Sobre uma função de produção para o empreendedorismo

fevereiro 8, 2008

Afinal de contas, uma pessoa empreendedora nasce com isso ou aprende durante a vida? 

O shikida dá a dica para pensarmos em uma resposta.

 E isso tudo me faz lembrar de um assignment no mestrado para analisar os determinantes da frequência das crianças na escola usando dados do Progressa, um programa mexicano que foi o inspirador do bolsa-família brasileiro. Era interessante ver como a distância ou a existência de serviço de transporte urbano ou a educação dos país e números de irmãos influenciavam estatisticamente a frequência na escola.

Com isso, encontramos os principais determinantes da presença das crianças na escola e pudemos simular como uma alteração nos critérios observáveis de recebimento da ajuda pelas famílias (por exemplo, dar a ajuda somente a famílias de mãe solteira ou com mais de três filhos) impactava no erro tipo I (falso positivo) e no erro tipo II (falso negativo), possibilitando uma escolha mais informada sobre os impactos de uma configuração x ou y da política pública.

Tudo isso só para falar que fiquei encucado com a idéia de fazer um esquema similar para políticas públicas de fomento ao empreendedorismo.

Imagina podermos saber quais ações fomentam mais o empreendedorismo e analisar uma política de fomento sob a ótica do trade-off entre indivíduos que tem grande probabilidade de se tornar empreendedor mas não são contemplados pelo programa (erro tipo II) e indivíduos com pouco probabilidade de se tornar empreendedor que são contemplados pelo programa (erro tipo I).

Escrevi um assignment sobre isso… se achar mais de noite em casa coloco aqui…

  


Network como determinante de emprendedorismo

fevereiro 7, 2008

Família e contatos formam empresários no Brasil, aponta pesquisa

O Banco Mundial divulgou nesta quarta (06) uma pesquisa feita com 400 empresários brasileiros e que mostra que características sociais como família em que nasceram e rede de contatos influem mais para alguém tornar-se um homem de negócios do que suas características pessoais, por exemplo. Dentre os empresários brasileiros, 54% têm pais e 27% têm mães que foram diretores ou gerentes seniores, enquanto este índice para os não-empresários cai para 18% para os pais e 3% para as mães. Outra diferença é com quem os empresários se relacionam. O Banco Mundial pediu aos empresários lembrarem os cinco melhores amigos do tempo de escola e perguntaram se algum deles havia se tornado empreendedor. A resposta foi sim para 70% dos empresários e 48% dos não-empresários. Quando a pergunta se referia aos cinco melhores amigos da faculdade, este índice subia para 78% dos empresários e caia para 33% dos não-empresários. Foram entrevistos 100 empresários em São Paulo, Curitiba, Londrina, Salvador, Feira de Santana e Goiânia.

Fonte: http://amanha.terra.com.br


Web 2.0 e a Geração “C”

janeiro 10, 2008

Esse vídeo do youtube mostra como Rafinha, um jovem de 16 anos que representa toda uma geração, tem sua vida baseada na web 2.0.

De quebra, dá para entender um pouco sobre como a globalização e o surgimento da web 2.0 tem impactado a vida das pessoas, principalmente os jovens que tem até 20 anos. A tecnologia é parte integrante de suas vidas e define suas relações e ações sociais cotidianas.

O vídeo foi criado por Gustavo Donda e a equipe da TV1, apresentado na 1ª Conferência Web 2.0 sobre a revolução da comunicação e na economia causada pelas mudanças tecnológicas.

Recebi a dica sobre ele do Alfredo, que recebeu do Fábio (olha a rede social funcionando para a produção deste blog também).


Eleições e o boca a boca

janeiro 8, 2008

Mais sobre os EUA. 

O que conta mais para um candidato? Gastar dinheiro com propaganda ou o boca-a-boca da população.

Essa notícia analisa o que aconteceu em Iowa para mostrar que o que ganhou a votação lá foram as pessoas conversando umas com as outras, sobre quem é ou não é bom…


Six Degree of Separation – the experiment

janeiro 2, 2008

Dizem por aí que você está conectada à qualquer pessoa do mundo por em média, 6 pessoas.

Isso quer dizer que você conhece uma pessoa que conhece uma pessoa que conhece… e na sexta pessoa você alcançará, em média, qualquer pessoa no mundo!!!

Por meio de 6 apertos de mão (em média), você consegue ser apresentado ao George Bush, Lula ou a um camponês de Papua Nova Guiné!

