Idéias geniais para abrir uma empresa…

abril 29, 2008

Esse vem por meio do blog do Instituto Inovação.

Que tal uma academia para o cérebro? Ou um reboque em forma de moto, que chega mais ágil ao seu socorro?  Máquina de venda de tênis? Uma empresa de coaching de carreira com um sistema que permite que você teste vários empregos e depois decida?

O SpringWise publiciza estes serviços inovadores.


Falta de inovação trava Brasil

fevereiro 19, 2008
Falta de inovação trava avanço do Brasil

Da Agência Estado

“A ambição do Brasil de atuar entre os pesos pesados da competição mundial tropeça na inovação. Pesquisa encomendada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o País não conseguiu fazer da inovação o motor de suas estratégias de desenvolvimento econômico.

Pior ainda: o governo e as empresas ainda confundem inovação com alta tecnologia e política industrial com redução do chamado custo Brasil. O estudo mergulhou na experiência de sete países – Canadá, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão e Reino Unido – e identificou ao menos oito barreiras e nove saídas para o Brasil não acabar na rabeira da competição mundial nem sucumbir ao poderio de países como a Índia e da China em matéria de concorrência.

“A lógica da inovação é sair na frente e vender ao mundo algo que não tenha concorrência, ao menos em um primeiro momento”, resume Reginaldo Arcuri, presidente da ABDI. “Os desafios mudaram. Não basta ter sol, terra e água para ser competitivo em agricultura, nem basta ter aço e alumínio para fabricar bons aviões. Hoje, falamos em grãos geneticamente modificados e em materiais compósitos.”

Coordenada pelo sociólogo Glauco Arbix, da USP, a pesquisa orientou a elaboração da chamada nova política industrial. A pesquisa apontou, entre as principais barreiras à inovação no Brasil, a “descoordenação política” dos órgãos do governo envolvidos com o tema e o emaranhado de regras conflitantes, que produzem um ambiente jurídico pouco propício à atração de investimentos em centros de pesquisa tecnológica e de produção de bens e serviços inovadores no País.”


Radar Inovação

fevereiro 12, 2008

O Radar inovação, do Instituto Inovação (link permanente na barra lateral) traz, regularmente, novidades relacionadas à inovação.

 Os destaques deste mês, na minha opinião, são:


Facebook vs. Farc

fevereiro 4, 2008

Facebook está sendo usado para arregimentar pessoas para manifestações contra as FARC.

A notícia está aqui.


China e a inovação

janeiro 30, 2008

China precisa de inovação para manter crescimento  (Você precisará fazer o cadastro na HSM para ler este artigo)

É o que fala o Sr. Edmund Phelps, o ganhador no Prêmio Nobel. 

“O rápido crescimento da China nas áreas de produtividade e investimento está fadado a perder energia à medida que os salários médios aumentarem e o país aproximar-se de superar a defasagem tecnológica em relação aos EUA, afirmou Edmund Phelps, em uma conferência realizada em Hong Kong.

Quando isso acontecer, o aumento dos salários deve perder velocidade, reduzindo os incentivos para as pessoas ingressarem no mercado de trabalho, como aconteceu na Europa Ocidental depois do boom do pós-guerra nos anos 1950 e 1960.

“Neste momento, o desemprego aumenta, a participação na força de trabalho cai e podem surgir os problemas observados na Europa nas últimas décadas”, disse Phelps. “

A solução?Incentivar o espírito empreendedor, desde reformas no setor financeiro até o sistema educacional. (solução do Nobel Prize, viu!)


Vote your conscience

janeiro 21, 2008

Em tempos de eleição americana (e, daqui a pouco, eleições municipais), este artigo do Washington Post vem bem a calhar.

A idéia é a de que, em um processo de escolha, o conhecimento da escolha do outro influencia grandemente a nossa própria decisão.

A pesquisa foi feita por meio de um experimento online em que o internauta é convidado a ouvir algumas músicas e decidir quais as melhores.

