Em busca do gênio perdido

Agosto 17, 2008

Em busca do gênio perdido é um apelo, daqueles bem óbvios, que é a pura verdade mas não causará nenhuma mudança.

O argumento é de que os EUA devem a sua prosperidade a mentes brilhantes como Henry Ford, Steve Jobs, Bill Gates e tantos outros. Isso ninguém questiona. O segundo argumento é de que proporcionalmente aos outros países o número de mentes brilhantes americanas é cada vez menor. Os EUA já não lideram a corrida pelo conhecimento como outrora.

Não restam dúvidas de que os EUA estão emburrecendo (escolas públicas de péssima qualidade, conhecimento geral do americano médio não condizente com a posição do país).


Processos inovativos…

Maio 13, 2008

ocorrem com o tempo e são influenciados por muitos fatores. Em razão dessa complexidade, as empresas quase nunca inovam isoladamente. Na busca da inovação, interagem com outras organizações para ganha, desenvolver e trocar vários tipos de conhecimentos, informações e outros recursos. Essas organizações podem não apenas ser outras firmas (fornecedores, clientes, competidores), mas, também, universidades, centros de pesquisa, bancos de investimento, escolas, ministérios governamentais etc. (…), por conseguinte, não faz sentido considerar firmas inovadoras como sendo unidades de decisão isoladas e individuais.

(Edquist, 1997, p 1-35, citado por Sergio Conti, in Economia e Território)


Seminário Anprotec

Abril 15, 2008

O Seminário Anprotec de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas acontece em Sergipe, dia 22 a 26 de Setembro.

Boa oportunidade para divulgar trabalhos sobre inovação.


RSAI World Congress 2008

Março 12, 2008

A Regional Science Association International World Congress promete arrasar.

O Congresso ocorre em São Paulo a partir da próxima segunda e aborda temas de meu mais alto interesse como: clusters, inovação, economia regional, econometria espacial, cidades globais, desenvolvimento local, etc.

Será ótimo encontrar pesquisadores com os mesmos interesses que os meus, embora, obviamente, eles estejam em um nível muito superior.

Muita gente vindo do Cedeplar, onde cursarei duas matérias nesse semestre (economia matemática e otimização dinâmica) e pretendo iniciar o doutorado, quem sabe, ano que vem.

Gente vindo também da Universidade de Tsukuba, onde fiz o mestrado, embora nenhum conhecido.

Autores que li e reli, como o Professor Derudder, da Universidade de Ghent, na Bélgica, e pesquisa também sobre cidades globais.

Enfim, boas expectativas não faltam.  Interesses acadêmicos e profissionais estão igualmente atendidos no evento. Além disso, terei também a oportunidade de apresentar minha pesquisa sobre redes de empresas globais conectando as cidades.

 


Inovação e video games

Fevereiro 22, 2008

Seguindo a tendência em gestão da inovação, parece que Nintendo, X-box e Play Station estão criando sistemas que permitem que os próprios usuários criem jogos em suas casas e os comercializem. A notícia, só para cadastrados na HSM, está aqui.

“A Microsoft e a Nintendo revelaram novos serviços online para seus consoles de videogame, cujo objetivo é destacar jogos produzidos por produtores independentes, como parte do esforço geral das empresas para explorar o entusiasmo pelos jogos ditos casuais… “Agora dispomos de outro ponto de entrada - jogos produzidos por pessoas em seus quartos”, disse John Schappert, presidente da plataforma online Xbox Live, em entrevista.”


Falta de inovação trava Brasil

Fevereiro 19, 2008
Falta de inovação trava avanço do Brasil

Da Agência Estado

“A ambição do Brasil de atuar entre os pesos pesados da competição mundial tropeça na inovação. Pesquisa encomendada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o País não conseguiu fazer da inovação o motor de suas estratégias de desenvolvimento econômico.

Pior ainda: o governo e as empresas ainda confundem inovação com alta tecnologia e política industrial com redução do chamado custo Brasil. O estudo mergulhou na experiência de sete países - Canadá, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão e Reino Unido - e identificou ao menos oito barreiras e nove saídas para o Brasil não acabar na rabeira da competição mundial nem sucumbir ao poderio de países como a Índia e da China em matéria de concorrência.

