Inovação e video games

Fevereiro 22, 2008

Seguindo a tendência em gestão da inovação, parece que Nintendo, X-box e Play Station estão criando sistemas que permitem que os próprios usuários criem jogos em suas casas e os comercializem. A notícia, só para cadastrados na HSM, está aqui.

“A Microsoft e a Nintendo revelaram novos serviços online para seus consoles de videogame, cujo objetivo é destacar jogos produzidos por produtores independentes, como parte do esforço geral das empresas para explorar o entusiasmo pelos jogos ditos casuais… “Agora dispomos de outro ponto de entrada – jogos produzidos por pessoas em seus quartos”, disse John Schappert, presidente da plataforma online Xbox Live, em entrevista.”


Falta de inovação trava Brasil

Fevereiro 19, 2008
Falta de inovação trava avanço do Brasil

Da Agência Estado

“A ambição do Brasil de atuar entre os pesos pesados da competição mundial tropeça na inovação. Pesquisa encomendada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o País não conseguiu fazer da inovação o motor de suas estratégias de desenvolvimento econômico.

Pior ainda: o governo e as empresas ainda confundem inovação com alta tecnologia e política industrial com redução do chamado custo Brasil. O estudo mergulhou na experiência de sete países – Canadá, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão e Reino Unido – e identificou ao menos oito barreiras e nove saídas para o Brasil não acabar na rabeira da competição mundial nem sucumbir ao poderio de países como a Índia e da China em matéria de concorrência.

“A lógica da inovação é sair na frente e vender ao mundo algo que não tenha concorrência, ao menos em um primeiro momento”, resume Reginaldo Arcuri, presidente da ABDI. “Os desafios mudaram. Não basta ter sol, terra e água para ser competitivo em agricultura, nem basta ter aço e alumínio para fabricar bons aviões. Hoje, falamos em grãos geneticamente modificados e em materiais compósitos.”

Coordenada pelo sociólogo Glauco Arbix, da USP, a pesquisa orientou a elaboração da chamada nova política industrial. A pesquisa apontou, entre as principais barreiras à inovação no Brasil, a “descoordenação política” dos órgãos do governo envolvidos com o tema e o emaranhado de regras conflitantes, que produzem um ambiente jurídico pouco propício à atração de investimentos em centros de pesquisa tecnológica e de produção de bens e serviços inovadores no País.”


Sobre uma função de produção para o empreendedorismo

Fevereiro 8, 2008

Afinal de contas, uma pessoa empreendedora nasce com isso ou aprende durante a vida? 

O shikida dá a dica para pensarmos em uma resposta.

 E isso tudo me faz lembrar de um assignment no mestrado para analisar os determinantes da frequência das crianças na escola usando dados do Progressa, um programa mexicano que foi o inspirador do bolsa-família brasileiro. Era interessante ver como a distância ou a existência de serviço de transporte urbano ou a educação dos país e números de irmãos influenciavam estatisticamente a frequência na escola.

Com isso, encontramos os principais determinantes da presença das crianças na escola e pudemos simular como uma alteração nos critérios observáveis de recebimento da ajuda pelas famílias (por exemplo, dar a ajuda somente a famílias de mãe solteira ou com mais de três filhos) impactava no erro tipo I (falso positivo) e no erro tipo II (falso negativo), possibilitando uma escolha mais informada sobre os impactos de uma configuração x ou y da política pública.

Tudo isso só para falar que fiquei encucado com a idéia de fazer um esquema similar para políticas públicas de fomento ao empreendedorismo.

Imagina podermos saber quais ações fomentam mais o empreendedorismo e analisar uma política de fomento sob a ótica do trade-off entre indivíduos que tem grande probabilidade de se tornar empreendedor mas não são contemplados pelo programa (erro tipo II) e indivíduos com pouco probabilidade de se tornar empreendedor que são contemplados pelo programa (erro tipo I).

Escrevi um assignment sobre isso… se achar mais de noite em casa coloco aqui…

  


Santa Catarina aprova lei de inovação

Janeiro 15, 2008

Santa Catarina aprovou sua lei destinando 2% de sua renda à pesquisa.

 Leia a notícia.


Kiva – o orkut da Filantropia.

Janeiro 13, 2008

Muitos de vocês já viram na Veja, sob o título “orkut da filantropia“.

Realmente, o KIVA é tudo isso mesmo e um pouco mais. Além de emprestar dinheiro, é possível conhecer quem está recebendo o dinheiro, aconselha-lo sobre a melhor forma de investir e acompanhar do começo ao fim a evolução do negócio.

O conceito de desenvolvimento do Kiva, baseado em micro-financiamento de empresas familiares, com a captação do recurso feita exclusivamente pela internet. Quem empresta o dinheiro conhece quem e qual negócio está ajudando e acompanha quando quiser a evolução deste. Além de ensinar a pescar, a Kiva empresta a vara até que a peixaria esteja pronta para comprar seu próprio equipamento!!!

