Colaboração em massa, análise de redes sociais, descentralização, glocalização, empreendedorismo, paradiplomacia, gestão de conhecimento, cooperação internacional, gestão governamental, políticas públicas, relações internacionais, aceleração de negócios, responsabilidade social, transferência de conhecimento, melhores práticas e tudo mais que você queria saber sobre inovação mas não tinha nem idéia que existia!
Em busca do gênio perdido é um apelo, daqueles bem óbvios, que é a pura verdade mas não causará nenhuma mudança.
O argumento é de que os EUA devem a sua prosperidade a mentes brilhantes como Henry Ford, Steve Jobs, Bill Gates e tantos outros. Isso ninguém questiona. O segundo argumento é de que proporcionalmente aos outros países o número de mentes brilhantes americanas é cada vez menor. Os EUA já não lideram a corrida pelo conhecimento como outrora.
Não restam dúvidas de que os EUA estão emburrecendo (escolas públicas de péssima qualidade, conhecimento geral do americano médio não condizente com a posição do país).
Apresento a vocês o Sistema Mineiro de Inovação (SIMI), projeto que faço parte desde Outubro 2007 e já começa a dar seus frutos, como por exemplo o Portal SIMI, um inorkut - orkut da inovação. Embora esteja no começo, já tem muito material bom lá como por exemplo o artigo que originou o post anterior, sobre difusão da inovação.
O Sistema tem também um componente de gestão pública participativa, que identifica propostas setoriais de políticas e ações de fomento à inovação. O sistema conta com 10 universidades públicas e privadas, diversas secretarias de estado e empresas públicas e entidades de classe dos empresários, industrialistas e agropecuária. Conta também com Encontros de Inovação que reúne stakeholders de um determinado setor e, por meio de uma metodologia própria, busca identificar as ações que devem ser tomadas para resolver os problemas do setor relacionados à inovação.
A difusão de uma inovação acontece primeiro para as pessoas “inovadoras”, depois para “formadores de opiniões” e finalmente para a massa. Para os inovadores, o valor de algo novo é maior - eles tem satisfação em estar na vanguarda de consumo. Depois isso vai diminuindo, até chegar em um valor marginal para a aquisição do produto bastante reduzido. Nessa hora, o que determina a aquisição do bem é o fato de muitas outras pessoas estarem usando mais do que o valor do bem em si.
Esse relatório da PWC: “Compete & Collaborate - What is success in a connected world” levanta algumas questões sobre o uso de redes (networks, comunidades de prática, etc) pelos empresários brasileiros e o valor que eles colocam na efetividade dessa prática.
Os resultados mostram que o tema ainda não é quente no Brasil, mas são percebidas como úteis para aumentar a inovação e para atingir novos mercados e clientes.
“• Respondents in Brazil are less likely to be involved in:
• Networks that influence policy
• Respondents in Brazil are more likely to be involved in:
–– Networks that are designed to find talent
–– Networks that address macro-threats
• Respondents in Brazil are more likely to feel that the following networks are effective:
–– Increase innovation
–– Accessing new markets or customers
–– Improving corporate citizenship
–– Controlling costs”
ocorrem com o tempo e são influenciados por muitos fatores. Em razão dessa complexidade, as empresas quase nunca inovam isoladamente. Na busca da inovação, interagem com outras organizações para ganha, desenvolver e trocar vários tipos de conhecimentos, informações e outros recursos. Essas organizações podem não apenas ser outras firmas (fornecedores, clientes, competidores), mas, também, universidades, centros de pesquisa, bancos de investimento, escolas, ministérios governamentais etc. (…), por conseguinte, não faz sentido considerar firmas inovadoras como sendo unidades de decisão isoladas e individuais.
(Edquist, 1997, p 1-35, citado por Sergio Conti, in Economia e Território)
O site da Cetic (Centro de Estudos da TICs) tem muita informação sobre o uso de internet no Brasil.
