Fevereiro 19, 2008
Falta de inovação trava avanço do Brasil
Da Agência Estado
“A ambição do Brasil de atuar entre os pesos pesados da competição mundial tropeça na inovação. Pesquisa encomendada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o País não conseguiu fazer da inovação o motor de suas estratégias de desenvolvimento econômico.
Pior ainda: o governo e as empresas ainda confundem inovação com alta tecnologia e política industrial com redução do chamado custo Brasil. O estudo mergulhou na experiência de sete países – Canadá, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão e Reino Unido – e identificou ao menos oito barreiras e nove saídas para o Brasil não acabar na rabeira da competição mundial nem sucumbir ao poderio de países como a Índia e da China em matéria de concorrência.
“A lógica da inovação é sair na frente e vender ao mundo algo que não tenha concorrência, ao menos em um primeiro momento”, resume Reginaldo Arcuri, presidente da ABDI. “Os desafios mudaram. Não basta ter sol, terra e água para ser competitivo em agricultura, nem basta ter aço e alumínio para fabricar bons aviões. Hoje, falamos em grãos geneticamente modificados e em materiais compósitos.”
Coordenada pelo sociólogo Glauco Arbix, da USP, a pesquisa orientou a elaboração da chamada nova política industrial. A pesquisa apontou, entre as principais barreiras à inovação no Brasil, a “descoordenação política” dos órgãos do governo envolvidos com o tema e o emaranhado de regras conflitantes, que produzem um ambiente jurídico pouco propício à atração de investimentos em centros de pesquisa tecnológica e de produção de bens e serviços inovadores no País.”
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Escrito por renatoorozco
Fevereiro 12, 2008
O Radar inovação, do Instituto Inovação (link permanente na barra lateral) traz, regularmente, novidades relacionadas à inovação.
Os destaques deste mês, na minha opinião, são:
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Escrito por renatoorozco
Fevereiro 4, 2008
Facebook está sendo usado para arregimentar pessoas para manifestações contra as FARC.
A notícia está aqui.
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Janeiro 30, 2008
China precisa de inovação para manter crescimento (Você precisará fazer o cadastro na HSM para ler este artigo)
É o que fala o Sr. Edmund Phelps, o ganhador no Prêmio Nobel.
“O rápido crescimento da China nas áreas de produtividade e investimento está fadado a perder energia à medida que os salários médios aumentarem e o país aproximar-se de superar a defasagem tecnológica em relação aos EUA, afirmou Edmund Phelps, em uma conferência realizada em Hong Kong.
Quando isso acontecer, o aumento dos salários deve perder velocidade, reduzindo os incentivos para as pessoas ingressarem no mercado de trabalho, como aconteceu na Europa Ocidental depois do boom do pós-guerra nos anos 1950 e 1960.
“Neste momento, o desemprego aumenta, a participação na força de trabalho cai e podem surgir os problemas observados na Europa nas últimas décadas”, disse Phelps. “
A solução?Incentivar o espírito empreendedor, desde reformas no setor financeiro até o sistema educacional. (solução do Nobel Prize, viu!)
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Escrito por renatoorozco
Janeiro 21, 2008
Em tempos de eleição americana (e, daqui a pouco, eleições municipais), este artigo do Washington Post vem bem a calhar.
A idéia é a de que, em um processo de escolha, o conhecimento da escolha do outro influencia grandemente a nossa própria decisão.
A pesquisa foi feita por meio de um experimento online em que o internauta é convidado a ouvir algumas músicas e decidir quais as melhores.
As escolhas feitas em uma situação em que as opiniões dos outros não são conhecidas foram bastante diferentes daquelas feitas em situação em que as opiniões dos outros são previamente divulgadas.
Ou seja, pessoas foram influenciadas pelas escolhas de outras pessoas.
O x da questão não é tanto a presença de “formadores de opinião“, mas sim de pessoas influenciáveis, que formarão uma massa crítica que influenciará outras pessoas influenciáveis. Outra conclusão, é que processos de decisão democráticos são, em grande parte, processos randômicos!!!