No facebook estão fazendo um experimento nesse sentido no the 6th degree experience. Em 5 semanas receberam 3,5 milhões de adesões!!!!

Um experimento similar, que já está em funcionamento por mais tempo, tem menos adesões mas mais embasamento teórico, é o Small Words Experiment, do Prof. Duncan Watts, autor do livro Six Degrees, the Science of the Connected World, da Universidade de Columbia. 


USP traz de volta ao país nova geração de doutores

dezembro 17, 2007

USP traz de volta ao país nova geração de doutores(Valor Econômico – reproduzido na íntegra) A partir de janeiro terá início uma campanha para captar recursos também junto às empresas Stela Campos escreve para o “Valor Econômico”: A preocupação com a retenção de talentos e com os processos de sucessão chegou à academia. Preocupada com a substituição de 25 de seus 70 professores nos próximos anos, o departamento de economia da USP criou o programa “Jovens Doutores”. O objetivo é fisgar talentos brasileiros nas melhores universidades do mundo e convence-los a fazer o caminho de volta. O Brasil ainda forma poucos doutores comparado a países como Estados Unidos, Coréia e China. Apesar do número de formandos ter crescido 10 vezes entre 1980 a 2006, passando de 1000 para 10 mil ao ano, o país ainda precisaria de muito mais doutores para chegar perto dos mais desenvolvidos. Já o número de mestres formados anualmente chega a 40 mil, segundo dados da Capes. Também é pouco. A questão é que boa parte desse grupo arruma as malas após a formatura e sai em busca de boas oportunidades acadêmicas no exterior, onde as carreiras de professor e pesquisador são mais valorizadas e melhor remuneradas. Com esse programa, inédito no país, mas comum nas melhores universidades estrangeiras, o departamento de economia da USP quer mostrar que existe espaço para os talentos brasileiros desenvolverem seus trabalhos aqui. Com a chegada desses jovens, oito até o momento, a universidade pretende oxigenar as pesquisas e aos poucos renovar seu quadro de docentes. O chefe do departamento de economia, professor Joaquim Guilhoto, explica que para atrair essa primeira turma formada em universidades renomadas como Chicago, Cambridge, UCLA, Princeton e Boston, precisou contar com o apoio financeiro da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Cada doutor custa, mensalmente, cerca de R$ 10 mil para a fundação, o que contabilizou este ano um investimento superior a R$ 700 mil. Mas, a partir de janeiro terá início uma campanha para captar recursos também junto às empresas. Serão oferecidos vários tipos de patrocínio, que poderão variar entre R$ 10 mil até R$ 360 mil, quando a companhia decidir patrocinar um doutor durante os três anos de duração do programa. Durante o “Jovens Doutores”, os participantes deverão dedicar-se à pesquisa e à orientação de alunos do mestrado e doutorado. Eventualmente, poderão também dar aulas. Guilhoto diz que quando um dos professores do departamento se aposenta, existe um longo hiato até que o concurso público seja aberto, sua vaga disponibilizada e a contratação efetivada. “Isso pode demorar um ano ou mais”, conta. Com o “Jovens Doutores” ele quer garantir que quando surge uma oportunidade esses jovens estão por perto. “É uma questão de ‘timing'”, justifica. Levando em conta que o salário de um professor titular, em universidades federais, com dedicação exclusiva e doutorado, gira em torno de R$ 7,3 mil no país, a nova geração de economistas já começa com uma remuneração acima da média. Mas Guilhoto enfatiza: “O que eles trazem na bagagem não tem preço”. Para os jovens doutores, entretanto, o salário não é o maior atrativo. “Quando recebi o convite estava empregado como professor na universidade de Chicago ganhando mais”, conta Marcos Rangel, 32 anos, doutor pela Universidade da Califórnia. “O que me fez voltar foi a qualidade de vida e a oportunidade de me dedicar a pesquisas relevantes”, explica. O aquecido mercado financeiro tanto no Brasil como nos grandes mercados como o americano e o europeu também poderia absorver esses talentos com salários mais polpudos. A questão é que para esse grupo, o estudo está em primeiro lugar. “As oportunidades sempre foram grandes para todos nós, em algum ponto da carreira alguém pensou: ‘puxa aquele colega da graduação está ganhando muito e eu podia estar recebendo isso ou mais’. Mas estudar foi uma preferência lá atrás e continua sendo hoje”, diz Ricardo Avelino, 30 anos, doutorado pela Universidade de Chicago.  “Num banco de investimentos estaria rico, mas não tão feliz”, enfatiza Gabriel Madeira, 35 anos, doutorado pela universidade de Chicago. Para a maioria dos escolhidos pelo programa o fato de estar numa universidade brasileira ajuda a dar mais visibilidade aos seus estudos. Nas americanas, eles dizem que eram bem-vindos por representarem a tão almejada diversidade junto com chineses, indianos, entre outros. Apesar disso, como a produção intelectual na academia nos EUA é grande, era mais difícil para esses talentos brasileiros darem visibilidade às suas pesquisas. “Lá eles podem se dar ao luxo de pesquisar coisas que não são tão relevantes para a política econômica, que não tem aplicabilidade”, diz Mauro Rodrigues, 31 anos, doutor pela UCLA, professor recém concursado pela FEA-USP. “Em países em desenvolvimento como o Brasil, o direcionamento das pesquisas pode ser diferente”. Os doutores acreditam que a chamada “escassez de cérebros” no Brasil também cria uma oportunidade de interação maior da academia com a iniciativa privada e com o próprio governo.  Fernando Botelho, 31 anos, doutorado em Princeton, e Ricardo Madeira, 31 anos, doutorado na universidade de Boston, já deram o primeiro passo nesse sentido. Os dois conseguiram aprovar um financiamento junto ao Ministério da Educação para trabalhar em três projetos sobre a qualidade da educação no país. Botelho voltou ao Brasil há um ano através do “Jovens Doutores” e Madeira foi resgatado há apenas três meses. “Ter a chancela do ministério é um marco importante para nós”, diz Botelho. O Brasil está hoje na 15º posição na lista dos países que mais publicam artigos científicos no mundo. Em 2006, foram quase 17 mil, o que significa 7% a mais que no ano anterior. Mas este número ainda simboliza apenas 1,92% da produção global. “Queremos com programas como esse incrementar essa produção”, diz Guilhoto. E se depender do ânimo dessa seleta turma, que adora estudar, muitas pesquisas ainda poderão ajudar a mudar o rumo da política econômica brasileira. “A energia deles contaminou nosso departamento”, comemora o professor.