Interessante também é essa pesquisa sobre a utilização de e-gov (internet para facilitar serviços públicos) no Brasil. Um dos achados é que serviços de e-gov são utilizados mais por quem tem maior escolaridade. Deriva logicamente daí que, para aumentar a utilização de serviços e-gov teríamos que aumentar a escolaridade.
Será isso mesmo? Já que renda e acesso à internet também estão correlacionados à escolaridade, pode ser que o problema seja em um desses dois.
Será que o acesso à internet representa alguma barreira à utilização de e-gov pela população? A minha percepção é que o problema de acesso está quase superado, salvo em regiões muito rurais e pequenos vilarejos. Toda cidadezinha tem uma lan house. Agora, isso é suficiente para que o internauta esteja pronto à utilizar a internet para usufruir serviços públicos?
Talvez não, já que o uso da internet também é algo em que as pessoas devem ser alfabetizadas. Não adianta somente o acesso, mas também que a pessoa esteja familiarizada com tal. E aí, ter um computador com acesso à internet em casa faz uma grande diferença.
Tá certo que os impostos baratos são um grande atrativo para estas empresas abrirem escritórios lá, mas é a aglomeração de empresas financiadoras de transações transnacionais de commodities (BNP Paribas, Credit Suisse) e seguradoras que tem transformado Genebra em um cluster de tradings agrícolas.
“Há um afluxo constante de novas empresas”, afirmou Descheemaeker à Reuters, em uma entrevista. “Quando se atinge uma massa crítica, a presença dos competidores ou parceiros de uma empresa transforma-se em um ímã para essa mesma empresa. Aquele começa a ser o lugar onde se deveria estar.”
Esse pequno white paper tem algumas coisas interessantes a dizer.
Na década de 50-60, os indicadores principais eram de inputs. Mensurava-se o que entrava como investimento para a inovação e este era o indicador de inovação (ex: gastos com P&D, quantidade de pesquisadores).
Na década de 70-80, os indicadores eram de output - o que foi gerado em termos de inovação. (ex: patentes, publicações, novos produtos).
Nos anos 90s, os indicadores eram de inovação e referiam-se à pesquisas sobre inovação, benchmarking de capacidade de inovação, etc.
Finalmente, os indicadores da quarta geração, dizem respeito ao processo que leva à inovação e ainda estão sendo desenvolvidos, pela óbvia dificuldade de mensuração dos processos relacionados.
A Regional Science Association International World Congress promete arrasar.
O Congresso ocorre em São Paulo a partir da próxima segunda e aborda temas de meu mais alto interesse como: clusters, inovação, economia regional, econometria espacial, cidades globais, desenvolvimento local, etc.
Será ótimo encontrar pesquisadores com os mesmos interesses que os meus, embora, obviamente, eles estejam em um nível muito superior.
Muita gente vindo do Cedeplar, onde cursarei duas matérias nesse semestre (economia matemática e otimização dinâmica) e pretendo iniciar o doutorado, quem sabe, ano que vem.
Gente vindo também da Universidade de Tsukuba, onde fiz o mestrado, embora nenhum conhecido.
Autores que li e reli, como o Professor Derudder, da Universidade de Ghent, na Bélgica, e pesquisa também sobre cidades globais.
Enfim, boas expectativas não faltam. Interesses acadêmicos e profissionais estão igualmente atendidos no evento. Além disso, terei também a oportunidade de apresentar minha pesquisa sobre redes de empresas globais conectando as cidades.
Seguindo a tendência em gestão da inovação, parece que Nintendo, X-box e Play Station estão criando sistemas que permitem que os próprios usuários criem jogos em suas casas e os comercializem. A notícia, só para cadastrados na HSM, está aqui.
“A Microsoft e a Nintendo revelaram novos serviços online para seus consoles de videogame, cujo objetivo é destacar jogos produzidos por produtores independentes, como parte do esforço geral das empresas para explorar o entusiasmo pelos jogos ditos casuais… “Agora dispomos de outro ponto de entrada - jogos produzidos por pessoas em seus quartos”, disse John Schappert, presidente da plataforma online Xbox Live, em entrevista.”
