Choque de Gestão do Governo Gaúcho

Qualidade e gestão pública: uma aliança promissora para o governo gaúcho

Vai bem, obrigado, a aliança firmada entre o governo gaúcho, o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) e o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), de Minas Gerais. A parceria com as duas entidades – que trabalham para difundir os conceitos de qualidade na gestão – acaba de completar um ano e já apresenta resultados animadores. Nesse período, para se ter uma idéia, as receitas do governo gaúcho cresceram em R$ 622 milhões, ou 50% a mais do que a meta almejada – que era de R$ 400 milhões. “É possível educar a gestão pública e fazer o ajuste fiscal com inteligência e estratégia”, prega Aod Cunha, secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul.

Mas é no corte das despesas – e não só no aumento das receitas – que a aliança com os programas de qualidade dão os frutos mais vistosos. Os órgãos públicos conseguiram economizar R$ 327 milhões, 7% a mais do que a meta prevista. Diversas medidas foram tomadas para viabilizar tais resultados. A Policia Civil do Estado, por exemplo, trocou os telefones convencionais por aparelhos com a tecnologia VoIP, que utilizam a internet para realizar chamadas telefônicas. Com isso, os gastos com telefone do governo gaúcho caíram em R$ 1,9 milhão no ano. Já nas escolas públicas, foram instalados controles de vazão de água nas torneiras – o que gerou uma economia de R$ 3,4 milhões.

Qualidade e conhecimento – O governo gaúcho já traçou seus objetivos para este ano. Um deles é aumentar a receita em R$ 900 milhões e manter as despesas no mesmo patamar do ano passado. Uma das ferramentas que ajudarão o Piratini a alcançar essas metas é o Gerenciador Matricial de Receita e de Despesa. Com ela, a Secretaria da Fazenda gaúcha consegue monitorar se está perto ou longe de cumprir as propostas de corte de custos e de elevação de refeitas. Além disso, o governo do Rio Grande do Sul também está apostando na qualificação dos servidores. No último ano, o INDG e o PGQP ajudaram a formar mais de 400 funcionários públicos. O próximo passo será a implantação de uma “escola de governo” capaz de treinar 22 mil funcionários públicos (13% do quadro total) até outubro deste ano. “O Estado conta com bons quadros funcionais, o que pode facilitar ainda mais esta disseminação da cultura da qualidade nos diversos setores do governo”, elogia Joal Teitelbaum, presidente do Conselho Diretor do PGQP.

No Brasil, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais são os Estados que já contam com projetos de gestão pública apoiados pelo PGQP. No Rio Grande do Sul, o programa investiu, por conta própria, cerca de R$ 10 milhões na implantação do sistema. (Marcos Graciani)

Fonte: Newsletter da Amanhã

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