“A lógica da inovação é sair na frente e vender ao mundo algo que não tenha concorrência, ao menos em um primeiro momento”, resume Reginaldo Arcuri, presidente da ABDI. “Os desafios mudaram. Não basta ter sol, terra e água para ser competitivo em agricultura, nem basta ter aço e alumínio para fabricar bons aviões. Hoje, falamos em grãos geneticamente modificados e em materiais compósitos.”

Coordenada pelo sociólogo Glauco Arbix, da USP, a pesquisa orientou a elaboração da chamada nova política industrial. A pesquisa apontou, entre as principais barreiras à inovação no Brasil, a “descoordenação política” dos órgãos do governo envolvidos com o tema e o emaranhado de regras conflitantes, que produzem um ambiente jurídico pouco propício à atração de investimentos em centros de pesquisa tecnológica e de produção de bens e serviços inovadores no País.”


Sobre uma função de produção para o empreendedorismo

Fevereiro 8, 2008

Afinal de contas, uma pessoa empreendedora nasce com isso ou aprende durante a vida? 

O shikida dá a dica para pensarmos em uma resposta.

 E isso tudo me faz lembrar de um assignment no mestrado para analisar os determinantes da frequência das crianças na escola usando dados do Progressa, um programa mexicano que foi o inspirador do bolsa-família brasileiro. Era interessante ver como a distância ou a existência de serviço de transporte urbano ou a educação dos país e números de irmãos influenciavam estatisticamente a frequência na escola.

Com isso, encontramos os principais determinantes da presença das crianças na escola e pudemos simular como uma alteração nos critérios observáveis de recebimento da ajuda pelas famílias (por exemplo, dar a ajuda somente a famílias de mãe solteira ou com mais de três filhos) impactava no erro tipo I (falso positivo) e no erro tipo II (falso negativo), possibilitando uma escolha mais informada sobre os impactos de uma configuração x ou y da política pública.

Tudo isso só para falar que fiquei encucado com a idéia de fazer um esquema similar para políticas públicas de fomento ao empreendedorismo.

Imagina podermos saber quais ações fomentam mais o empreendedorismo e analisar uma política de fomento sob a ótica do trade-off entre indivíduos que tem grande probabilidade de se tornar empreendedor mas não são contemplados pelo programa (erro tipo II) e indivíduos com pouco probabilidade de se tornar empreendedor que são contemplados pelo programa (erro tipo I).

Escrevi um assignment sobre isso… se achar mais de noite em casa coloco aqui…

  


BH-TEC acelera!!!

Janeiro 31, 2008

O BH-TEC acelera!!!


Sibratec

Janeiro 31, 2008

A notícia não é exatamente nova e o decreto de criação está vigorando desde Novembro, mas o Sibratec deu mais um passo em direção ao seu pleno funcionamento ao indicar o nome dos membros do comitê gestor.  

Por que o Sibratec é relevante para o ambiente de ciência, tecnologia e inovação no Brasil?

  • Primeiro, pelo volume de R$ 600 milhões no orçamento para 2008. Não adianta uma boa idéia sem bala na agulha. E o Sibratec vem quente (ao menos financeiramente) para tal.
  • Segundo, a concepção do Sibratec é trabalhar em rede. Nada será replicado. A idéia é incentivar e coordenar a cooperação entre os atores envolvidos. Isso evita duplicação de trabalho.

O Sibratec é formado por três redes - Centros de Inovação (rede de pré-incubação e incubação nas universidades e centros de pesquisa), Serviços Tecnológicos (redes temáticas de serviços de metrologia, certificação, etc) e Extensão Tecnológica (rede estadual que organiza a governança da educação tecnológica, de acordo com a prioridade estadual).

Sobre este último, acredito que, para Minas Gerais, já temos um sistema de governança (O Sistema Mineiro de Inovação) que pode servir de plataforma para a rede de extensão tecnológica do Sibratec.  


O mundo corporativo adere à web 2.0

Janeiro 23, 2008

Olhem só essa: 89% das empresas com mais de 500 funcionários entrevistadas por um estudo usam algum tipo de ferramenta da web 2.0 como blogs, wikis, rss, etc…   Esse dado é de uma pesquisa citado nesse artigo aqui do Computer World.