O sistema tem transparência total em relação ao destino do seu dinheiro e o contato face a face (mesmo que mediado pela internet) com a outra pessoa sensibiliza e motiva as pessoas a se engajarem no projeto.

Essa motivação foi tanta que, ao entrar hoje no site da KIVA, eles não estão, provisoriamente, recebendo nenhum empréstimo porque TODOS os negócios que eles apoiavam estão INTEIRAMENTE financiados!!!

Fantástico, não?


As plataformas de inovação

Janeiro 10, 2008

Novamente a HSM tem um ótimo artigo , escrito pelo pessoal da Bain & Company sobre plataformas de inovação, mas só para pessoas cadastradas (gratuito, se você acompanha este blog sugiro que cadastre já que tem muita coisa interessante sobre inovação que sempre posto aqui).

A idéia é: antes de fazer inovação, planeje e veja o que você quer e de que maneira. O artigo utiliza o estudo de caso da Clorox e Danone e Gillete

Abaixo, alguns fragmentos:

“Projetar o potencial de uma plataforma exige trabalho duro, mas, uma vez que isso tenha sido feito, permitindo à empresa comparar a atratividade de várias plataformas, a inovação se torna muito mais eficiente, porque não é mais feita a partir do zero. Observamos que as fabricantes de bens de consumo embalados costumam cortar entre 20% e 30% do tempo de desenvolvimento dos produtos ao usar plataformas de inovação.
 

Nosso trabalho com empresas líderes da área de bens de consumo em todo o mundo tem nos mostrado que os inovadores mais bem-sucedidos fazem o contrário: selecionam poucas idéias cuidadosamente e desenvolvem apenas as que representam maior potencial de vendas. Isso deixa mais dinheiro para as atividades de lançamento, o que dá aos produtos maior chance de aceitação no mercado.”


Millenium Cities Initiative

Dezembro 13, 2007

O Earth Institute é um órgão da Universidade de Columbia e iniciou este projeto:

 Millenium Cities Initiative

A idéia é ajudar cidades africanas a se estruturarem em termos de políticas públicas e política de desenvolvimento urbano e assim atrair investimentos externos, gerar empregos, e alcançar os MDG’s

“To assist selected mid-sized cities across sub-Saharan Africa, located near  the Millennium Villages, to achieve the Millennium Development Goals (MDGs). The project focuses on policy analysis impacting foreign direct investment (FDI), with a view toward creating employment, stimulating domestic enterprise development and fostering economic growth. In addition, the MCI will help each Millennium City to design its own integrated City Development Strategy.  The MCI will draw upon, and strengthen, the MDGs work already underway by adding a focused urban-based component.

Overall, the Initiative will demonstrate, through its research and policy analysis, that more FDI can be attracted to regional urban centers in Africa, with the resulting employment and economic growth effects. The urban development strategies produced by and for the Millennium Cities themselves will apprise national governments and their donors of each city’s priorities and chart a path toward their realization. These City Development Strategies, as well as a MCI Handbook chronicling the project’s processes and best practices, will serve as templates for the replication and scaling of the Initiative to other similarly underserved urban settings across sub-Saharan Africa and beyond.

Legal a idéia, não?


A moda agora é financiar a inovação na empresa

Dezembro 7, 2007

Depois do Pappe, agora é o CNPQ que abre um edital para financiar a pesquisa dentro da micro, pequena e média empresa.

Notícia toda e links para o edital aqui.


Absurdos econômicos

Novembro 11, 2007

Vejam este artigo do Ipea comentado pelo Selva e Sachsida.

Se o governo paga muito juro da dívida pública, qual deve ser a ação?

Alguém sensato diria que ele deve gastar menos (com funcionários, por exemplo), para não necessitar pegar dinheiro emprestado e daí pagar menos juros, até zerar a dívida ou ganhar confiança o bastante para conseguir tomar dinheiro emprestado a juros menores.

De alguma forma, inverteram o raciocínio: a elite brasileira está explorando o Brasil ao emprestar dinheiro com juros alto enquanto os funcionários públicos trabalham e ganham pouco. Vamos diminuir os juros (por decreto???) e contratar mais funcionários públicos com o dinheiro arrecadado!

Selva Brasilis: A Inacreditável Ignorância Econômica do Ser

Resposta do Sachsida .

Alguém mais ficou confuso???


Os Japoneses e a BH-TEC

Novembro 9, 2007

Japoneses visitam a BH-TEC.

Quem sabe um muito bemvindo investimento está a caminho?

Eu, pessoalmente, adoraria que a Nintendo montasse uma fábrica em Belo Horizonte!


Os Japoneses e o Crédito de Carbono

Novembro 9, 2007

Convênio entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o governo japonês  investe  1 milhão de dólares para o desenvolvimento do mercado de carbono no Brasil.

Notícia na integra