SISTEMA MINEIRO DE INOVAÇÃO

Junho 5, 2008

 

Apresento a vocês o Sistema Mineiro de Inovação (SIMI), projeto que faço parte desde Outubro 2007 e já começa a dar seus frutos, como por exemplo o Portal SIMI, um inorkut - orkut da inovação.  Embora esteja no começo, já tem muito material bom lá como por exemplo o artigo que originou o post anterior, sobre difusão da inovação.

O Sistema tem também um componente de gestão pública participativa, que identifica propostas setoriais de políticas e ações de fomento à inovação. O sistema conta com 10 universidades públicas e privadas, diversas secretarias de estado e empresas públicas e entidades de classe dos empresários, industrialistas e agropecuária. Conta também com Encontros de Inovação que reúne stakeholders de um determinado setor e, por meio de uma metodologia própria, busca identificar as ações que devem ser tomadas para resolver os problemas do setor relacionados à inovação.

Esse artigo, apresentado no Congresso Consad de Gestão Pública, explica todo o sistema.

Se estiver com preguiça, o vídeo abaixo explica bem toda a idéia:

 

 


RSAI World Congress 2008

Março 12, 2008

A Regional Science Association International World Congress promete arrasar.

O Congresso ocorre em São Paulo a partir da próxima segunda e aborda temas de meu mais alto interesse como: clusters, inovação, economia regional, econometria espacial, cidades globais, desenvolvimento local, etc.

Será ótimo encontrar pesquisadores com os mesmos interesses que os meus, embora, obviamente, eles estejam em um nível muito superior.

Muita gente vindo do Cedeplar, onde cursarei duas matérias nesse semestre (economia matemática e otimização dinâmica) e pretendo iniciar o doutorado, quem sabe, ano que vem.

Gente vindo também da Universidade de Tsukuba, onde fiz o mestrado, embora nenhum conhecido.

Autores que li e reli, como o Professor Derudder, da Universidade de Ghent, na Bélgica, e pesquisa também sobre cidades globais.

Enfim, boas expectativas não faltam.  Interesses acadêmicos e profissionais estão igualmente atendidos no evento. Além disso, terei também a oportunidade de apresentar minha pesquisa sobre redes de empresas globais conectando as cidades.

 


UECE – Research Unit on Complexity and Economics

Fevereiro 18, 2008

UECE – Research Unit on Complexity and Economics, da Universidade Técnica de Lisboa, é o tipo de grupo de pesquisa que me dá vontade de jogar tudo para cima e mudar para Portugal, para estudar economia e análise de redes sociais!

Como não dá, lanço aqui as base de uma joint venture. Eu escrevo um artigo para este congresso e você, caro leitor, financia minha passagem para apresentar o mesmo em Portugual.


Hoover’s connect

Fevereiro 9, 2008

“O suceso nos negócios está muitas vezes relacionado ao que você sabe e quem você conhece  

 Anteriormente já havia escrito um post sobre uma ferramenta de social network do Boston Consulting Group  e outro sobre a Visible Path.

Agora, a Visible Path se juntou com a Hoover’s (prestadora de serviço em inteligência corporativa) e lançou mais uma ferramenta:  o Hoover’s Connect.

O Hoover’s Connect mapeia a rede de contatos de sua empresa e permite que você a acione em caso de necessidade, para ser apresentado para um potencial cliente ou parceiro por meio de um de seus contatos pessoais.

É um instrumento para abrir portas.

Gostei particularmente sobre a referência ao social network analysis no final da apresentação. Quer dizer que não vão apenas apresentar um (ou mais) intermediário entre você e o contato, mas aquele que tem um relacionamento mais forte com ele.

Aqui o blog da online social networks falando sobre o assunto e o email que recebi apresentando a notícia vai abaixo:

A Most Interesting Business/Social Online Network: _Hoover’s Connect_:

Hoover*s, Inc., a D&B company, announced the official launch of Hoover*s Connect, a business networking tool that helps users get introduced to and establish  relationships with targeted prospects.

Hoover*s Connect is designed to provide an effective, nonintrusive way for its users to connect to a person through someone the prospect may already have a strong relationship with and who is therefore best
suited to make that introduction.

Hoover*s Connect is easy to use. When the user goes to a particular Hoover*s company record and clicks the “Connect” button, various referral paths appear that highlight the strongest path within that user*s network.

