A difusão da inovação

junho 5, 2008

A difusão da inovação

A difusão de uma inovação acontece primeiro para as pessoas “inovadoras”, depois para “formadores de opiniões” e finalmente para a massa. Para os inovadores, o valor de algo novo é maior – eles tem satisfação em estar na vanguarda de consumo. Depois isso vai diminuindo, até chegar em um valor marginal para a aquisição do produto bastante reduzido. Nessa hora, o que determina a aquisição do bem é o fato de muitas outras pessoas estarem usando mais do que o valor do bem em si.

 


O que os empresários brasileiros pensam das networks?

junho 3, 2008

Esse relatório da PWC: “Compete &  Collaborate – What is success in a connected world” levanta algumas questões sobre o uso de redes (networks, comunidades de prática, etc) pelos empresários brasileiros e o valor que eles colocam na efetividade dessa prática.

Os resultados mostram que o tema ainda não é quente no Brasil, mas são percebidas como úteis para aumentar a inovação e para atingir novos mercados e clientes.

“• Respondents in Brazil are less likely to be involved in:
• Networks that influence policy
• Respondents in Brazil are more likely to be involved in:
–– Networks that are designed to find talent
–– Networks that address macro-threats
• Respondents in Brazil are more likely to feel that the following networks are effective:
–– Increase innovation
–– Accessing new markets or customers
–– Improving corporate citizenship
–– Controlling costs”


WikiProfessional

junho 3, 2008

O WikiProfessional é uma ferramenta para ajudar na colaboração entre colegas de um determinado setor.

Dessa maneira, por exemplo, foi criado a wikipedia. A diferença é que o conceito do WikiProfessional é mais focado: neste caso, para as ciências da vida. O objetivo é ter uma grande base de dados, feito de forma colaborativa, para conceituar elementos relacionados à ciências naturais. Tem também web linker para conectar conceitos com conteúdos sobre eles.

Notícia da criação do WikiProfessional para português está aqui.


Graduate Junction

maio 30, 2008

O aspirante a pesquisador, seja ele mestrando ou doutorando, tem que enfrentar a solidão ao desenvolver a sua pesquisa. Sua forma de contato com pessoas que fazem pesquisa semelhante são as seguintes:

  • Congressos, infrequentes, em sua área.
  • Artigos em revistas especializadas, que costumam contar com uma defasagem de até 2 anos de seu envio até a publicação.
  • O supervisor.
  • E, agora, graduate junction, a rede social que busca integrar estudantes para que estes encontrem pessoas com interesses similares e assim tenham com quem colaborar em suas pesquisas.

 

 


It’s the network, stupid!!!

maio 27, 2008

Como Obama conectou-se com seus eleitores (e financiadores)!

It’s the network, stupid!!


Processos inovativos…

maio 13, 2008

ocorrem com o tempo e são influenciados por muitos fatores. Em razão dessa complexidade, as empresas quase nunca inovam isoladamente. Na busca da inovação, interagem com outras organizações para ganha, desenvolver e trocar vários tipos de conhecimentos, informações e outros recursos. Essas organizações podem não apenas ser outras firmas (fornecedores, clientes, competidores), mas, também, universidades, centros de pesquisa, bancos de investimento, escolas, ministérios governamentais etc. (…), por conseguinte, não faz sentido considerar firmas inovadoras como sendo unidades de decisão isoladas e individuais.

(Edquist, 1997, p 1-35, citado por Sergio Conti, in Economia e Território)


Macaquices e a Aversão à Inequalidade

maio 13, 2008

Experiências com macacos são sempre iluminadoras sobre o comportamento do ser humano.

Tinha uma em que colocaram 5 macacos em uma jaula com uma escada e uma banana no alto da escada. O problema é que, cada vez que um macaco pegava a banana, o resto dos macacos levava um choque. Com o tempo, os macacos aprenderam e avançavam em qualquer um que chegasse perto da escada, com medo do choque.

Até que trocaram um dos macacos por um novo, que não sabia nada sobre os choques. Claro, este tentou subir na escada para pegar a banana mas foi retirado pelos outros macacos e espancado antes de pegar a banana. Trocaram outro, e mais outro macaco e isso ocorreu novamente.

Finalmente, quando todos os macacos originais foram substituidos, desligaram a máquina de choques. Os macacos continuavam punindo aqueles que se arriscavam a chegar perto da escada muito embora nenhum deles tenha experimentado choque.

Agora, o caso abaixo, envolvendo a “aversão à inequalidade”, é mais interessante ainda:

Pergunta – Foi o seu laboratório que conduziu o estudo de uva-versus-pepino?
Resposta –
Sim, junto com a professora Sarah Brosnan, fizemos um estudo no qual macacos de capuchin recebiam ou uma uva ou um pedaço de pepino por uma tarefa simples.

Se os dois macacos recebessem a mesma recompensa, nunca havia problema. As uvas são de longe as preferidas (como nós, como verdadeiros primatas, eles dão preferência ao conteúdo de açúcar), mas mesmo se os dois recebessem pepino, faziam a tarefa muitas vezes seguidas.

Entretanto, se recebessem recompensas diferentes, aquele que fosse preterido começava a falhar em suas respostas e logo começava uma rebelião, recusando-se a executar a tarefa ou recusando-se a comer o pepino.

Essa é uma resposta “irracional”, no sentido que, se a vida (e a economia) é a respeito da maximização do lucro, o indivíduo deve sempre pegar o que puder. Os macacos sempre aceitam e comem um pedaço de pepino quando é oferecido, mas aparentemente não quando seu parceiro está recebendo algo melhor. Em humanos, essa reação é chamada de “aversão à iniqüidade”.

Eu de fato não acho que a resposta seja irracional de forma alguma, mas relacionada ao fato de que, em um sistema cooperativo, você precisa ver que tipo de investimento faz e o que recebe em troca. Se os seus parceiros sempre acabam ganhando mais, isso significa que estão explorando você. Então, a coisa racional a fazer é parar de cooperar até que a divisão da recompensas melhore.

Isso envolve uma mensagem importante para a sociedade americana, que está se tornando menos justa a cada dia. O índice Gini (que mede a desigualdade de renda) continua crescendo e agora está mais parecido com os de países de Terceiro Mundo do que de outras nações industrializadas.

Se os macacos já têm problemas em aceitar a desigualdade de renda, pode-se imaginar o que ela faz conosco; cria grandes tensões dentro de uma sociedade, e sabemos que tensões afetam o bem estar psicológico e físico. Alguns atribuem as estatísticas tristes de saúde dos americanos (atualmente em 42º lugar no ranking de longevidade mundial) às fricções sociais de uma sociedade injusta. (Ver o livro de Richard Wilkinson de 2005 “The Impact of Inequality”).