As escolhas feitas em uma situação em que as opiniões dos outros não são conhecidas foram bastante diferentes daquelas feitas em situação em que as opiniões dos outros são previamente divulgadas.

Ou seja, pessoas foram influenciadas pelas escolhas de outras pessoas.

O x da questão não é tanto a presença de “formadores de opinião“, mas sim de pessoas influenciáveis, que formarão uma massa crítica que influenciará outras pessoas influenciáveis. Outra conclusão, é que processos de decisão democráticos são, em grande parte, processos randômicos!!!

“Watts, a sociologist at Columbia University, said his research challenges central beliefs we have about why some musicians become stars and some politicians become presidents. Quality matters, but when voters intensely watch one another, the success of candidates depends at least as much on network dynamics as it does on the quality of the candidates themselves. Because network dynamics are not governed by intuitively simple rules of cause and effect — depending on where they are in a network, people with strong opinions might end up with little influence, while the weak opinions of others get greatly magnified — networks regularly produce outcomes that are partly arbitrary.

In a new paper published in the Journal of Consumer Research, Watts and Dodds debunk the idea that influential people drive races one way or the other. The decisive factor, they show in a series of mathematical models, is not the presence of influential people but people who are easily influenced. Random, insignificant events are vastly magnified by networks of such malleable people influencing one another, and this tilts the race one way or another. Blind chance plays a big role.”


Lei da Inovação de Minas Gerais

janeiro 18, 2008

Finalmente, saiu hoje a lei de inovação de Minas Gerais.

Após rápida leitura, os pontos principais são:

  1. A lei abre a possibilidade dos Institutos de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais -ICTMG – (portanto, órgãos públicos) comercializem as invenções e tecnologia que produzirem.
  2. Para tal, deverão manter banco de dados atualizados das tecnologias a serem comercializadas.
  3. A lei oferece incentivos aos inventores (criadores) que trabalham nos ICTMG:
    1. Caso eles criem uma tecnologia, serão premiados com no mínimo 5% e no máximo 33,3% da exploração da tecnologia.
    2. O protocolo de pedido de patente, a patente concedida, o registro de evento, etc, contarão para a avaliação de desempenho e progresso na carreira de pesquisador.
    3. O pesquisador pode se licenciar para criar uma empresa que explore a criação de bens de criação de sua autoria, desenvolvidas dentro do ICTMG.
  4. As ICTMG poderão implantar NITs (Núcleo de Inovação Tecnológica) para gerir a sua política inovação (patenteamento, registro, proteção, gestão do conhecimento, etc).
  5. O inventor independente poderá usufruir de apoio das ICTMG por meio da formalização de parcerias para o desenvolvimento de uma inovação ou usufruir de apoio da FAPEMIG relativo à gestão da inovação (depósitos, patenteamento, etc.)
  6. O ICTMG poderá compartilhar sua esturutra com pequenas e microempresas em atividades de inovação tecnológicas e incubação.
  7. Criação do Fundo Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (FIIT) com recursos que não são contabilizados dentro do 1% reservado constitucionalmente à pesquisa (art. 212 constituição estadual).

De forma geral, a lei é baseada em ações de parceria entre as pesquisas do governo com agentes privados. Existe uma preocupação em compartilhar a estrutura governamental, seja de pesquisa, seja de gestão da inovação, com agentes privados, o que é extremamente positivo para o ambiente de inovação em Minas.

A visão de dar mais incentivo ao pesquisador dos centros de pesquisa estaduais age diretamente (microeconomicamente) no cálculo que ele faz sobre os seus ganhos em empreender esforço (extra) em sua atividade de pesquisa. Teremos pesquisadores mais empenhados, tenho certeza, e assim teremos mais invenções.

O plano, expresso pela lei, é ótimo. Agora é aguardar a execução do mesmo. Sendo bem executado, será mais uma mini-revolução para o Estado de Minas Gerais.