Agora, a Visible Path se juntou com a Hoover’s (prestadora de serviço em inteligência corporativa) e lançou mais uma ferramenta: o Hoover’s Connect.
O Hoover’s Connect mapeia a rede de contatos de sua empresa e permite que você a acione em caso de necessidade, para ser apresentado para um potencial cliente ou parceiro por meio de um de seus contatos pessoais.
É um instrumento para abrir portas.
Gostei particularmente sobre a referência ao social network analysis no final da apresentação. Quer dizer que não vão apenas apresentar um (ou mais) intermediário entre você e o contato, mas aquele que tem um relacionamento mais forte com ele.
A Most Interesting Business/Social Online Network: _Hoover’s Connect_:
Hoover*s, Inc., a D&B company, announced the official launch of Hoover*s Connect, a business networking tool that helps users get introduced to and establish relationships with targeted prospects.
Hoover*s Connect is designed to provide an effective, nonintrusive way for its users to connect to a person through someone the prospect may already have a strong relationship with and who is therefore best
suited to make that introduction.
Hoover*s Connect is easy to use. When the user goes to a particular Hoover*s company record and clicks the “Connect” button, various referral paths appear that highlight the strongest path within that user*s network.
The service allows users to build their networks
actively (by inviting colleagues to join) as well as passively (through an Outlook plug-in that applies unique social networking algorithms to automatically rate relationship strength).
E isso tudo me faz lembrar de um assignment no mestrado para analisar os determinantes da frequência das crianças na escola usando dados do Progressa, um programa mexicano que foi o inspirador do bolsa-família brasileiro. Era interessante ver como a distância ou a existência de serviço de transporte urbano ou a educação dos país e números de irmãos influenciavam estatisticamente a frequência na escola.
Com isso, encontramos os principais determinantes da presença das crianças na escola e pudemos simular como uma alteração nos critérios observáveis de recebimento da ajuda pelas famílias (por exemplo, dar a ajuda somente a famílias de mãe solteira ou com mais de três filhos) impactava no erro tipo I (falso positivo) e no erro tipo II (falso negativo), possibilitando uma escolha mais informada sobre os impactos de uma configuração x ou y da política pública.
Tudo isso só para falar que fiquei encucado com a idéia de fazer um esquema similar para políticas públicas de fomento ao empreendedorismo.
Imagina podermos saber quais ações fomentam mais o empreendedorismo e analisar uma política de fomento sob a ótica do trade-off entre indivíduos que tem grande probabilidade de se tornar empreendedor mas não são contemplados pelo programa (erro tipo II) e indivíduos com pouco probabilidade de se tornar empreendedor que são contemplados pelo programa (erro tipo I).
Escrevi um assignment sobre isso… se achar mais de noite em casa coloco aqui…
A notícia não é exatamente nova e o decreto de criação está vigorando desde Novembro, mas o Sibratec deu mais um passo em direção ao seu pleno funcionamento ao indicar o nome dos membros do comitê gestor.
Por que o Sibratec é relevante para o ambiente de ciência, tecnologia e inovação no Brasil?
Primeiro, pelo volume de R$ 600 milhões no orçamento para 2008. Não adianta uma boa idéia sem bala na agulha. E o Sibratec vem quente (ao menos financeiramente) para tal.
Segundo, a concepção do Sibratec é trabalhar em rede. Nada será replicado. A idéia é incentivar e coordenar a cooperação entre os atores envolvidos. Isso evita duplicação de trabalho.
O Sibratec é formado por três redes - Centros de Inovação (rede de pré-incubação e incubação nas universidades e centros de pesquisa), Serviços Tecnológicos (redes temáticas de serviços de metrologia, certificação, etc) e Extensão Tecnológica (rede estadual que organiza a governança da educação tecnológica, de acordo com a prioridade estadual).