“Watts, a sociologist at Columbia University, said his research challenges central beliefs we have about why some musicians become stars and some politicians become presidents. Quality matters, but when voters intensely watch one another, the success of candidates depends at least as much on network dynamics as it does on the quality of the candidates themselves. Because network dynamics are not governed by intuitively simple rules of cause and effect — depending on where they are in a network, people with strong opinions might end up with little influence, while the weak opinions of others get greatly magnified — networks regularly produce outcomes that are partly arbitrary.
In a new paper published in the Journal of Consumer Research, Watts and Dodds debunk the idea that influential people drive races one way or the other. The decisive factor, they show in a series of mathematical models, is not the presence of influential people but people who are easily influenced. Random, insignificant events are vastly magnified by networks of such malleable people influencing one another, and this tilts the race one way or another. Blind chance plays a big role.”
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Escrito por renatoorozco
Janeiro 18, 2008
Finalmente, saiu hoje a lei de inovação de Minas Gerais.
Após rápida leitura, os pontos principais são:
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A lei abre a possibilidade dos Institutos de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais -ICTMG – (portanto, órgãos públicos) comercializem as invenções e tecnologia que produzirem.
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Para tal, deverão manter banco de dados atualizados das tecnologias a serem comercializadas.
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A lei oferece incentivos aos inventores (criadores) que trabalham nos ICTMG:
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Caso eles criem uma tecnologia, serão premiados com no mínimo 5% e no máximo 33,3% da exploração da tecnologia.
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O protocolo de pedido de patente, a patente concedida, o registro de evento, etc, contarão para a avaliação de desempenho e progresso na carreira de pesquisador.
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O pesquisador pode se licenciar para criar uma empresa que explore a criação de bens de criação de sua autoria, desenvolvidas dentro do ICTMG.
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As ICTMG poderão implantar NITs (Núcleo de Inovação Tecnológica) para gerir a sua política inovação (patenteamento, registro, proteção, gestão do conhecimento, etc).
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O inventor independente poderá usufruir de apoio das ICTMG por meio da formalização de parcerias para o desenvolvimento de uma inovação ou usufruir de apoio da FAPEMIG relativo à gestão da inovação (depósitos, patenteamento, etc.)
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O ICTMG poderá compartilhar sua esturutra com pequenas e microempresas em atividades de inovação tecnológicas e incubação.
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Criação do Fundo Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (FIIT) com recursos que não são contabilizados dentro do 1% reservado constitucionalmente à pesquisa (art. 212 constituição estadual).
De forma geral, a lei é baseada em ações de parceria entre as pesquisas do governo com agentes privados. Existe uma preocupação em compartilhar a estrutura governamental, seja de pesquisa, seja de gestão da inovação, com agentes privados, o que é extremamente positivo para o ambiente de inovação em Minas.
A visão de dar mais incentivo ao pesquisador dos centros de pesquisa estaduais age diretamente (microeconomicamente) no cálculo que ele faz sobre os seus ganhos em empreender esforço (extra) em sua atividade de pesquisa. Teremos pesquisadores mais empenhados, tenho certeza, e assim teremos mais invenções.
O plano, expresso pela lei, é ótimo. Agora é aguardar a execução do mesmo. Sendo bem executado, será mais uma mini-revolução para o Estado de Minas Gerais.
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Janeiro 17, 2008
Evento para estruturação dos NIT’s O NIT (Núcleo de Inovação Tecnológica) é um órgão que as universidades públicas tem para que as descobertas e avanços gerados em seu interior virem produtos, patentes, licenciamentos, etc.
A idéia é que as universidades estejam preparadas para apoiar o seu cientista que descobrir algo a transformar essa descoberta em produto ou, ao menos, proteger a propriedade intelectual.
Campinas, como sempre avançada neste aspecto, sedia evento na área. A notícia foi enviada para mim pelo Fábio, novamente pautando as notícias desse blog…
Campinas sedia, de 11 a 14 de fevereiro, o 5º Curso de Estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT).