The service allows users to build their networks
actively (by inviting colleagues to join) as well as passively (through an Outlook plug-in that applies unique social networking algorithms to automatically rate relationship strength).


Video lectures

Janeiro 24, 2008

O video lectures vai para a barra de links!!! 

Trata-se de outro mecanismo de colaboração da web 2.0.

Desta feita, a colaboração se dá em torno de aulas em vídeo. É possível, ao mesmo tempo, visualizar professor, apresentação powerpoint e notas de aula.

E tem muita coisa interessante lá.

Perfeito para você que está agarrado com algum conceito difícil ou quer saber mais sobre alguma coisa.

Olha só as aulas que encontrei (mas alguns ainda não assisti):

Basics of probability and statistics (com sotaque francês)

Markov Chain Monte Carlo Methods (coisa que tenho muita vontade de conhecer mais)

The Work of a Professional Translator (para o Gui Lessa)

Correlation Search in Graph Databases

Bayesian Inference: Principles and Practice (Bayesian rules!!!)


Vote your conscience

Janeiro 21, 2008

Em tempos de eleição americana (e, daqui a pouco, eleições municipais), este artigo do Washington Post vem bem a calhar.

A idéia é a de que, em um processo de escolha, o conhecimento da escolha do outro influencia grandemente a nossa própria decisão.

A pesquisa foi feita por meio de um experimento online em que o internauta é convidado a ouvir algumas músicas e decidir quais as melhores.

As escolhas feitas em uma situação em que as opiniões dos outros não são conhecidas foram bastante diferentes daquelas feitas em situação em que as opiniões dos outros são previamente divulgadas.

Ou seja, pessoas foram influenciadas pelas escolhas de outras pessoas.

O x da questão não é tanto a presença de “formadores de opinião“, mas sim de pessoas influenciáveis, que formarão uma massa crítica que influenciará outras pessoas influenciáveis. Outra conclusão, é que processos de decisão democráticos são, em grande parte, processos randômicos!!!

“Watts, a sociologist at Columbia University, said his research challenges central beliefs we have about why some musicians become stars and some politicians become presidents. Quality matters, but when voters intensely watch one another, the success of candidates depends at least as much on network dynamics as it does on the quality of the candidates themselves. Because network dynamics are not governed by intuitively simple rules of cause and effect — depending on where they are in a network, people with strong opinions might end up with little influence, while the weak opinions of others get greatly magnified — networks regularly produce outcomes that are partly arbitrary.

In a new paper published in the Journal of Consumer Research, Watts and Dodds debunk the idea that influential people drive races one way or the other. The decisive factor, they show in a series of mathematical models, is not the presence of influential people but people who are easily influenced. Random, insignificant events are vastly magnified by networks of such malleable people influencing one another, and this tilts the race one way or another. Blind chance plays a big role.”


Six Degree of Separation – the experiment

Janeiro 2, 2008

Dizem por aí que você está conectada à qualquer pessoa do mundo por em média, 6 pessoas.

Isso quer dizer que você conhece uma pessoa que conhece uma pessoa que conhece… e na sexta pessoa você alcançará, em média, qualquer pessoa no mundo!!!

Por meio de 6 apertos de mão (em média), você consegue ser apresentado ao George Bush, Lula ou a um camponês de Papua Nova Guiné!

No facebook estão fazendo um experimento nesse sentido no the 6th degree experience. Em 5 semanas receberam 3,5 milhões de adesões!!!!

Um experimento similar, que já está em funcionamento por mais tempo, tem menos adesões mas mais embasamento teórico, é o Small Words Experiment, do Prof. Duncan Watts, autor do livro Six Degrees, the Science of the Connected World, da Universidade de Columbia. 


Outro blog da semana

Dezembro 17, 2007

Mapping the Crowd

Dezembro 16, 2007

A notícia é do Business Week e mostra uma  ferramenta de TI que mapeia onde e quem está fazendo pesquisa sobre o que.  Com os resultados dessa análise, é possível ver onde pode haver mais cooperação, quais trabalhos estão duplicados, onde pedir ajuda, etc.

Nesse artigo, a ferramenta está sendo usada pela Boston Consulting Group para identificar competências dentro de uma área de pesquisa. Mas penso que poderia muito bem ser utilizado para mapear competências e colaborações entre Ongs e dentro de uma estrutura de governo.

Esse slide show (com um video no final) explica muito bem.