Sobre este último, acredito que, para Minas Gerais, já temos um sistema de governança (O Sistema Mineiro de Inovação) que pode servir de plataforma para a rede de extensão tecnológica do Sibratec.
É o que fala o Sr. Edmund Phelps, o ganhador no Prêmio Nobel.
“O rápido crescimento da China nas áreas de produtividade e investimento está fadado a perder energia à medida que os salários médios aumentarem e o país aproximar-se de superar a defasagem tecnológica em relação aos EUA, afirmou Edmund Phelps, em uma conferência realizada em Hong Kong.
Quando isso acontecer, o aumento dos salários deve perder velocidade, reduzindo os incentivos para as pessoas ingressarem no mercado de trabalho, como aconteceu na Europa Ocidental depois do boom do pós-guerra nos anos 1950 e 1960.
“Neste momento, o desemprego aumenta, a participação na força de trabalho cai e podem surgir os problemas observados na Europa nas últimas décadas”, disse Phelps. “
A solução?Incentivar o espírito empreendedor, desde reformas no setor financeiro até o sistema educacional. (solução do Nobel Prize, viu!)
Olhem só essa: 89% das empresas com mais de 500 funcionários entrevistadas por um estudo usam algum tipo de ferramenta da web 2.0 como blogs, wikis, rss, etc… Esse dado é de uma pesquisa citado nesse artigo aqui do Computer World.
Já o Info Corporate fala um pouco mais dessa nova realidade em que as empresas são 2.0. Claro, os funcionários jovens são os principais atores desse processo e estão mil anos-luz na frente da política de TI da empresa.
A solução é deixar o ambiente o mais aberto possível, para que os próprios funcionários montem as estruturas que precisam…
A palavra-chave nesse processo é engajamento. “No lugar de impor normas, as empresas precisam convidar as pessoas a participar da elaboração das políticas de uso de TI”, afirma Diane. O Gartner fala em criar não apenas canais, mas “avenidas” de feedback.
Mas isso é só um pouquinho do que o artigo fala. Vale a pena ficar “ligado” nas mudanças organizacionais geradas tanto pela web 2.0 como pela geração Y (nativos digitais).
PS: Créditos por ter me enviado notícias sobre o assunto para Alfredo Miranda e Leonardo Lages
A lei abre a possibilidade dos Institutos de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais -ICTMG - (portanto, órgãos públicos) comercializem as invenções e tecnologia que produzirem.
Para tal, deverão manter banco de dados atualizados das tecnologias a serem comercializadas.
A lei oferece incentivos aos inventores (criadores) que trabalham nos ICTMG:
Caso eles criem uma tecnologia, serão premiados com no mínimo 5% e no máximo 33,3% da exploração da tecnologia.
O protocolo de pedido de patente, a patente concedida, o registro de evento, etc, contarão para a avaliação de desempenho e progresso na carreira de pesquisador.
O pesquisador pode se licenciar para criar uma empresa que explore a criação de bens de criação de sua autoria, desenvolvidas dentro do ICTMG.
As ICTMG poderão implantar NITs (Núcleo de Inovação Tecnológica) para gerir a sua política inovação (patenteamento, registro, proteção, gestão do conhecimento, etc).
O inventor independente poderá usufruir de apoio das ICTMG por meio da formalização de parcerias para o desenvolvimento de uma inovação ou usufruir de apoio da FAPEMIG relativo à gestão da inovação (depósitos, patenteamento, etc.)
O ICTMG poderá compartilhar sua esturutra com pequenas e microempresas em atividades de inovação tecnológicas e incubação.
Criação do Fundo Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (FIIT) com recursos que não são contabilizados dentro do 1% reservado constitucionalmente à pesquisa (art. 212 constituição estadual).