E você pensava que era tudo culpa dos formadores de opinião!!!

dezembro 5, 2007

Pelo jeito,  pessoas facilmente influenciáveis são mais importantes para que uma “mudança” se espalhe em uma população do que pessoas persuasivas…

Thanks to Science Daily
 
Duncan Watts is well-known to the social network analysis community, but
his application of such analysis to the construction of public opinion,
with Sheridan Dodds, is something new.

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Social Change Relies More On The Easily Influenced Than The Highly Influential


ScienceDaily (Nov. 13, 2007) — An important new study appearing in the December issue of the Journal of Consumer Research finds that it is rarely the case that highly influential individuals are responsible for bringing about shifts in public opinion.

Instead, using a number of computer simulations of public opinion change, Duncan J. Watts (Columbia University) and Peter Sheridan Dodds (University of Vermont), find that it is the presence of large numbers of “easily influenced” people who bring about major shifts by influencing other easy-to-influence people.

“Our study demonstrates not so much that the conventional wisdom is wrong . . . but that it is insufficiently specified to be meaningful,” the researchers write. “Under most conditions that we consider, we find that large cascades of influence are driven not by influentials, but by a critical mass of easily influenced individuals.”

Instead of a model in which opinion flows only from the media to influentials,
and then only from influentials to the larger populace, Watts and Dodds created an influence network with opinion flows in many directions at once, adjusted for the probability that a given individual will adopt a change when the information comes from a certain source.

They then introduced an event into the simulation, evaluating what factors
resulted in an overall shift in opinion in their model system. They also
introduced “hyper influentials” and monitored their effects, tried grouping
individuals together into sub-networks, and adjusted the degree at which
attitudes shift.

“Anytime some notable social change is recognized, whether it be a grassroots cultural fad, a successful marketing campaign, or a dramatic drop in crime rates, it is tempting to trace the phenomenon to the individuals who “started it,” and conclude that their actions or behavior “caused” the events that subsequently took place,” the authors write.

However, they explain: “…under most of these conditions influentials are less important than is generally supposed, either as initiators of large cascades, or as early adopters.

Duncan J. Watts and Peter Sheridan Dodds, “Influentials, Networks, and Public Opinion Formation.” Journal of Consumer Research: December 2007.”