A edição é dedicada a atender profissiona de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) da região Sudeste. A iniciativa da Agência de Inovação Inova Unicamp, através do Projeto InovaNIT, tem como finalidade apoiar a implantação de novos núcleos, bem como fortalecer os já estruturados, através da discussão de temas relacionados à institucionalização, gestão e desenvolvimento de NIT.
O programa aborda ainda, de modo introdutório, questões de empreendedorismo, propriedade intelectual e comercialização de tecnologias.
Os interessados devem fazer a pré-inscrição através do site da Inova, até o dia 23 de janeiro. A relação dos selecionados será disponibilizada no dia 24, sendo que as inscrições terão um custo de R$ 60,00.
As aulas presenciais serão oferecidas na Unicamp e o limite de vagas é de 50 participantes.
Contatos podem ser feitos pelo telefone 19-3521 5262.(Véronique ourcade)
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Escrito por renatoorozco
Janeiro 17, 2008
Quais os maiores entraves para a atração dos centros de P&D das grandes multinacionais para o Brasil?
Segundo este artigo, o problema está na falta de mão de obra qualificada, embora os salários de um mesmo engenheiro ou cientista seja mais baixo aqui do que na Alemanha, por exemplo.
A mão-de-obra dos trabalhadores da indústria brasileira é comparável, em termos qualitativos, à de países desenvolvidos como Estados Unidos e Alemanha. Por outro lado, o país apresenta forte escassez de mão-de-obra qualificada.Fuga de laboratóriosIsso pode ser um fator determinante para que as multinacionais estrangeiras instaladas no Brasil optem por transferir ou criar centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em outros países considerados emergentes, como Índia e China.Essa é uma das conclusões do projeto Políticas de desenvolvimento de atividades tecnológicas em filiais brasileiras de multinacionais, coordenado pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com participação de um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista.
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Janeiro 14, 2008
Algumas notícias da cena paradiplomática em Minas Gerais.
Primeiro, o programa “Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo“, programa idealizado pelo Dr. Athayde, meu ex-chefe quando eu trabalhava na Subsecretaria de Assuntos Internacionais do Governo de Minas, leva 20 estudantes mineiros para se qualificar em Piemonte, província irmã de Minas Gerais.
Como Turim, Piemonte e a Itália em geral são reconhecidos internacionalmente por causa da qualidade do design (roupas, jóias, carros, etc), a temática da visita é justamente essa. Os intercambistas são estudantes de design de Minas Gerais e ficarão algumas semanas recebendo treinamento e conhecendo como é feita a produção do design italiano.
O custo do programa é coberto por um pool de empresas patrocinadoras do projeto, além de recursos do próprio governo de Minas Gerais.
Além do óbvio aporte de conhecimento para os jovens estudantes, que certamente será de grande utilidade para o desenvolvimento do Estado, esse tipo de atividade ainda contribui para criar laços entre as pessoas daqui e de lá, possibilitando mais cooperação e projetos conjuntos no futuro.
A idéia é que, nos anos vindouros, as outras províncias irmãs de Minas Gerais também sejam contempladas com a visita da delegação de jovens mineiros.
A notícia completa está aqui.
Além dos estudantes, o acordo Minas Gerais – Piemonte também gerou outro acordo, desta vez entre a Universidade de Minas Gerais (UEMG) e o Instituto Politécnico de Torino. Por este acordo, professores da UEMG irão fazer doutorado na Itália.
Para saber mais sobre este acordo, a notícia se encontra aqui.
A única imprecisão da notícia é dizer que o acordo de Minas e Piemonte foi celebrado pelo Governo Aécio.
Não foi.
O acordo guarda-chuva de cooperação e irmandade foi celebrado em 1993, embora certamente expandido e no presente governo.
Mais sobre as províncias irmãs de Minas Gerais aqui.
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Janeiro 10, 2008
Novamente a HSM tem um ótimo artigo , escrito pelo pessoal da Bain & Company sobre plataformas de inovação, mas só para pessoas cadastradas (gratuito, se você acompanha este blog sugiro que cadastre já que tem muita coisa interessante sobre inovação que sempre posto aqui).