Abaixo, alguns fragmentos:

“The tool has implications for innovation. At a glance, you can see which patents are the most cited, in what direction research is headed, and which people and organizations are collaborating. This could suggest potential acquisition targets or identify a prolific scientist a company should hire. It can be used to shape strategy—a company may be able to spot a “white space,” where an innovation can bridge a gap between two networks.

In a corporate setting, the tool can be used in a similar way to shape strategy. As an example, BCG used the network mapping tool to find acquisition targets for a health-care company. The company’s conventional mergers-and-acquisitions research yielded only one target. But the BCG tool picked up hundreds of other potential targets—each was filing patents in adjacent technologies, but until then they had flown under the company’s radar screen.”

// <![CDATA[ // story and reader comments links will not appear // unless a valid URL is entered // var storyLink = "/innovate/content/nov2007/id20071114_879795.htm"; // if (storyLink == "" || storyLink == " ") { // no story link, do nothing. } else { storyLink = "http://www.businessweek.com" + storyLink; var commentsLink = storyLink + "#readerComments"; document.write('


Revista Exame e as Cidades Globais

Dezembro 5, 2007

Qual foi minha surpresa quando vi que a edição especial de aniversário da revista Exame levava uma reportagem sobre cidades globais, usando a metodologia  da GaWC, a mesma que usei na minha tese e nesse artigo apresentado na Reunião da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)

 

 

Aqui vai um fragmento (do que está na web, não na revista):

“Essa capacidade de criar redes de conhecimento que estimulem a inovação é justamente o que caracteriza as cidades globais, na visão do especialista em economia urbana Edward Glaeser, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

 

Só faltou eles explicarem a metodologia por trás das cidades globais ao invés de meramente apresentar o ranking.

 

A maneira de medir a conectividade de cada cidade está em contar as empresas de uma mesma firma em cidades diferentes (ex: escritórios da Mackinsey em duas cidades diferentes) e daí contabilizar uma “conexão” entre as duas. A idéia é que esses escritórios comunicam entre si, conectando assim as cidades por meio da comunicação (estratégica)  que viaja entre essas conexões. Assim, cidades mais conectadas (por meio de redes inter-firmas) são mais globalizadas  pois o fluxo comunicacional entre elas é maior.

 


Conheça a Visible Path

Dezembro 5, 2007

A Visible Path é uma empresa que oferece às outras empresas um sistema para gerir a rede social de seus empregados (veja o “View Demo” para entender).

Imagine, por exemplo, que você precise um contato com o diretor de novos negócios da empresa X. A Visible Path mapeia a sua rede de contatos e descobre quem ali pode te apresentar ao diretor da empresa X. 

O grande diferencial da Visible Path é que o serviço dela é aberto e integrado à outros softwares. A outra, é que é um serviço para empresas.

Agora ela está sendo vendida para uma outra empresa multibilionária, mas os serviços continuarão. Essa notícia fala sobre social networking para empresas

http://www.news.com/8301-10784_3-9828597-7.html


E você pensava que era tudo culpa dos formadores de opinião!!!

Dezembro 5, 2007

Pelo jeito,  pessoas facilmente influenciáveis são mais importantes para que uma “mudança” se espalhe em uma população do que pessoas persuasivas…

Thanks to Science Daily
 
Duncan Watts is well-known to the social network analysis community, but
his application of such analysis to the construction of public opinion,
with Sheridan Dodds, is something new.

—–

Social Change Relies More On The Easily Influenced Than The Highly Influential


ScienceDaily (Nov. 13, 2007) — An important new study appearing in the December issue of the Journal of Consumer Research finds that it is rarely the case that highly influential individuals are responsible for bringing about shifts in public opinion.

Instead, using a number of computer simulations of public opinion change, Duncan J. Watts (Columbia University) and Peter Sheridan Dodds (University of Vermont), find that it is the presence of large numbers of “easily influenced” people who bring about major shifts by influencing other easy-to-influence people.

“Our study demonstrates not so much that the conventional wisdom is wrong . . . but that it is insufficiently specified to be meaningful,” the researchers write. “Under most conditions that we consider, we find that large cascades of influence are driven not by influentials, but by a critical mass of easily influenced individuals.”

Instead of a model in which opinion flows only from the media to influentials,
and then only from influentials to the larger populace, Watts and Dodds created an influence network with opinion flows in many directions at once, adjusted for the probability that a given individual will adopt a change when the information comes from a certain source.

