BH-TEC acelera!!!

Janeiro 31, 2008

O BH-TEC acelera!!!


Sibratec

Janeiro 31, 2008

A notícia não é exatamente nova e o decreto de criação está vigorando desde Novembro, mas o Sibratec deu mais um passo em direção ao seu pleno funcionamento ao indicar o nome dos membros do comitê gestor.  

Por que o Sibratec é relevante para o ambiente de ciência, tecnologia e inovação no Brasil?

  • Primeiro, pelo volume de R$ 600 milhões no orçamento para 2008. Não adianta uma boa idéia sem bala na agulha. E o Sibratec vem quente (ao menos financeiramente) para tal.
  • Segundo, a concepção do Sibratec é trabalhar em rede. Nada será replicado. A idéia é incentivar e coordenar a cooperação entre os atores envolvidos. Isso evita duplicação de trabalho.

O Sibratec é formado por três redes – Centros de Inovação (rede de pré-incubação e incubação nas universidades e centros de pesquisa), Serviços Tecnológicos (redes temáticas de serviços de metrologia, certificação, etc) e Extensão Tecnológica (rede estadual que organiza a governança da educação tecnológica, de acordo com a prioridade estadual).

Sobre este último, acredito que, para Minas Gerais, já temos um sistema de governança (O Sistema Mineiro de Inovação) que pode servir de plataforma para a rede de extensão tecnológica do Sibratec.  


China e a inovação

Janeiro 30, 2008

China precisa de inovação para manter crescimento  (Você precisará fazer o cadastro na HSM para ler este artigo)

É o que fala o Sr. Edmund Phelps, o ganhador no Prêmio Nobel. 

“O rápido crescimento da China nas áreas de produtividade e investimento está fadado a perder energia à medida que os salários médios aumentarem e o país aproximar-se de superar a defasagem tecnológica em relação aos EUA, afirmou Edmund Phelps, em uma conferência realizada em Hong Kong.

Quando isso acontecer, o aumento dos salários deve perder velocidade, reduzindo os incentivos para as pessoas ingressarem no mercado de trabalho, como aconteceu na Europa Ocidental depois do boom do pós-guerra nos anos 1950 e 1960.

“Neste momento, o desemprego aumenta, a participação na força de trabalho cai e podem surgir os problemas observados na Europa nas últimas décadas”, disse Phelps. “

A solução?Incentivar o espírito empreendedor, desde reformas no setor financeiro até o sistema educacional. (solução do Nobel Prize, viu!)


Social Networks para amantes

Janeiro 25, 2008

No Japão, as pessoas carregam o lovegety, um aparelhinho que apita se outra pessoa que também tenha um aparelhinho… isso mesmo, um “love beeper”!!! Embora bastante barango, está fazendo sucesso no Japão!

O Icebrkr, por sua vez, cumpre a mesma função mas de forma diferente. Você instala o programa em seu celular e pode enviar uma mensagem para o celular de alguém que esteja por perto, em um bar, por exemplo, pedindo autorização para uma abordagem.

Para a mulheres, evita situações constrangedoras, além de ser muito melhor do que esquemas online para conhecer pessoas. (vídeos do próprio site)

Ambos não deixam de ser inovação, na concorridíssima e milionária indústria de online dating, mas a utilidade (e sucesso) do produto está diretamente relacionado ao número de usuários.


Video lectures

Janeiro 24, 2008

O video lectures vai para a barra de links!!! 

Trata-se de outro mecanismo de colaboração da web 2.0.

Desta feita, a colaboração se dá em torno de aulas em vídeo. É possível, ao mesmo tempo, visualizar professor, apresentação powerpoint e notas de aula.

E tem muita coisa interessante lá.

Perfeito para você que está agarrado com algum conceito difícil ou quer saber mais sobre alguma coisa.

