)
  6. O ICTMG poderá compartilhar sua esturutra com pequenas e microempresas em atividades de inovação tecnológicas e incubação.
  7. Criação do Fundo Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (FIIT) com recursos que não são contabilizados dentro do 1% reservado constitucionalmente à pesquisa (art. 212 constituição estadual).

De forma geral, a lei é baseada em ações de parceria entre as pesquisas do governo com agentes privados. Existe uma preocupação em compartilhar a estrutura governamental, seja de pesquisa, seja de gestão da inovação, com agentes privados, o que é extremamente positivo para o ambiente de inovação em Minas.

A visão de dar mais incentivo ao pesquisador dos centros de pesquisa estaduais age diretamente (microeconomicamente) no cálculo que ele faz sobre os seus ganhos em empreender esforço (extra) em sua atividade de pesquisa. Teremos pesquisadores mais empenhados, tenho certeza, e assim teremos mais invenções.

O plano, expresso pela lei, é ótimo. Agora é aguardar a execução do mesmo. Sendo bem executado, será mais uma mini-revolução para o Estado de Minas Gerais.


Santa Catarina aprova lei de inovação

janeiro 15, 2008

Santa Catarina aprovou sua lei destinando 2% de sua renda à pesquisa.

 Leia a notícia.