A idéia é: antes de fazer inovação, planeje e veja o que você quer e de que maneira. O artigo utiliza o estudo de caso da Clorox e Danone e Gillete
Abaixo, alguns fragmentos:
“Projetar o potencial de uma plataforma exige trabalho duro, mas, uma vez que isso tenha sido feito, permitindo à empresa comparar a atratividade de várias plataformas, a inovação se torna muito mais eficiente, porque não é mais feita a partir do zero. Observamos que as fabricantes de bens de consumo embalados costumam cortar entre 20% e 30% do tempo de desenvolvimento dos produtos ao usar plataformas de inovação.
Nosso trabalho com empresas líderes da área de bens de consumo em todo o mundo tem nos mostrado que os inovadores mais bem-sucedidos fazem o contrário: selecionam poucas idéias cuidadosamente e desenvolvem apenas as que representam maior potencial de vendas. Isso deixa mais dinheiro para as atividades de lançamento, o que dá aos produtos maior chance de aceitação no mercado.”
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Escrito por renatoorozco
Janeiro 8, 2008
Mais sobre os EUA.
O que conta mais para um candidato? Gastar dinheiro com propaganda ou o boca-a-boca da população.
Essa notícia analisa o que aconteceu em Iowa para mostrar que o que ganhou a votação lá foram as pessoas conversando umas com as outras, sobre quem é ou não é bom…
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Janeiro 8, 2008
Com as primárias nos EUA acontecendo, tenho certeza que todos nós ouviremos muito sobre Hillary Clinton, Barack, Giuliani e McCain…
Então, entre aqui e veja que bela aplicação de redes para visualização dos candidatos e a interação (negativa, acredito) deles com os outros candidatos ao longo dos debates.
Cada vez que um candidato fala sobre o outro, riscamos uma linha ligando um ao outro. Veja, por exemplo, como Hillary Clinton é “citada” por outros dos democratas e dos republicanos… não é à toa que começou perdendo em Iowa!!!
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Dezembro 31, 2007
Essa vem da revista exame 908, artigo “O Dinheiro na mão delas“.
Algumas pesquisas indicam que empresas com uma equipe que tenha maioria feminina, é mais inovadora!!! (e tem retornos maiores, melhor perfomance financeir, etc).
Não que isso seja motivo de surpresa para qualquer um. Minha opinião sobre a causa disso é que, como as mulheres são relativamente menos numerosas no mercado de trabalho, acaba que temos um bias de seleção para cima: são as melhores que viram executivas e é natural que se destaquem.
Fênomeno semelhante aconteceria no mercado de chefs. Como a maioria são mulheres, os relativamente poucos homens que adentram este mercado são bons de serviço, pois só os realmente talentosos se aventuram dentro das cozinhas.
Isso é só uma teoria, claro, pode ser uma hipótese fajuta!
De qualquer forma, a parabéns às mulheres e obrigado por tornar nosso planeta mais inovador!
Abaixo vai a tabela com as pesquisas:
| O toque feminino |
| Três pesquisas divulgadas recentemente comprovam que a presença de mulheres aumenta o desempenho financeiro e o potencial de inovação das empresas |
| Pesquisa |
Instituição |
Divulgação |
Conclusão |
| POTENCIAL DE INOVAÇÃO: HOMENS E MULHERES EM EQUIPES |
London Business School |
Novembro de 2007 |
Equipes que tenham, ao menos, 50% de mulheres apresentam uma performance acima da média em atividades ligadas à inovação |
| PERFORMANCE E PRESENÇA DE MULHERES NAS DIRETORIAS |
Catalyst, ONG com sede em Nova York |
Outubro de 2007 |
Entre as companhias presentes na lista das 500 maiores da Fortune, as com maior número de mulheres na direção têm retornos maiores |
| UM DESPERTAR PARA A LIDERANÇA FEMININA NA EUROPA |
Consultoria McKinsey |
Agosto de 2007 |
As companhias européias com as proporções mais altas de mulheres em postos de liderança têm desempenho financeiro melhor |
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Escrito por renatoorozco
Dezembro 5, 2007
A Visible Path é uma empresa que oferece às outras empresas um sistema para gerir a rede social de seus empregados (veja o “View Demo” para entender).