Olha só as aulas que encontrei (mas alguns ainda não assisti):

Basics of probability and statistics (com sotaque francês)

Markov Chain Monte Carlo Methods (coisa que tenho muita vontade de conhecer mais)

The Work of a Professional Translator (para o Gui Lessa)

Correlation Search in Graph Databases

Bayesian Inference: Principles and Practice (Bayesian rules!!!)


O mundo corporativo adere à web 2.0

Janeiro 23, 2008

Olhem só essa: 89% das empresas com mais de 500 funcionários entrevistadas por um estudo usam algum tipo de ferramenta da web 2.0 como blogs, wikis, rss, etc…   Esse dado é de uma pesquisa citado nesse artigo aqui do Computer World.

Já o Info Corporate fala um pouco mais dessa nova realidade em que as empresas são 2.0. Claro, os funcionários jovens são os principais atores desse processo e estão mil anos-luz na frente da política de TI da empresa.

A solução é deixar o ambiente o mais aberto possível, para que os próprios funcionários montem as estruturas que precisam…

 A palavra-chave nesse processo é engajamento. “No lugar de impor normas, as empresas precisam convidar as pessoas a participar da elaboração das políticas de uso de TI”, afirma Diane. O Gartner fala em criar não apenas canais, mas “avenidas” de feedback.

Mas isso é só um pouquinho do que o artigo fala. Vale a pena ficar “ligado” nas mudanças organizacionais geradas tanto pela web 2.0 como pela geração Y (nativos digitais). 

PS: Créditos por ter me enviado notícias sobre o assunto para Alfredo Miranda e Leonardo Lages


Vote your conscience

Janeiro 21, 2008

Em tempos de eleição americana (e, daqui a pouco, eleições municipais), este artigo do Washington Post vem bem a calhar.

A idéia é a de que, em um processo de escolha, o conhecimento da escolha do outro influencia grandemente a nossa própria decisão.

A pesquisa foi feita por meio de um experimento online em que o internauta é convidado a ouvir algumas músicas e decidir quais as melhores.

As escolhas feitas em uma situação em que as opiniões dos outros não são conhecidas foram bastante diferentes daquelas feitas em situação em que as opiniões dos outros são previamente divulgadas.

Ou seja, pessoas foram influenciadas pelas escolhas de outras pessoas.

O x da questão não é tanto a presença de “formadores de opinião“, mas sim de pessoas influenciáveis, que formarão uma massa crítica que influenciará outras pessoas influenciáveis. Outra conclusão, é que processos de decisão democráticos são, em grande parte, processos randômicos!!!

“Watts, a sociologist at Columbia University, said his research challenges central beliefs we have about why some musicians become stars and some politicians become presidents. Quality matters, but when voters intensely watch one another, the success of candidates depends at least as much on network dynamics as it does on the quality of the candidates themselves. Because network dynamics are not governed by intuitively simple rules of cause and effect — depending on where they are in a network, people with strong opinions might end up with little influence, while the weak opinions of others get greatly magnified — networks regularly produce outcomes that are partly arbitrary.

In a new paper published in the Journal of Consumer Research, Watts and Dodds debunk the idea that influential people drive races one way or the other. The decisive factor, they show in a series of mathematical models, is not the presence of influential people but people who are easily influenced. Random, insignificant events are vastly magnified by networks of such malleable people influencing one another, and this tilts the race one way or another. Blind chance plays a big role.”


Mais repercussão do e-book

Janeiro 21, 2008

Dessa vez na Gazeta do Povo

Fiquei sabendo pelo Shikida, que ficou sabendo pelo Tambosi.


Lei da Inovação de Minas Gerais

Janeiro 18, 2008

Finalmente, saiu hoje a lei de inovação de Minas Gerais.