They then introduced an event into the simulation, evaluating what factors
resulted in an overall shift in opinion in their model system. They also
introduced “hyper influentials” and monitored their effects, tried grouping
individuals together into sub-networks, and adjusted the degree at which
attitudes shift.

“Anytime some notable social change is recognized, whether it be a grassroots cultural fad, a successful marketing campaign, or a dramatic drop in crime rates, it is tempting to trace the phenomenon to the individuals who “started it,” and conclude that their actions or behavior “caused” the events that subsequently took place,” the authors write.

However, they explain: “…under most of these conditions influentials are less important than is generally supposed, either as initiators of large cascades, or as early adopters.

Duncan J. Watts and Peter Sheridan Dodds, “Influentials, Networks, and Public Opinion Formation.” Journal of Consumer Research: December 2007.”


Para os professores

Dezembro 5, 2007

Ok, na mesma coleção do post anterior, veja esse video.

A representação gráfica mostra uma sala de aula em diferentes atividades e a interação dos seus membros (ou seja, o professor sofre com conversas paralelas durante a aula).

Mostra também as panelinhas na hora do recreio.


Mil aplicações para visualização de redes!!!

Dezembro 4, 2007

Essa foi uma competição de visualização de dinâmicas de redes e olha só quanta coisa interessante:

Essa aqui analisa as ligações, medidas por meio de votos similares, dos juízes da corte suprema americana. Seguindo a conveção americana, os juízes em azul foram indicados pelos republicanos enquanto os vermelhos são democratas. Fica claro quais são os moderados (que votam às vezes por um lado e às vezes por outro) e quais são radicais.

Um estudo desse tipo na Suprema Corte brasileira seria interessante, não?

Não gosta de política????

Talvez saúde pública seja mais interessante. Esse gráfico mostra como a SARS se espalhou, por meio das rotas aéreas, da China para o mundo!!!

Tem sobre a blogosfera. Tem sobre ataques terroristas (onde a conexão acontece quando dois grupos terroristas atacam o mesmo país no mesmo ano). Tem sobre as relações de amizad. Tem sobre citações em comum na área de medicina. Tem sobre as exportações malaias (foto abaixo) e também tem muitos vídeos, mostrando a rede se modificando com o tempo.


Game Over! Como a inovação se espalha por uma escola!

Novembro 26, 2007

Game Over!

 

Sorry. You have spent all the time given for your innovation project. If you had eleven or more adopters you succeeded better than the average past player. If you had five to ten adopters, you still did better than many real-life change agents.

In any case, please don’t forget to visit the game log page to review your game strategy to see if you can articulate what tactics seemed to work and which did not. What advice might you give to future change agents?

He he he, esse joguinho me consumiu algum tempo ontem à noite.

Mas vale muito a pena, principalmente se você trabalha com a difusão de uma inovação dentro de uma organização.

Como é de se esperar, a chave para o sucesso é conhecer seu público alvo, saber quem influencia quem e quais são pessoas chaves que tem mais propensão para adotar uma inovação.

Não se engane, tem muito osso duro de roer lá!

Se você jogar, não se esqueça de colocar o resultado aqui para compararmos quem é o “lobby man”!!!


Metcalfe’s law

Novembro 24, 2007

 A lei de Metcalfe é simples: o valor de uma rede para o usuário é proporcional ao quadrado do número dos usuários no sistema (n2).

Derivado disso temos que:

1) Quanto maior a rede, maior o seu valor para o usuário

2) Existem dificuldades para “novos entrantes” em um mercado em rede (por exemplo, imagine um novo tipo de telefone, mais barato e melhor, mas que não consegue dialogar com os telefones existentes – quem compraria um telefone desses?)

3) Se o valor da rede em seus momentos iniciais é muito baixo, seu custo (não só medido por dinheiro, mas também por tempo gasto para entrar na rede, facilidade para aprender o sistema, etc), deve ser menor.

Qual das redes abaixo você acha quem tem mais valor?