Imagine, por exemplo, que você precise um contato com o diretor de novos negócios da empresa X. A Visible Path mapeia a sua rede de contatos e descobre quem ali pode te apresentar ao diretor da empresa X.
O grande diferencial da Visible Path é que o serviço dela é aberto e integrado à outros softwares. A outra, é que é um serviço para empresas.
Agora ela está sendo vendida para uma outra empresa multibilionária, mas os serviços continuarão. Essa notícia fala sobre social networking para empresas.
http://www.news.com/8301-10784_3-9828597-7.html
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Dezembro 4, 2007
Reproduzo na íntegra (negrito meu):
“Unicamp e Associação Brasileira de Municípios firmam parceria para transferência de conhecimento científico-tecnológico A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Associação Brasileira de Municípios (ABM) firmaram, no dia 30, uma parceria para desenvolver ações conjuntas com o objetivo de elevar competências administrativa, gerencial e tecnológica de municípios brasileiros. O acordo foi assinado, em Santa Maria (RS), durante o 1º Encontro de Cidades Integradas do Mercosul. Segundo informações da Unicamp, o convênio vai permitir a transferência de conhecimentos científico-tecnológicos nas diferentes áreas de conhecimento, por meio de projetos de pesquisa, consultorias, assistência técnica e cursos de extensão.
Carta das cidades
A reunião dos municípios sobre o Mercosul resultou na Carta das Cidades. A proposta traz 137 sugestões para que ações sejam efetivadas nos países latino-americanos. Foram escolhidos nove temas para balizar ações políticas. São eles: saúde, diversidade, educação, gênero, turismo, ambiente, gestão, segurança e agricultura. Mais informações sobre a ABM podem ser obtidas no site www.abm.org.br.”
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Novembro 30, 2007
Com apenas um mês de vida o Innovation Economics atinge 1000 visitas.
Mais do que um marco, é um estímulo para que eu continue o trabalho, adicione links sobre o assunto, encontre notícias e assuntos interessantes e me dedique ainda mais.
Obrigado a todos os visitantes!
Tentarei melhorar sempre, trazer melhores assuntos, linkar coisas boas, etc.
Feedbacks are always welcome!
Ahh, e para deixar claro que fiz o dever de casa, aqui algumas dicas legais para um blog corporativo!
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Novembro 29, 2007
Chamada para Ações de Apoio à Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia (CNPq)
Apoiar projetos de popularização da Ciência e Tecnologia das universidades, instituições de pesquisa, museus, centros de ciência, planetários, fundações, entidades científicas e outras instituições. Trata-se de incentivar atividades que propiciem a difusão e popularização da ciência e tecnologia junto à sociedade brasileira, a instalação e o fortalecimento institucional de museus e centros de ciências e outras iniciativas que promovam a divulgação científica e a melhoria da qualidade do ensino informal das ciências.“
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Escrito por renatoorozco
Novembro 27, 2007
Essa revista aqui fala muita coisa sobre inovação.
O ruim é que é cara.
O bom é que tem conteúdo na internet.
O ruim é que tem que cadastrar.
Mas grande parte do conteúdo é de graça e, como já disse, muita coisa boa.
Aqui vão algumas dicas:
“O grande equívoco da inovação” fala que não adianta ficar obcecado em fazer inovação, descobrir alguma coisa totalmente nova. É preciso saber o que se quer descobrir. Para nau sem rumo, não há vento que ajude!
“O que realmente importa não é a engenhosidade da invenção, a alta tecnologia empregada, mas a pertinência de sua aplicação para dar a solução perfeita desejada pelo comprador.”
Essa outra é uma entrevista com o Jim Collins, autor do livro “Build to Last: Successful Habits of Visionary Companies” (não li, mas pela entrevista é um bom livro para colocar no wish list do amazon – fica para o dia que eu abrir uma empresa)
Aqui vão fragmentos da entrevista. A mensagem é clara: nem sempre a empresa que inova é a empresa que vence! Quem copia de forma mais eficiente e barata se dá bem!