Após rápida leitura, os pontos principais são:

  1. A lei abre a possibilidade dos Institutos de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais -ICTMG – (portanto, órgãos públicos) comercializem as invenções e tecnologia que produzirem.
  2. Para tal, deverão manter banco de dados atualizados das tecnologias a serem comercializadas.
  3. A lei oferece incentivos aos inventores (criadores) que trabalham nos ICTMG:
    1. Caso eles criem uma tecnologia, serão premiados com no mínimo 5% e no máximo 33,3% da exploração da tecnologia.
    2. O protocolo de pedido de patente, a patente concedida, o registro de evento, etc, contarão para a avaliação de desempenho e progresso na carreira de pesquisador.
    3. O pesquisador pode se licenciar para criar uma empresa que explore a criação de bens de criação de sua autoria, desenvolvidas dentro do ICTMG.
  4. As ICTMG poderão implantar NITs (Núcleo de Inovação Tecnológica) para gerir a sua política inovação (patenteamento, registro, proteção, gestão do conhecimento, etc).
  5. O inventor independente poderá usufruir de apoio das ICTMG por meio da formalização de parcerias para o desenvolvimento de uma inovação ou usufruir de apoio da FAPEMIG relativo à gestão da inovação (depósitos, patenteamento, etc.)
  6. O ICTMG poderá compartilhar sua esturutra com pequenas e microempresas em atividades de inovação tecnológicas e incubação.
  7. Criação do Fundo Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (FIIT) com recursos que não são contabilizados dentro do 1% reservado constitucionalmente à pesquisa (art. 212 constituição estadual).

De forma geral, a lei é baseada em ações de parceria entre as pesquisas do governo com agentes privados. Existe uma preocupação em compartilhar a estrutura governamental, seja de pesquisa, seja de gestão da inovação, com agentes privados, o que é extremamente positivo para o ambiente de inovação em Minas.

A visão de dar mais incentivo ao pesquisador dos centros de pesquisa estaduais age diretamente (microeconomicamente) no cálculo que ele faz sobre os seus ganhos em empreender esforço (extra) em sua atividade de pesquisa. Teremos pesquisadores mais empenhados, tenho certeza, e assim teremos mais invenções.

O plano, expresso pela lei, é ótimo. Agora é aguardar a execução do mesmo. Sendo bem executado, será mais uma mini-revolução para o Estado de Minas Gerais.


Curso de Estruturação de NIT’s em Campinas

Janeiro 17, 2008

Evento para estruturação dos NIT’s O NIT (Núcleo de Inovação Tecnológica) é um órgão que as universidades públicas tem para que as descobertas e avanços gerados em seu interior virem produtos, patentes, licenciamentos, etc. 

A idéia é que as universidades estejam preparadas para apoiar o seu cientista que descobrir algo a transformar essa descoberta em produto ou, ao menos, proteger a propriedade intelectual. 

Campinas, como sempre avançada neste aspecto, sedia evento na área. A notícia foi enviada para mim pelo Fábio, novamente pautando as notícias desse blog…  

Campinas sedia, de 11 a 14 de fevereiro, o 5º Curso de Estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT).

A edição é dedicada a atender profissiona de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) da região Sudeste.  A iniciativa da Agência de Inovação Inova Unicamp, através do Projeto InovaNIT, tem como finalidade apoiar a implantação de novos núcleos, bem como fortalecer os já estruturados, através da discussão de temas relacionados à institucionalização, gestão e desenvolvimento de NIT.

O programa aborda ainda, de modo introdutório, questões de empreendedorismo, propriedade intelectual e comercialização de tecnologias. 

Os interessados devem fazer a pré-inscrição através do site da Inova, até o dia 23 de janeiro. A relação dos selecionados será disponibilizada no dia 24, sendo que as inscrições terão um custo de R$ 60,00.

As aulas presenciais serão oferecidas na Unicamp e o limite de vagas é de 50 participantes. 

Contatos podem ser feitos pelo telefone 19-3521 5262.(Véronique ourcade)


Falta de mão de obra qualificada

Janeiro 17, 2008

Quais os maiores entraves para a atração dos centros de P&D das grandes multinacionais para o Brasil?

Segundo este artigo, o problema está na falta de mão de obra qualificada, embora os salários de um mesmo engenheiro ou cientista seja mais baixo aqui do que na Alemanha, por exemplo.  