Já o Info Corporate fala um pouco mais dessa nova realidade em que as empresas são 2.0. Claro, os funcionários jovens são os principais atores desse processo e estão mil anos-luz na frente da política de TI da empresa.

A solução é deixar o ambiente o mais aberto possível, para que os próprios funcionários montem as estruturas que precisam…

 A palavra-chave nesse processo é engajamento. “No lugar de impor normas, as empresas precisam convidar as pessoas a participar da elaboração das políticas de uso de TI”, afirma Diane. O Gartner fala em criar não apenas canais, mas “avenidas” de feedback.

Mas isso é só um pouquinho do que o artigo fala. Vale a pena ficar “ligado” nas mudanças organizacionais geradas tanto pela web 2.0 como pela geração Y (nativos digitais). 

PS: Créditos por ter me enviado notícias sobre o assunto para Alfredo Miranda e Leonardo Lages


Lei da Inovação de Minas Gerais

Janeiro 18, 2008

Finalmente, saiu hoje a lei de inovação de Minas Gerais.

Após rápida leitura, os pontos principais são:

  1. A lei abre a possibilidade dos Institutos de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais -ICTMG - (portanto, órgãos públicos) comercializem as invenções e tecnologia que produzirem.
  2. Para tal, deverão manter banco de dados atualizados das tecnologias a serem comercializadas.
  3. A lei oferece incentivos aos inventores (criadores) que trabalham nos ICTMG:
    1. Caso eles criem uma tecnologia, serão premiados com no mínimo 5% e no máximo 33,3% da exploração da tecnologia.
    2. O protocolo de pedido de patente, a patente concedida, o registro de evento, etc, contarão para a avaliação de desempenho e progresso na carreira de pesquisador.
    3. O pesquisador pode se licenciar para criar uma empresa que explore a criação de bens de criação de sua autoria, desenvolvidas dentro do ICTMG.
  4. As ICTMG poderão implantar NITs (Núcleo de Inovação Tecnológica) para gerir a sua política inovação (patenteamento, registro, proteção, gestão do conhecimento, etc).
  5. O inventor independente poderá usufruir de apoio das ICTMG por meio da formalização de parcerias para o desenvolvimento de uma inovação ou usufruir de apoio da FAPEMIG relativo à gestão da inovação (depósitos, patenteamento, etc.)
  6. O ICTMG poderá compartilhar sua esturutra com pequenas e microempresas em atividades de inovação tecnológicas e incubação.
  7. Criação do Fundo Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (FIIT) com recursos que não são contabilizados dentro do 1% reservado constitucionalmente à pesquisa (art. 212 constituição estadual).

De forma geral, a lei é baseada em ações de parceria entre as pesquisas do governo com agentes privados. Existe uma preocupação em compartilhar a estrutura governamental, seja de pesquisa, seja de gestão da inovação, com agentes privados, o que é extremamente positivo para o ambiente de inovação em Minas.

A visão de dar mais incentivo ao pesquisador dos centros de pesquisa estaduais age diretamente (microeconomicamente) no cálculo que ele faz sobre os seus ganhos em empreender esforço (extra) em sua atividade de pesquisa. Teremos pesquisadores mais empenhados, tenho certeza, e assim teremos mais invenções.

O plano, expresso pela lei, é ótimo. Agora é aguardar a execução do mesmo. Sendo bem executado, será mais uma mini-revolução para o Estado de Minas Gerais.


Curso de Estruturação de NIT’s em Campinas

Janeiro 17, 2008

Evento para estruturação dos NIT’s O NIT (Núcleo de Inovação Tecnológica) é um órgão que as universidades públicas tem para que as descobertas e avanços gerados em seu interior virem produtos, patentes, licenciamentos, etc. 

A idéia é que as universidades estejam preparadas para apoiar o seu cientista que descobrir algo a transformar essa descoberta em produto ou, ao menos, proteger a propriedade intelectual. 

Campinas, como sempre avançada neste aspecto, sedia evento na área. A notícia foi enviada para mim pelo Fábio, novamente pautando as notícias desse blog…  

Campinas sedia, de 11 a 14 de fevereiro, o 5º Curso de Estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT).