De forma geral, a lei é baseada em ações de parceria entre as pesquisas do governo com agentes privados. Existe uma preocupação em compartilhar a estrutura governamental, seja de pesquisa, seja de gestão da inovação, com agentes privados, o que é extremamente positivo para o ambiente de inovação em Minas.
A visão de dar mais incentivo ao pesquisador dos centros de pesquisa estaduais age diretamente (microeconomicamente) no cálculo que ele faz sobre os seus ganhos em empreender esforço (extra) em sua atividade de pesquisa. Teremos pesquisadores mais empenhados, tenho certeza, e assim teremos mais invenções.
O plano, expresso pela lei, é ótimo. Agora é aguardar a execução do mesmo. Sendo bem executado, será mais uma mini-revolução para o Estado de Minas Gerais.
Evento para estruturação dos NIT’sO NIT (Núcleo de Inovação Tecnológica) é um órgão que as universidades públicas tem para que as descobertas e avanços gerados em seu interior virem produtos, patentes, licenciamentos, etc.
A idéia é que as universidades estejam preparadas para apoiar o seu cientista que descobrir algo a transformar essa descoberta em produto ou, ao menos, proteger a propriedade intelectual.
Campinas, como sempre avançada neste aspecto, sedia evento na área. A notícia foi enviada para mim pelo Fábio, novamente pautando as notícias desse blog…
Campinas sedia, de 11 a 14 de fevereiro, o 5º Curso de Estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT).
A edição é dedicada a atender profissiona de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) da região Sudeste. A iniciativa da Agência de Inovação Inova Unicamp, através do Projeto InovaNIT, tem como finalidade apoiar a implantação de novos núcleos, bem como fortalecer os já estruturados, através da discussão de temas relacionados à institucionalização, gestão e desenvolvimento de NIT.
O programa aborda ainda, de modo introdutório, questões de empreendedorismo, propriedade intelectual e comercialização de tecnologias.
Os interessados devem fazer a pré-inscrição através do site da Inova, até o dia 23 de janeiro. A relação dos selecionados será disponibilizada no dia 24, sendo que as inscrições terão um custo de R$ 60,00.
As aulas presenciais serão oferecidas na Unicamp e o limite de vagas é de 50 participantes.
Contatos podem ser feitos pelo telefone 19-3521 5262.(Véronique ourcade)
*Simpósio Internacional
**NOVAS FRONTEIRAS DA GESTÃO DE INOVAÇÃO
Terça-feira, 26 de fevereiro de 2008*
*Fundação Dom Cabral, Campus Aloysio Faria*
Organização*: Profa. Dra. Anna Goussevskaia, Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral
*Apoio*: Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
A gestão de inovação possui, hoje, abrangência no âmbito empresarial, atuando nas mais variadas áreas das organizações, tais como alianças e redes, gestão de projetos, desenvolvimento de negócios, e gestão de pessoas e equipes.
Além disso, há uma relação complexa entre o processo de inovação em nível organizacional e o ambiente nacional e institucional que pode potencializar ou restringir os esforços para a inovação.
O Simpósio “Novas Fronteiras da Gestão de Inovação” tem como objetivo avançar no desenvolvimento do conhecimento em gestão de inovação, promovendo intercâmbio e discussão sobre estes novos desafios.
O Simpósio reúne acadêmicos internacionais e nacionais de instituições reconhecidas, que trazem uma variedade de tópicos atuais na fronteira do conhecimento sobre gestão de inovação.
*Programa*
*Painel I* — Visão “micro”: gestão de inovação no âmbito da organização
*Gestão do trabalho baseada em conhecimento: problemas e oportunidades presentes nos ambientes de equipes interdisciplinares*
Profa. Dra. Maxine Robertson. Professor of Organizational Theory, School of Business and Management at Queen Mary, the University of London, Reino Unido.
*Aprendendo a inovar: padrões de gestão de inovação nas empresas manufatureiras brasileiras*
Prof. Dr. Ruy Quadros. Livre-docente e Professor de Gestão da Inovação no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG) da UNICAMP, Brasil.