A mão-de-obra dos trabalhadores da indústria brasileira é comparável, em termos qualitativos, à de países desenvolvidos como Estados Unidos e Alemanha. Por outro lado, o país apresenta forte escassez de mão-de-obra qualificada.Fuga de laboratóriosIsso pode ser um fator determinante para que as multinacionais estrangeiras instaladas no Brasil optem por transferir ou criar centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em outros países considerados emergentes, como Índia e China.Essa é uma das conclusões do projeto Políticas de desenvolvimento de atividades tecnológicas em filiais brasileiras de multinacionais, coordenado pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com participação de um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista.


Santa Catarina aprova lei de inovação

Janeiro 15, 2008

Santa Catarina aprovou sua lei destinando 2% de sua renda à pesquisa.

 Leia a notícia.


Cooperação Piemonte – Minas Gerais

Janeiro 14, 2008

Algumas notícias da cena paradiplomática em Minas Gerais.

Primeiro, o programa “Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo“, programa idealizado pelo Dr. Athayde, meu ex-chefe quando eu trabalhava na Subsecretaria de Assuntos Internacionais do Governo de Minas, leva 20 estudantes mineiros para se qualificar em Piemonte, província irmã de Minas Gerais.

Como Turim, Piemonte e a Itália em geral são reconhecidos internacionalmente por causa da qualidade do design (roupas, jóias, carros, etc), a temática da visita é justamente essa. Os intercambistas são estudantes de design de Minas Gerais e ficarão algumas semanas recebendo treinamento e conhecendo como é feita a produção do design italiano.

O custo do programa é coberto por um pool de empresas patrocinadoras do projeto, além de recursos do próprio governo de Minas Gerais.

Além do óbvio aporte de conhecimento para os jovens estudantes, que certamente será de grande utilidade para o desenvolvimento do Estado, esse tipo de atividade ainda contribui para criar laços entre as pessoas daqui e de lá, possibilitando mais cooperação e projetos conjuntos no futuro.

A idéia é que, nos anos vindouros, as outras províncias irmãs de Minas Gerais também sejam contempladas com a visita da delegação de jovens mineiros.

A notícia completa está aqui

Além dos estudantes, o acordo Minas Gerais – Piemonte também gerou outro acordo, desta vez entre a Universidade de Minas Gerais (UEMG) e o Instituto Politécnico de Torino. Por este acordo, professores da UEMG irão fazer doutorado na Itália.

Para saber mais sobre este acordo, a notícia se encontra aqui.

A única imprecisão da notícia é dizer que o acordo de Minas e Piemonte foi celebrado pelo Governo Aécio.

Não foi.

O acordo guarda-chuva de cooperação e irmandade foi celebrado em 1993, embora certamente expandido e no presente governo.

Mais sobre as províncias irmãs de Minas Gerais aqui.


Evento: Novas Fronteiras da Gestão de Inovação

Janeiro 14, 2008

*Simpósio Internacional
**NOVAS FRONTEIRAS DA GESTÃO DE INOVAÇÃO

Terça-feira, 26 de fevereiro de 2008*
*Fundação Dom Cabral, Campus Aloysio Faria*

Organização*: Profa. Dra. Anna Goussevskaia, Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral

*Apoio*: Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

A gestão de inovação possui, hoje, abrangência no âmbito empresarial, atuando nas mais variadas áreas das organizações, tais como alianças e redes, gestão de projetos, desenvolvimento de negócios, e gestão de pessoas e equipes.

Além disso, há uma relação complexa entre o processo de inovação em nível organizacional e o ambiente nacional e institucional que pode potencializar ou restringir os esforços para a inovação.  

O Simpósio “Novas Fronteiras da Gestão de Inovação” tem como objetivo  avançar no desenvolvimento do conhecimento em gestão de inovação,  promovendo intercâmbio e discussão sobre estes novos desafios.