A edição é dedicada a atender profissiona de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) da região Sudeste.  A iniciativa da Agência de Inovação Inova Unicamp, através do Projeto InovaNIT, tem como finalidade apoiar a implantação de novos núcleos, bem como fortalecer os já estruturados, através da discussão de temas relacionados à institucionalização, gestão e desenvolvimento de NIT.

O programa aborda ainda, de modo introdutório, questões de empreendedorismo, propriedade intelectual e comercialização de tecnologias. 

Os interessados devem fazer a pré-inscrição através do site da Inova, até o dia 23 de janeiro. A relação dos selecionados será disponibilizada no dia 24, sendo que as inscrições terão um custo de R$ 60,00.

As aulas presenciais serão oferecidas na Unicamp e o limite de vagas é de 50 participantes. 

Contatos podem ser feitos pelo telefone 19-3521 5262.(Véronique ourcade)


Falta de mão de obra qualificada

Janeiro 17, 2008

Quais os maiores entraves para a atração dos centros de P&D das grandes multinacionais para o Brasil?

Segundo este artigo, o problema está na falta de mão de obra qualificada, embora os salários de um mesmo engenheiro ou cientista seja mais baixo aqui do que na Alemanha, por exemplo.  

A mão-de-obra dos trabalhadores da indústria brasileira é comparável, em termos qualitativos, à de países desenvolvidos como Estados Unidos e Alemanha. Por outro lado, o país apresenta forte escassez de mão-de-obra qualificada.Fuga de laboratóriosIsso pode ser um fator determinante para que as multinacionais estrangeiras instaladas no Brasil optem por transferir ou criar centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em outros países considerados emergentes, como Índia e China.Essa é uma das conclusões do projeto Políticas de desenvolvimento de atividades tecnológicas em filiais brasileiras de multinacionais, coordenado pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com participação de um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista.


Santa Catarina aprova lei de inovação

Janeiro 15, 2008

Santa Catarina aprovou sua lei destinando 2% de sua renda à pesquisa.

 Leia a notícia.


Evento: Novas Fronteiras da Gestão de Inovação

Janeiro 14, 2008

*Simpósio Internacional
**NOVAS FRONTEIRAS DA GESTÃO DE INOVAÇÃO

Terça-feira, 26 de fevereiro de 2008*
*Fundação Dom Cabral, Campus Aloysio Faria*

Organização*: Profa. Dra. Anna Goussevskaia, Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral

*Apoio*: Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

A gestão de inovação possui, hoje, abrangência no âmbito empresarial, atuando nas mais variadas áreas das organizações, tais como alianças e redes, gestão de projetos, desenvolvimento de negócios, e gestão de pessoas e equipes.

Além disso, há uma relação complexa entre o processo de inovação em nível organizacional e o ambiente nacional e institucional que pode potencializar ou restringir os esforços para a inovação.  

O Simpósio “Novas Fronteiras da Gestão de Inovação” tem como objetivo  avançar no desenvolvimento do conhecimento em gestão de inovação,  promovendo intercâmbio e discussão sobre estes novos desafios.

O Simpósio reúne acadêmicos internacionais e nacionais de instituições reconhecidas, que trazem uma variedade de tópicos atuais na fronteira do conhecimento sobre gestão de inovação.

*Programa*

*Painel I* — Visão “micro”: gestão de inovação no âmbito da organização

*Gestão do trabalho baseada em conhecimento: problemas e oportunidades  presentes nos ambientes de equipes interdisciplinares*
Profa. Dra. Maxine Robertson. Professor of Organizational Theory, School of Business and Management at Queen Mary, the University of London,  Reino Unido.

*Aprendendo a inovar: padrões de gestão de inovação nas empresas manufatureiras brasileiras*

Prof. Dr. Ruy Quadros. Livre-docente e Professor de Gestão da Inovação  no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG) da UNICAMP, Brasil.

*Implementação de inovações gerenciais em organizações baseadas em projetos* *
*Prof. Dr. Michael Bresnen. Professor of Organizational Behaviour, Department of Management, Leicester University, Reino Unido.

 *Painel II* — Visão “meso”: os desafios da inovação aberta.

*Descontinuidade no processo de inovação: gestão de inovação e interatividade de projetos*
Profa. Dra. Sue Newell. Cammarata Professor of Management, Bentley  College, Estados Unidos. Professor of Information Management, Warwick Business School, the University of Warwick, Reino Unido.