“Em anos recentes, o conceito de inovação vem ocupando um lugar preponderante entre os ideólogos do management e dos negócios. No entanto, não é mencionado em seus livros. O sr. também não o menciona na sua palestra. De fato, no seu livro, o senhor afirma, não sem certa satisfação, que nenhuma das grandes empresas dos últimos anos foi pioneira em tecnologia.
É que a inovação não desempenha um papel importante para que uma empresa se destaque!
Esse tipo de afirmação não vai lhe dar muita popularidade entre os leitores da Wired.
Não, claro que não. Mas,… ensine-me a evidência! Gerard Tellis e Peter Golder escreveram um livro fascinante chamado Will and vision: how latecomers grow to dominate markets. No livro estudam dezenas e dezenas de casos de várias áreas industriais e de mercado; em todos eles a conclusão é a mesma. Quase nunca a empresa que inovou ou inventou um produto se tornou a empresa dominante do mercado. É uma linda peça de pesquisa que demonstra que a inovação raramente vence. Agora, não quero que você coloque na reportagem: “‘A inovação é má’, afirma Jim Collins.” Não me cite dizendo isto. Meu coração está com os inovadores, mas quase nunca são as empresas vencedoras. A única exceção na que posso pensar é o caso da Intel e o microprocessador.
Um caso paradigmático nesse sentido poderia ser o da Apple e da Microsoft.
Exato! Sou um admirador de ambos personagens, tanto de Steve Jobs como de Bill Gates, mas é claro que Apple foi a inovadora. Nos anos 80, a Microsoft copiou tudo da Apple e, no entanto, desde 1986 a Microsoft superou a Apple em termos quase exponenciais. Levemos o debate para outras áreas. PSA e Southwest. Quem foi a inovadora das companhias aéreas, quem foi que inventou novos modelos? PSA. Quem domina hoje o mercado? A Southwest. Quem inventou a indústria bio-tecnológica? Genentech. E hoje quase todas as empresas do setor a superam.
Agora, o pior do caso é que com o passar do tempo o inovador não fica apenas atrás, mas também perde o crédito de suas descobertas. O caso da Southwest é muito demonstrativo. A maioria das pessoas acredita que a Southwest revolucionou o modelo das companhias aéreas, mas se você pesquisar o setor, você vai descobrir que a Southwest não apenas copiou, mas também copiou modelos que eram cópias de outros modelos.
O mesmo acontece com a tecnologia. Muitas pessoas acreditam que a AOL era uma empresa inovadora, mas foi a quarta empresa que entrava no jogo on-line nos anos 90. Inclusive com a Apple passa algo similar. Se bem Jobs é um inovador genuíno, não podemos esquecer que copiou muito de outros modelos, como o da Xerox. É que o caso da Apple é mais um caso de triunfo cultural. Jobs retorna e retorna. Duvido que a Apple chegue a superar a Microsoft, mas o fato de que você anda pela rua e veja as pessoas com seus iPod, ou de ver os filmes da Pixar nos primeiros lugares, fala muito bem de Steve Jobs como personagem cultural. Mas isso não significa que ele vai ganhar no terreno empresarial. Estrategicamente, inclusive, poderia se argumentar que é nocivo inovar demais.
Retomemos o caso da Intel, que é uma raridade, pois o inovador venceu. Lembro de uma entrevista onde perguntaram para Andy Grove qual seria a “próxima grande coisa”, qual seria a próxima tendência que ia revolucionar o mundo, e ele respondeu:
“Essa é uma forma muito perigosa de pensar”. E respondeu isso porque ele sabe que quando o microprocessador deixar de ser “a grande coisa”, então surgirá uma margem de estratégia na qual a Intel pode deixar de ser líder, porque não vai importar tanto se é a Intel quem conceber a inovação ou não. Sempre haverá alguém que copie o modelo de uma forma mais barata e com maior rendimento E é o curioso o caso da Intel, porque não falamos de outras coisa que não seja o microprocessador desde finais da década dos 70.
Sim, certamente. Deve de falar algo assim como “o Windows não apenas é a grande coisa, também é a coisa verdadeiramente grande”. Para que construir outra? Não seria sábio em termos estratégicos. Ser inovador demais poder ser um passivo. E eu adoro a inovação, adoro o que é novo, mas essa é a realidade.