O Simpósio reúne acadêmicos internacionais e nacionais de instituições reconhecidas, que trazem uma variedade de tópicos atuais na fronteira do conhecimento sobre gestão de inovação.

*Programa*

*Painel I* — Visão “micro”: gestão de inovação no âmbito da organização

*Gestão do trabalho baseada em conhecimento: problemas e oportunidades  presentes nos ambientes de equipes interdisciplinares*
Profa. Dra. Maxine Robertson. Professor of Organizational Theory, School of Business and Management at Queen Mary, the University of London,  Reino Unido.

*Aprendendo a inovar: padrões de gestão de inovação nas empresas manufatureiras brasileiras*

Prof. Dr. Ruy Quadros. Livre-docente e Professor de Gestão da Inovação  no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG) da UNICAMP, Brasil.

*Implementação de inovações gerenciais em organizações baseadas em projetos* *
*Prof. Dr. Michael Bresnen. Professor of Organizational Behaviour, Department of Management, Leicester University, Reino Unido.

 *Painel II* — Visão “meso”: os desafios da inovação aberta.

*Descontinuidade no processo de inovação: gestão de inovação e interatividade de projetos*
Profa. Dra. Sue Newell. Cammarata Professor of Management, Bentley  College, Estados Unidos. Professor of Information Management, Warwick Business School, the University of Warwick, Reino Unido.

*Uma análise sobre rotinas em ambiente de rede: o caso Genolyptus*
Profa. Dra. Rosiléia das Mercês Milagres. Professora de Estratégia e Redes para Cooperação, Fundação Dom Cabral, Brasil.

*Aquisição de empresas para inovação: desafios na integração do conhecimento*
Profa. Dra. Anna Goussevskaia. Professora de Inovação e Gestão de Conhecimento, Fundação Dom Cabral, Brasil.

Prof. Dr. Carlos Arruda. Professor de Gestão de Inovação e
Competitividade, Diretor de Relações Internacionais e Coordenador do  Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral, Brasil.

Samir Lotfi, Pesquisador do Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral, Brasil.

*Painel III* — Visão “macro”: contexto nacional e institucional e  processo de inovação

*Os efeitos do contexto institucional na gestão da inovação*
Profa. Dra. Jacky Swan. Professor of Organizational Behaviour, Warwick  Business School, the University of Warwick, Reino Unido. Diretora do Centro de Pesquisa de Inovação, Conhecimento e Redes Organizacionais.

*O estado atual da construção do sistema de inovação no Brasil*
Prof. Dr. Eduardo Albuquerque. Professor Adjunto da FACE/Cedeplar, Universidade Federal de Minas gerais — UFMG, Brasil. Coordenador do Grupo de Pesquisas “Economia da Ciência e da Tecnologia”.

Inscrições clique AQUI

Não será cobrada a taxa de participação, porém as vagas são limitadas.

Faça sua inscrição até o dia 21 de janeiro


Kiva – o orkut da Filantropia.

Janeiro 13, 2008

Muitos de vocês já viram na Veja, sob o título “orkut da filantropia“.

Realmente, o KIVA é tudo isso mesmo e um pouco mais. Além de emprestar dinheiro, é possível conhecer quem está recebendo o dinheiro, aconselha-lo sobre a melhor forma de investir e acompanhar do começo ao fim a evolução do negócio.

O conceito de desenvolvimento do Kiva, baseado em micro-financiamento de empresas familiares, com a captação do recurso feita exclusivamente pela internet. Quem empresta o dinheiro conhece quem e qual negócio está ajudando e acompanha quando quiser a evolução deste. Além de ensinar a pescar, a Kiva empresta a vara até que a peixaria esteja pronta para comprar seu próprio equipamento!!!

O sistema tem transparência total em relação ao destino do seu dinheiro e o contato face a face (mesmo que mediado pela internet) com a outra pessoa sensibiliza e motiva as pessoas a se engajarem no projeto.