*Uma análise sobre rotinas em ambiente de rede: o caso Genolyptus*
Profa. Dra. Rosiléia das Mercês Milagres. Professora de Estratégia e Redes para Cooperação, Fundação Dom Cabral, Brasil.

*Aquisição de empresas para inovação: desafios na integração do conhecimento*
Profa. Dra. Anna Goussevskaia. Professora de Inovação e Gestão de Conhecimento, Fundação Dom Cabral, Brasil.

Prof. Dr. Carlos Arruda. Professor de Gestão de Inovação e
Competitividade, Diretor de Relações Internacionais e Coordenador do  Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral, Brasil.

Samir Lotfi, Pesquisador do Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral, Brasil.

*Painel III* — Visão “macro”: contexto nacional e institucional e  processo de inovação

*Os efeitos do contexto institucional na gestão da inovação*
Profa. Dra. Jacky Swan. Professor of Organizational Behaviour, Warwick  Business School, the University of Warwick, Reino Unido. Diretora do Centro de Pesquisa de Inovação, Conhecimento e Redes Organizacionais.

*O estado atual da construção do sistema de inovação no Brasil*
Prof. Dr. Eduardo Albuquerque. Professor Adjunto da FACE/Cedeplar, Universidade Federal de Minas gerais — UFMG, Brasil. Coordenador do Grupo de Pesquisas “Economia da Ciência e da Tecnologia”.

Inscrições clique AQUI

Não será cobrada a taxa de participação, porém as vagas são limitadas.

Faça sua inscrição até o dia 21 de janeiro


As plataformas de inovação

Janeiro 10, 2008

Novamente a HSM tem um ótimo artigo , escrito pelo pessoal da Bain & Company sobre plataformas de inovação, mas só para pessoas cadastradas (gratuito, se você acompanha este blog sugiro que cadastre já que tem muita coisa interessante sobre inovação que sempre posto aqui).

A idéia é: antes de fazer inovação, planeje e veja o que você quer e de que maneira. O artigo utiliza o estudo de caso da Clorox e Danone e Gillete

Abaixo, alguns fragmentos:

“Projetar o potencial de uma plataforma exige trabalho duro, mas, uma vez que isso tenha sido feito, permitindo à empresa comparar a atratividade de várias plataformas, a inovação se torna muito mais eficiente, porque não é mais feita a partir do zero. Observamos que as fabricantes de bens de consumo embalados costumam cortar entre 20% e 30% do tempo de desenvolvimento dos produtos ao usar plataformas de inovação.
 

Nosso trabalho com empresas líderes da área de bens de consumo em todo o mundo tem nos mostrado que os inovadores mais bem-sucedidos fazem o contrário: selecionam poucas idéias cuidadosamente e desenvolvem apenas as que representam maior potencial de vendas. Isso deixa mais dinheiro para as atividades de lançamento, o que dá aos produtos maior chance de aceitação no mercado.”


Economia e Território

Janeiro 7, 2008

Economia e Território, o livro organizado pelo Prof. Clélio Campolina e Prof. Mauro Borges é o livro da semana na sessão “livros bacanas“.

Para quem gosta de economia regional, é um prato cheio, além da temática da inovação (habitats de inovação, distritos marshalianos, transbordamentos tecnológicos, economia do conhecimento, etc) estar presente em praticamente todos os artigos da obra.


Comunidades de Prática e Governo 2.0

Janeiro 7, 2008

Estes são alguns artigos que estou estudando sobre comunidades de prática e governo 2.0.

Comentarei brevemente sobre cada um deles:

The Blogging Revolution: Government in the Age of Web 2.0

O artigo trata sobre blogs governamentais e como eles tem diminuido a distância entre governantes e governados nos EUA.

Esse movimento, de usar a tecnologia da informação para criar mais transparência governamental e participação social nas coisas públicas tem sido chamado de “democracia 2.0“, “cidadania 2.0” ou “governança 2.0“.

Eu prefiro o termo “governo 2.0” e acho que é a grande chance de criarmos um governo que foque suas ações nas necessidades da população, além de fortalecer a participação e democracia.

Ainda não terminei de ler este artigo.

Quando terminar, volto a comentar.