Tanto o artigo como a entrevista vão na contramão do senso comum, dizendo que, pera lá, esse modismo de inovação também não é isso de que falam! Primeiro, não basta sair querendo inovar que nem doido. É preciso planejamenteo. Segundo, quem inova sai na frente mas se não tiver gestão, competitividade e eficiência, rapidamente vem um concorrente e faz a mesma coisa, só que melhor.
A HSM vai para a sessão de links. Recomendo quem se interessa pelo assunto e acompanha esse blog a se cadastrar. Muitas outras dicas legais virão.
PS: Desculpa pelo festival de fontes e tamanhos desse post. Foi incompetência tecnológica minha mesmo!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 26, 2007
Bullying é o ato, sem tradução que eu conheça em português, de maltratar um dos membros de um grupo, usualmente na época escolar quando crianças podem ser inacreditavelmente cruéis.
No Japão é chamado de “ijime” (maus tratos) e é um problema muito sério nas escolas primárias e secundárias.
Aqui no Brasil, com certeza acontece (o menino gordo e feio que é ridicularizado pelos colegas e apanha depois da aula sem motivo)
Agora, essa notícia aqui previsivelmente diz que as redes sociais online estão servindo de ferramenta para o bullying.
Alguns fragmentos:
“Social networking has rapidly transformed the way we interact with each other, and has started to redefine the idea of friendship, making it something much more nebulous than in pre-web days. But where casual friendship thrives, so does casual enmity. The free association that social networking sites put within everyone’s reach cuts both ways, creating an equally fast, free and easy tool for those who do not want to be our friends. And the social pressure users feel to create more and more connections scatters personal information about themselves more and more” indiscriminately.
Como o Facebook agora é uma plataforma aberta, em que os próprios usuários (programadores) criam novas aplicações (widgets), apareceu também a possibilidade de criar “listas de inimigos”. Veja só:
“Enemybook
Goes under the strap line ‘Keep your friends close, and your enemies closer’.
Set up as a riposte to the perceived bogus nature of many online friendships, Enemybook runs off the back of Facebook.
It allows you to add people as Facebook enemies below your friends, specify why they are enemies and notify them that they are enemies. You can also see who lists you as an enemy, and even become friends with the enemies of your enemies.
Snubster
Similarly to Enemybook, Snubster derides the notion of social networking sites, and can run off Facebook. Users can build lists of personal enemies from their Facebook contacts, who will then be sent a snub and will be alerted that they are either ‘On notice’ or ‘Dead to me’.
Hatebook
Modelled on the Facebook concept, and with an almost identical layout, Hatebook offers a less friendly approach to the world of social networking. You can befriend ‘Other haters’, and your homepage alerts you when ‘Other fricking idiots’ contact you. The site also provides you with an ‘Evil Map’, marking the locations of other users. The antithesis to Facebook’s emphasis on making friends, this is an open forum for abuse and aggression.”
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Escrito por renatoorozco
Novembro 18, 2007
Eis um problema de maximização para o dono de uma empresa: supondo que o custo de bloquear o acesso a sites como o orkut e serviços como o msn seja zero, ele deve bloquear ou permitir?
Se bloquear, pode evitar que funcionários “desperdicem” seu tempo em questões pequenas, nesses sites, ao invés de trabalhar.
Se permitir, esses instrumentos de TI podem ser usados para comunicar com fornecedores, clientes, obter informações relativas ao trabalho, insights para inovação, etc…
Segundo a AcellorMittal Belgo, deve-se bloquear:
“Entendemos que muitos empregados usam MSN e Orkut para tratar de assuntos pessoais. Isso não interessa à empresa. Pelo nosso tipo de produto e atuação em um mercado tradicional, não acreditamos que a inovação venha a partir dessa interação” (Gerente de tecnologia da ArcellorMittal)
Para a DM Produções, não:
“os funcionários conversam internamente, com clientes, fornecedores e com os produtores das bandas que participam does eventos … Não há nenhum acesso proibido. Fazemos um trabalho de conscientização para que sejam usadas em favor da empresa… A internet facilita a comunicação. Recebemos imagens, uma música nova de uma banda” (Diretor de Marketing da DM)
Para a Prof. Maria Lúcia Goulart da Fundação Dom Cabral:
“poderiam ser criadas comunidades virtuais para uma escrita coletiva sobre os assuntos de interesse da organização. Em outras palavras, ela defende uma produção baseada na colaboração, ou seja, que ações e serviços possam ser feitas em conjunto, por diferentes profissionais.”