Metcalfe’s law – Wikipedia, the free encyclopedia


Indicadores de Inovação

Novembro 19, 2007

Indicadores de Inovação Tecnológica Empresarial nas Regiões do Brasil: Análise de Dados da PINTEC 2003-IBGE
indicadores-inovacao.pdf

“O artigo pretende responder a pelo menos três questões principais. Que elementos conceituais poderiam compor um quadro teórico-conceitual capaz de retratar mais adequadamente o processo de inovação tecnológica que ocorre nas empresas que atuam nos países em desenvolvimento, que a exemplo do Brasil, conformam um espaço tecnologicamente periférico? Qual é a experiência brasileira no que diz respeito à geração e aplicação de indicadores de inovação tecnológica no contexto das organizações empresariais? O que dizem os indicadores acerca do processo de inovação tecnológica empresarial que ocorre nas diferentes regiões do Brasil?”

O artigo acima foi gentilmente cedido para divulgação nesse blog pela Profa. Elisa Maria Pinto da Rocha, pesquisadora da FJP e doutora em Ciência da Informação pela UFMG.

Por que indicadores de inovação são tão importantes?

Talvez pelo fato de não estarem plenamente constituidos, principalmente nos países periféricos tecnologicamente.

A Profa. Elisa argumenta que periféricos produzem inovação incremental enquanto os países desenvolvidos produzem inovação radical.

Existem indicadores de inovação bem desenvolvidos, mas nem sempre são adequados à especificidade da inovação (e do modo como é produzida) do terceiro mundo.

Buscar elementos conceituais para atender à essas característica é algo muito salutar. Precisamos de indicadores robustos para que possamos entender melhor como a inovação ocorre por estas bandas.

Do jeito que está, minha impressão é que temos indicadores de inputs (leia-se: verba governamental e dinheiro colocado pela própria empresa para P&D e inovação), de outputs (patentes, por exemplo) e continuamos totalmente ignorantes sobre o que acontece na caixa preta (dentro da empresa).

A sugestão da Profa. Elisa para que algum aspecto da gestão da empresa também seja incorporada nos indicadores de inovação acerta o alvo em cheio!

Adicionaria também, embora seja suspeito, alguns dados relacionais (existência de ligações da empresa com a academia, rede de fornecedores e clientes, rede social do dono da empresa).

São dados muitas vezes de difícil obtenção, mas está no âmago do processo inovador!


UAU!!! Olha só o corpinho dessa rede!!!

Novembro 19, 2007

Olha só que legal a apresentação dessa rede do Portal de Educação Corporativa

(Pena que fica muito lento. Internet Explorer, só com Java e reza brava. No firefox funcionou melhor mas também foi lento.)

Não quero nem saber do resto do portal. Me liguei foi nessa rede!!!

Adorei como a rede se desloca para permitir a vizualização do “ego network” de cada um dos nós! E olha que o nível de detalhamento é bem grande, indo de conceitos e instituições (os ramos) até indivíduos (as folhas).

Pena que isso seja somente uma árvore de navegação.

Se fosse um instrumento de gestão, poderia ser extremamente útil ao mostrar quais são os gargalos, onde o conhecimento é gerado, por onde ele circula, quem está isolado, etc!!!

Agora vamos fazer um pouco de análise de rede social dessa belezura:

1) A rede é tipo “hub and spokes“, ou seja, a educação corporativa está no meio da rede e é a única responsável por conectar todos os outros nós.

2) Ação do governo está totalmente isolada!!! :(

3) Se a educação corporativa desaparecesse da rede, todos os componentes ficariam isolados.

—————————————————

Passado o entusiasmo da rede, algumas coisas interessantes do site:

Uma pesquisa bacana sobre educação corporativa no Brasil está aqui.

Só não ficou claro qual o papel do MDIC nisso tudo…


O futuro da mídia é?

Novembro 13, 2007

Essa foi uma dica do Bruno Brant.

O artigo usa o estudo de caso da Glam e da i-village, dois sites especializados no público feminino, para mostrar qual o futuro da mídia.

Enquanto a i-village adota o modelo tradicional, onde a instituição produz o material midiático e o público consome, a Glam utiliza um modelo em que o público produz e consome o material midiático enquanto a instituição se concentra na “gestão” da rede social, inclusive dividindo seus lucros com os maiores colaboradores.

i-village era a líder absoluta do mercado mas murchou rapidamente depois que a Glam ofereceu seus serviços com o modelo baseado em rede.

Veja o gráfico onde o amarelo é a i-village, o rosa é a Glam, os círculos dentro do círculo grande são áreas de conteúdo (astrologia, culinária, moda e todo resto que as mulheres gostam). O amarelo escuro são as áreas de propriedade e administração exclusiva do site, enquanto o roxo representa os blogs e conteúdos postados por parceiros (no caso da Glam, os parceiros são os próprios usuários).