Good practice exchange from a Web 2.0 point of view

O artigo fala sobre a criação de comunidades de prática por meio da web 2.0 e de ação colaborativa de seus membros.

Entre os casos de sucesso, está uma comunidade de desenvolvimento social (ongs, organizações internacionais e qualquer pessoa que queira melhorar o mundo), um portal governamental para discussão entre usuários e provedores de serviços públicos (ou ao menos serviços de interesse público) e um portal que visa facilitar o encontro real de pessoas com o mesmo interesse.

Vale a pena ler.

Futuramente comentarei sobre cada um dos casos apresentados.

Organisational Solutions for Overcoming Barriers to eGovernment

Esse artigo é o resultado de uma pesquisa que identificou as barreiras ao governo eletrônico e soluções para estes problemas.

As barreiras são:

  • Coordenação entre os níveis de governo federal, regional e local.
  • Resistência à mudança por parte de funcionários governamentais.
  • Falta de operacionalidade entre sistemas de TI.
  • Baixo nível de uso de internet por parte de alguns grupos.
  • Falta de apoio político para projetos de governo eletrônico.

O artigo (e as soluções apresentadas) é muito inspirador para aqueles que pretendem montar serviços de governo eletrônico.

Collaborative Knowledge Networks - Deloitte Research

“Communities of practice are self-organizd and self-directed groups of people, informally bound together by a common mission and passion for a joint enterprise”

Pelo jeitão do artigo, vale a pena.

Infelizmente ainda não tive tempo de ler.

Comentarei sobre ele em um post futuro.


Triple Helix no Japão

Janeiro 4, 2008

Outro artigo do Professor Loet.

Dessa vez ele mensura a economia do conhecimento por meio do triple helix (veja no post anterior) no Japão, comparando posteriormente com o Canadá. O método de mensuração é baseado nas publicações científicas e na co-autoria destas, a fim de que possamos observar as interrelações entre indústria, academia e governo (por exemplo, se um membro do governo escreve um artigo científico com um cientista da academia, temos um link observado entre ambos - o agregado de todas as co-autorias em vários anos pode nos informar sobre o que está acontecendo no ambiente de inovação do país).

“International co-authorship relations and university-industry-government (“Triple Helix”) relations have hitherto been studied separately. Using Japanese (ISI) publication data for the period 1981-2004, we were able to study both kinds of relations in a single design. In the Japanese file, 1,277,823 articles with at least one Japanese address were attributed to the three sectors, and we know additionally whether these papers were co-authored internationally. Using the mutual information in three and four dimensions, respectively, we show that the Japanese Triple-Helix system has continuously been eroded at the national level. However, since the middle of the 1990s, international co-authorship relations have contributed to a reduction of the uncertainty. In other words, the national publication system of Japan has developed a capacity to retain surplus value generated internationally. In a final section, we compare these results with an analysis based on similar data for Canada. A relative uncoupling of local university-industry relations because of international collaborations is indicated in both national systems.”


A Economia do Conhecimento (Triple Helix) na Hungria

Janeiro 4, 2008

Uma das áreas de pesquisa mais aclamada dentro da economia do conhecimento é o modelo Triple Helix, sobre a interrelação entre governo, academia e empresas.

Esse artigo é o mais novo que o Prof. Loet Leydesdorff, um dos autores da teoria, publicou: 

 How can the knowledge base of a transition economy be measured? Building on previous studies in the Netherlands and Germany, we combine the perspective of regional economics on the interrelationships among geography, technology, and organization with the triple-helix model of university-industry-government relations, and use the mutual information in three dimensions as an indicator of the configurations. Our data consists of firms categorized in terms of sub-regions (proxy for geography), industrial sector (proxy for technology), and firm size (proxy for organization). The results indicate that the knowledge base of Hungary is strongly differentiated in terms of regions. Budapest and its agglomeration are central to the country on every indicator. In the north-western part of the country, foreign-owned companies and FDI disturb an etastistic triple helix dynamics which is still dominant in the eastern part of the country. However, the national level seems no longer to add to the synergy among the regional innovation systems. Further analysis of the knowledge-intensive services and its high-tech components reveals that the transition from the planned economy to integration in the European common market is not yet completed.