*Implementação de inovações gerenciais em organizações baseadas em projetos* *
*Prof. Dr. Michael Bresnen. Professor of Organizational Behaviour, Department of Management, Leicester University, Reino Unido.
*Painel II* — Visão “meso”: os desafios da inovação aberta.
*Descontinuidade no processo de inovação: gestão de inovação e interatividade de projetos*
Profa. Dra. Sue Newell. Cammarata Professor of Management, Bentley College, Estados Unidos. Professor of Information Management, Warwick Business School, the University of Warwick, Reino Unido.
*Uma análise sobre rotinas em ambiente de rede: o caso Genolyptus*
Profa. Dra. Rosiléia das Mercês Milagres. Professora de Estratégia e Redes para Cooperação, Fundação Dom Cabral, Brasil.
*Aquisição de empresas para inovação: desafios na integração do conhecimento*
Profa. Dra. Anna Goussevskaia. Professora de Inovação e Gestão de Conhecimento, Fundação Dom Cabral, Brasil.
Prof. Dr. Carlos Arruda. Professor de Gestão de Inovação e
Competitividade, Diretor de Relações Internacionais e Coordenador do Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral, Brasil.
Samir Lotfi, Pesquisador do Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral, Brasil.
*Painel III* — Visão “macro”: contexto nacional e institucional e processo de inovação
*Os efeitos do contexto institucional na gestão da inovação*
Profa. Dra. Jacky Swan. Professor of Organizational Behaviour, Warwick Business School, the University of Warwick, Reino Unido. Diretora do Centro de Pesquisa de Inovação, Conhecimento e Redes Organizacionais.
*O estado atual da construção do sistema de inovação no Brasil*
Prof. Dr. Eduardo Albuquerque. Professor Adjunto da FACE/Cedeplar, Universidade Federal de Minas gerais — UFMG, Brasil. Coordenador do Grupo de Pesquisas “Economia da Ciência e da Tecnologia”.
Novamente a HSM tem um ótimo artigo , escrito pelo pessoal da Bain & Company sobre plataformas de inovação, mas só para pessoas cadastradas (gratuito, se você acompanha este blog sugiro que cadastre já que tem muita coisa interessante sobre inovação que sempre posto aqui).
A idéia é: antes de fazer inovação, planeje e veja o que você quer e de que maneira. O artigo utiliza o estudo de caso da Clorox e Danone e Gillete
Abaixo, alguns fragmentos:
“Projetar o potencial de uma plataforma exige trabalho duro, mas, uma vez que isso tenha sido feito, permitindo à empresa comparar a atratividade de várias plataformas, a inovação se torna muito mais eficiente, porque não é mais feita a partir do zero. Observamos que as fabricantes de bens de consumo embalados costumam cortar entre 20% e 30% do tempo de desenvolvimento dos produtos ao usar plataformas de inovação.
Nosso trabalho com empresas líderes da área de bens de consumo em todo o mundo tem nos mostrado que os inovadores mais bem-sucedidos fazem o contrário: selecionam poucas idéias cuidadosamente e desenvolvem apenas as que representam maior potencial de vendas. Isso deixa mais dinheiro para as atividades de lançamento, o que dá aos produtos maior chance de aceitação no mercado.”
Esse vídeo do youtube mostra como Rafinha, um jovem de 16 anos que representa toda uma geração, tem sua vida baseada na web 2.0.
De quebra, dá para entender um pouco sobre como a globalização e o surgimento da web 2.0 tem impactado a vida das pessoas, principalmente os jovens que tem até 20 anos. A tecnologia é parte integrante de suas vidas e define suas relações e ações sociais cotidianas.
O vídeo foi criado por Gustavo Donda e a equipe da TV1, apresentado na 1ª Conferência Web 2.0 sobre a revolução da comunicação e na economia causada pelas mudanças tecnológicas.