 

Perceba que a Glam é uma rede de vários sites independentes! Aí estão as chaves de seu sucesso: colaboração em massa, agilidade, interação entre os usuários, colaboração!

Veja o artigo completo –> Glam, the success of the network!

Moral da história: O futuro da mídia é menos relacionada ao produto e mais relacionada à rede!

(…the future of media is less about products and more about networks)


Jornal (acadêmico) sobre comunicação mediada por computadores

Novembro 13, 2007

 Já percebeu que grande parte da comunicação de hoje é mediada por computador?

Quer um exemplo?

Bem, estamos nos comunicando nesse momento, certo?

Pelo menos o link para os comentários está aí embaixo, então não me venha com essa de ser um monólogo!!!

E se quiser estudar mais a fundo este e outros tipos de comunicação mediada por computador, a última edição é um especial em “social network sites”, como o orkut, linkedIn, Facebook, You Tube, Simi, blogs (dúvida que é uma rede?), etc…

Aí vai na integra o toque que recebi por e-mail:

It gives me unquantifiable amounts of joy to announce that the JCMC  special theme issue on “Social Network Sites” is now completely birthed. It was a long and intense labor, but all eight newborn articles are doing just fine and the new mommies are as proud as could be. So please, join us in our celebration by heading on over to the Journal for  Computer-Mediated Communication and snuggling up to an article or two. The more you love them, the more they’ll prosper!

JCMC Special Theme Issue on “Social Network Sites”
Guest Editors: danah boyd and Nicole Ellison
http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/

- “Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship” by
danah boyd and Nicole Ellison
- “Signals in Social Supernets” by Judith Donath
- “Social Network Profiles as Taste Performances” by Hugo Liu
- “Whose Space? Differences Among Users and Non-Users of Social
Network Sites” by Eszter Hargittai
- “Cying for Me, Cying for Us: Relational Dialectics in a Korean
Social Network Site” by Kyung-Hee Kim and Haejin Yun
- “Public Discourse, Community Concerns, and Civic Engagement:
Exploring Black Social Networking Traditions on BlackPlanet.com” by
Dara Byrne
- “Mobile Social Networks and Social Practice: A Case Study of
Dodgeball” by Lee Humphreys
- “Publicly Private and Privately Public: Social Networking on
YouTube” by Patricia Lange

Para quem encarar, boa leitura!


Really cool video of a very dynamic network…

Novembro 10, 2007

O video abaixo mostra os padrões de movimento aéreo global, formando uma rede.

Existe um pessoal aí pesquisando pesado sobre “cidades globais“. A idéia é que algumas cidades (Nova York, Londres, Tóquio) são tão grandes, tão conectadas e tão importantes para a economia global, que se tornaram os centros de “comando e controle” do mundo.

São nessas cidades que a inovação é produzida e é por meio dessas cidades que ela se espalha para o resto do mundo!

Uma das grandes dificuldades dessa linha de estudo era medir e provar suas hipóteses quantitativamente.

Uma das soluções foi medir o tráfego aéreo da cidade como proxy de sua centralidade na rede global de cidades!

Veja o video e repare nos hubs. Tente adivinhar de onde os aviões saem e para onde vão.

A rede formada acima, além de muuuuito legal, ainda dialoga com a metodologia das cidades globais medidas por meio da rede de viagens aéreas.

Eu tenho o artigo impresso, mas você terá que pagar $44,01 + imposto para ler… então, o melhor é se contentar com o abstract ou me pedir o livro emprestado:

“This paper aims to contribute to the literature on the rise of so-called ‘network cities’ through an empirical analysis of hubs in the global airline network. Standard airline databases do not feature the actual routes flown by passengers, and therefore, a new and previously untapped database is introduced. The employed data are transnational and feature origin/destination statistics with additional information on intermediate stops (if any), which allows a thorough assessment of hub structures in the global airline network. The first part of the empirical analysis presents a threefold hub assessment, i.e. (i) an overview of the major hubs in absolute terms, (ii) a similar overview of hubs in relative terms, and (iii) a measure that focuses on the number of cities that make intense use of a hub. The second part of the empirical analysis focuses on some aspects of the spatiality of hub-and-spoke organisation. This is achieved through an examination of the proportion of ‘regional’ hub passengers and some notable case studies.”