Six Degree of Separation - the experiment

Janeiro 2, 2008

Dizem por aí que você está conectada à qualquer pessoa do mundo por em média, 6 pessoas.

Isso quer dizer que você conhece uma pessoa que conhece uma pessoa que conhece… e na sexta pessoa você alcançará, em média, qualquer pessoa no mundo!!!

Por meio de 6 apertos de mão (em média), você consegue ser apresentado ao George Bush, Lula ou a um camponês de Papua Nova Guiné!

No facebook estão fazendo um experimento nesse sentido no the 6th degree experience. Em 5 semanas receberam 3,5 milhões de adesões!!!!

Um experimento similar, que já está em funcionamento por mais tempo, tem menos adesões mas mais embasamento teórico, é o Small Words Experiment, do Prof. Duncan Watts, autor do livro Six Degrees, the Science of the Connected World, da Universidade de Columbia. 


O YouTube dos games

Dezembro 21, 2007

A colaboração também está na criação de jogos onlines.

Por meio do kongregate, game designers amadores (e também profissionais) disponibilizam as suas criações gratuitamente e colaboram no ranqueamento e categorização dos jogos. O resultado é um portal onde jogos são distribuidos gratuitamente e o usuário consegue facilmente distinguir quais são os melhores jogos e aqueles mais perto de seu interesse.

O portal ganha dinheiro com publicidade. O game designer tem participação nesse lucro de acordo com o número de downloads de seu jogo e ganha visibilidade, eventualmente sendo contratado por uma empresa da área.


Revista Exame e as Cidades Globais

Dezembro 5, 2007

Qual foi minha surpresa quando vi que a edição especial de aniversário da revista Exame levava uma reportagem sobre cidades globais, usando a metodologia  da GaWC, a mesma que usei na minha tese e nesse artigo apresentado na Reunião da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)

 

 

Aqui vai um fragmento (do que está na web, não na revista):

“Essa capacidade de criar redes de conhecimento que estimulem a inovação é justamente o que caracteriza as cidades globais, na visão do especialista em economia urbana Edward Glaeser, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

 

Só faltou eles explicarem a metodologia por trás das cidades globais ao invés de meramente apresentar o ranking.

 

A maneira de medir a conectividade de cada cidade está em contar as empresas de uma mesma firma em cidades diferentes (ex: escritórios da Mackinsey em duas cidades diferentes) e daí contabilizar uma “conexão” entre as duas. A idéia é que esses escritórios comunicam entre si, conectando assim as cidades por meio da comunicação (estratégica)  que viaja entre essas conexões. Assim, cidades mais conectadas (por meio de redes inter-firmas) são mais globalizadas  pois o fluxo comunicacional entre elas é maior.

 


Mudança de endereço - evento previamente anunciado

Novembro 28, 2007

Sobre o evento anunciado aqui, mudou o endereço (veja abaixo) 
O Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto
Duque Portugal, - em continuidade ao “Ciclo de Palestras: Ciência,
Tecnologia e Inovação” - convida para a palestra “C, T&I: mudanças
estruturais, escalas territoriais e arranjos institucionais?, a ser
proferida pelo Diretor Presidente do Parque Tecnológico de Belo Horizonte –
BH-TEC e Professor Titular da FACE/CEDEPLAR - UFMG, Dr. Clélio Campolina.

Data: 30/11/2007 ? sexta-feira

Horário: 14h00

Local: Auditório da Utramig

         Av. Afonso Pena, 3400 ?Cruzeiro

         Belo Horizonte - MG

Local: Auditório da Utramig

         Av. Afonso Pena, 3400 ?Cruzeiro

         Belo Horizonte - MG


Café empresarial na Biominas

Novembro 9, 2007

Dia 22 desse mês.

A idéia é discutir como aproximar empresários e acadêmicos para fazer acontecer!

O tema ” O papel de Agências e Núcleos de Inovação nas Universidades!” será debatido por Beth Rider (Coordenadora Nacional do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia) e Oswaldo Massambani (Diretor da Agência USP de Inovação).


Os Japoneses e a BH-TEC

Novembro 9, 2007

Japoneses visitam a BH-TEC.

Quem sabe um muito bemvindo investimento está a caminho?

Eu, pessoalmente, adoraria que a Nintendo montasse uma fábrica em Belo Horizonte!