Recebi a dica sobre ele do Alfredo, que recebeu do Fábio (olha a rede social funcionando para a produção deste blog também).
Economia e Território, o livro organizado pelo Prof. Clélio Campolina e Prof. Mauro Borges é o livro da semana na sessão “livros bacanas“.
Para quem gosta de economia regional, é um prato cheio, além da temática da inovação (habitats de inovação, distritos marshalianos, transbordamentos tecnológicos, economia do conhecimento, etc) estar presente em praticamente todos os artigos da obra.
O artigo trata sobre blogs governamentais e como eles tem diminuido a distância entre governantes e governados nos EUA.
Esse movimento, de usar a tecnologia da informação para criar mais transparência governamental e participação social nas coisas públicas tem sido chamado de “democracia 2.0“, “cidadania 2.0” ou “governança 2.0“.
Eu prefiro o termo “governo 2.0” e acho que é a grande chance de criarmos um governo que foque suas ações nas necessidades da população, além de fortalecer a participação e democracia.
O artigo fala sobre a criação de comunidades de prática por meio da web 2.0 e de ação colaborativa de seus membros.
Entre os casos de sucesso, está uma comunidade de desenvolvimento social (ongs, organizações internacionais e qualquer pessoa que queira melhorar o mundo), um portal governamental para discussão entre usuários e provedores de serviços públicos (ou ao menos serviços de interesse público) e um portal que visa facilitar o encontro real de pessoas com o mesmo interesse.
Vale a pena ler.
Futuramente comentarei sobre cada um dos casos apresentados.
“Communities of practice are self-organizd and self-directed groups of people, informally bound together by a common mission and passion for a joint enterprise”
Dessa vez ele mensura a economia do conhecimento por meio do triple helix (veja no post anterior) no Japão, comparando posteriormente com o Canadá. O método de mensuração é baseado nas publicações científicas e na co-autoria destas, a fim de que possamos observar as interrelações entre indústria, academia e governo (por exemplo, se um membro do governo escreve um artigo científico com um cientista da academia, temos um link observado entre ambos - o agregado de todas as co-autorias em vários anos pode nos informar sobre o que está acontecendo no ambiente de inovação do país).
“International co-authorship relations and university-industry-government (“Triple Helix”) relations have hitherto been studied separately. Using Japanese (ISI) publication data for the period 1981-2004, we were able to study both kinds of relations in a single design. In the Japanese file, 1,277,823 articles with at least one Japanese address were attributed to the three sectors, and we know additionally whether these papers were co-authored internationally. Using the mutual information in three and four dimensions, respectively, we show that the Japanese Triple-Helix system has continuously been eroded at the national level. However, since the middle of the 1990s, international co-authorship relations have contributed to a reduction of the uncertainty. In other words, the national publication system of Japan has developed a capacity to retain surplus value generated internationally. In a final section, we compare these results with an analysis based on similar data for Canada. A relative uncoupling of local university-industry relations because of international collaborations is indicated in both national systems.”
Uma das áreas de pesquisa mais aclamada dentro da economia do conhecimento é o modelo Triple Helix, sobre a interrelação entre governo, academia e empresas.
Esse artigo é o mais novo que o Prof. Loet Leydesdorff, um dos autores da teoria, publicou:
How can the knowledge base of a transition economy be measured? Building on previous studies in the Netherlands and Germany, we combine the perspective of regional economics on the interrelationships among geography, technology, and organization with the triple-helix model of university-industry-government relations, and use the mutual information in three dimensions as an indicator of the configurations. Our data consists of firms categorized in terms of sub-regions (proxy for geography), industrial sector (proxy for technology), and firm size (proxy for organization). The results indicate that the knowledge base of Hungary is strongly differentiated in terms of regions. Budapest and its agglomeration are central to the country on every indicator. In the north-western part of the country, foreign-owned companies and FDI disturb an etastistic triple helix dynamics which is still dominant in the eastern part of the country. However, the national level seems no longer to add to the synergy among the regional innovation systems. Further analysis of the knowledge-intensive services and its high-tech components reveals that the transition from the planned economy to integration in the European common market is not yet completed.