A matéria completa sobre esse assunto veio no caderno “emprego“, do Estado de Minas do dia 18 de Novembro.
A minha resposta para a pergunta lançada inicialmente é que depende.
Em termos gerais, acredito que o dono da empresa deverá permitir o acesso irrestrito ao orkut, msn, etc, se:
- A empresas tiver no conhecimento o seu maior patrimônio (consultorias, jornais, empresas de base tecnológica, etc).
- A empresa adotar um modelo de relacionamento por resultado com seus funcionários. Estes devem estar ciente de que obterão ganhos diretamente relacionados ao seu desempenho (ou da empresa).
- Finalmente, depende também do tipo de funcionários existentes na empresa e sua maturidade profissional e em termos de tecnologia de informação. O crime, lembre-se, nunca é da faca!!!
No Instituto Inovação, o uso desses instrumentos é livre e a comunicação entre os membros da equipe utiliza o msn sempre que necessário. Existem documentos compartilhados no google docs que são construidos coletivamente. Tudo funciona perfeitamente bem. Reflexo, sem dúvida, do tipo de empresa, de relacionamento empresa x funcionários e das pessoas que trabalham lá dentro!
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Novembro 13, 2007
Essa foi uma dica do Bruno Brant.
O artigo usa o estudo de caso da Glam e da i-village, dois sites especializados no público feminino, para mostrar qual o futuro da mídia.
Enquanto a i-village adota o modelo tradicional, onde a instituição produz o material midiático e o público consome, a Glam utiliza um modelo em que o público produz e consome o material midiático enquanto a instituição se concentra na “gestão” da rede social, inclusive dividindo seus lucros com os maiores colaboradores.
i-village era a líder absoluta do mercado mas murchou rapidamente depois que a Glam ofereceu seus serviços com o modelo baseado em rede.
Veja o gráfico onde o amarelo é a i-village, o rosa é a Glam, os círculos dentro do círculo grande são áreas de conteúdo (astrologia, culinária, moda e todo resto que as mulheres gostam). O amarelo escuro são as áreas de propriedade e administração exclusiva do site, enquanto o roxo representa os blogs e conteúdos postados por parceiros (no caso da Glam, os parceiros são os próprios usuários).

Perceba que a Glam é uma rede de vários sites independentes! Aí estão as chaves de seu sucesso: colaboração em massa, agilidade, interação entre os usuários, colaboração!
Veja o artigo completo –> Glam, the success of the network!
Moral da história: O futuro da mídia é menos relacionada ao produto e mais relacionada à rede!
(…the future of media is less about products and more about networks)
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criatividade, inovação, mass colaboration, notícias, prosumers, social network analysis |
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Escrito por renatoorozco
Novembro 11, 2007
Exemplificando os problemas dos posts anteriores (Ceasa e juros, até agora. Outros aparecerão!), sobre o tamanho do Estado:
“Contas do Senado Federal mostram que a Casa gasta R$ 1 bilhão por ano com 6,2 mil funcionários para atender a 81 parlamentares. Do total, pouco mais de metade prestou concurso público, sendo que 2,8 mil conquistaram a vaga por indicação.” (Manchete do Estado de Minas, 11/11/2007)
Salve-se quem puder!!!
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administração pública, notícias |
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Escrito por renatoorozco
Novembro 9, 2007
Japoneses visitam a BH-TEC.
Quem sabe um muito bemvindo investimento está a caminho?
Eu, pessoalmente, adoraria que a Nintendo montasse uma fábrica em Belo Horizonte!
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Escrito por renatoorozco