Algumas pesquisas indicam que empresas com uma equipe que tenha maioria feminina, é mais inovadora!!! (e tem retornos maiores, melhor perfomance financeir, etc).
Não que isso seja motivo de surpresa para qualquer um. Minha opinião sobre a causa disso é que, como as mulheres são relativamente menos numerosas no mercado de trabalho, acaba que temos um bias de seleção para cima: são as melhores que viram executivas e é natural que se destaquem.
Fênomeno semelhante aconteceria no mercado de chefs. Como a maioria são mulheres, os relativamente poucos homens que adentram este mercado são bons de serviço, pois só os realmente talentosos se aventuram dentro das cozinhas.
Isso é só uma teoria, claro, pode ser uma hipótese fajuta!
De qualquer forma, a parabéns às mulheres e obrigado por tornar nosso planeta mais inovador!
Abaixo vai a tabela com as pesquisas:
O toque feminino
Três pesquisas divulgadas recentemente comprovam que a presença de mulheres aumenta o desempenho financeiro e o potencial de inovação das empresas
Pesquisa
Instituição
Divulgação
Conclusão
POTENCIAL DE INOVAÇÃO: HOMENS E MULHERES EM EQUIPES
London Business School
Novembro de 2007
Equipes que tenham, ao menos, 50% de mulheres apresentam uma performance acima da média em atividades ligadas à inovação
PERFORMANCE E PRESENÇA DE MULHERES NAS DIRETORIAS
Catalyst, ONG com sede em Nova York
Outubro de 2007
Entre as companhias presentes na lista das 500 maiores da Fortune, as com maior número de mulheres na direção têm retornos maiores
UM DESPERTAR PARA A LIDERANÇA FEMININA NA EUROPA
Consultoria McKinsey
Agosto de 2007
As companhias européias com as proporções mais altas de mulheres em postos de liderança têm desempenho financeiro melhor
A colaboração também está na criação de jogos onlines.
Por meio do kongregate, game designers amadores (e também profissionais) disponibilizam as suas criações gratuitamente e colaboram no ranqueamento e categorização dos jogos. O resultado é um portal onde jogos são distribuidos gratuitamente e o usuário consegue facilmente distinguir quais são os melhores jogos e aqueles mais perto de seu interesse.
O portal ganha dinheiro com publicidade. O game designer tem participação nesse lucro de acordo com o número de downloads de seu jogo e ganha visibilidade, eventualmente sendo contratado por uma empresa da área.
A notícia é do Business Week e mostra uma ferramenta de TI que mapeia onde e quem está fazendo pesquisa sobre o que. Com os resultados dessa análise, é possível ver onde pode haver mais cooperação, quais trabalhos estão duplicados, onde pedir ajuda, etc.
Nesse artigo, a ferramenta está sendo usada pela Boston Consulting Group para identificar competências dentro de uma área de pesquisa. Mas penso que poderia muito bem ser utilizado para mapear competências e colaborações entre Ongs e dentro de uma estrutura de governo.
Esse slide show (com um video no final) explica muito bem.
Abaixo, alguns fragmentos:
“The tool has implications for innovation. At a glance, you can see which patents are the most cited, in what direction research is headed, and which people and organizations are collaborating. This could suggest potential acquisition targets or identify a prolific scientist a company should hire. It can be used to shape strategy—a company may be able to spot a “white space,” where an innovation can bridge a gap between two networks.
In a corporate setting, the tool can be used in a similar way to shape strategy. As an example, BCG used the network mapping tool to find acquisition targets for a health-care company. The company’s conventional mergers-and-acquisitions research yielded only one target. But the BCG tool picked up hundreds of other potential targets—each was filing patents in adjacent technologies, but until then they had flown under the company’s radar screen.”
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