Essa motivação foi tanta que, ao entrar hoje no site da KIVA, eles não estão, provisoriamente, recebendo nenhum empréstimo porque TODOS os negócios que eles apoiavam estão INTEIRAMENTE financiados!!!

Fantástico, não?


As plataformas de inovação

Janeiro 10, 2008

Novamente a HSM tem um ótimo artigo , escrito pelo pessoal da Bain & Company sobre plataformas de inovação, mas só para pessoas cadastradas (gratuito, se você acompanha este blog sugiro que cadastre já que tem muita coisa interessante sobre inovação que sempre posto aqui).

A idéia é: antes de fazer inovação, planeje e veja o que você quer e de que maneira. O artigo utiliza o estudo de caso da Clorox e Danone e Gillete

Abaixo, alguns fragmentos:

“Projetar o potencial de uma plataforma exige trabalho duro, mas, uma vez que isso tenha sido feito, permitindo à empresa comparar a atratividade de várias plataformas, a inovação se torna muito mais eficiente, porque não é mais feita a partir do zero. Observamos que as fabricantes de bens de consumo embalados costumam cortar entre 20% e 30% do tempo de desenvolvimento dos produtos ao usar plataformas de inovação.
 

Nosso trabalho com empresas líderes da área de bens de consumo em todo o mundo tem nos mostrado que os inovadores mais bem-sucedidos fazem o contrário: selecionam poucas idéias cuidadosamente e desenvolvem apenas as que representam maior potencial de vendas. Isso deixa mais dinheiro para as atividades de lançamento, o que dá aos produtos maior chance de aceitação no mercado.”


Web 2.0 e a Geração “C”

Janeiro 10, 2008

Esse vídeo do youtube mostra como Rafinha, um jovem de 16 anos que representa toda uma geração, tem sua vida baseada na web 2.0.

De quebra, dá para entender um pouco sobre como a globalização e o surgimento da web 2.0 tem impactado a vida das pessoas, principalmente os jovens que tem até 20 anos. A tecnologia é parte integrante de suas vidas e define suas relações e ações sociais cotidianas.

O vídeo foi criado por Gustavo Donda e a equipe da TV1, apresentado na 1ª Conferência Web 2.0 sobre a revolução da comunicação e na economia causada pelas mudanças tecnológicas.

Recebi a dica sobre ele do Alfredo, que recebeu do Fábio (olha a rede social funcionando para a produção deste blog também).


O retorno do debatedouro

Janeiro 9, 2008

O debatedouro é um site onde se discute relações internacionais em suas mais variadas vertentes (política externa, economia política internacional, artes, história das relações internacionais, etc).

A novidade (nem tão nova assim, diga-se de passagem) fica por conta do blog dos editores.

A partir de agora, ambos ficam linkados aqui!


Eleições e o boca a boca

Janeiro 8, 2008

Mais sobre os EUA. 

O que conta mais para um candidato? Gastar dinheiro com propaganda ou o boca-a-boca da população.

Essa notícia analisa o que aconteceu em Iowa para mostrar que o que ganhou a votação lá foram as pessoas conversando umas com as outras, sobre quem é ou não é bom…


Eleiçoes USA

Janeiro 8, 2008

Com as primárias nos EUA acontecendo, tenho certeza que todos nós ouviremos muito sobre Hillary Clinton, Barack, Giuliani e McCain…

Então, entre aqui e veja que bela aplicação de redes para visualização dos candidatos e a interação (negativa, acredito) deles com os outros candidatos ao longo dos debates.

Cada vez que um candidato fala sobre o outro, riscamos uma linha ligando um ao outro. Veja, por exemplo, como Hillary Clinton é “citada” por outros dos democratas e dos republicanos… não é à toa que começou perdendo em Iowa!!!


Economia e Território

Janeiro 7, 2008

Economia e Território, o livro organizado pelo Prof. Clélio Campolina e Prof. Mauro Borges é o livro da semana na sessão “livros bacanas“.

Para quem gosta de economia regional, é um prato cheio, além da temática da inovação (habitats de inovação, distritos marshalianos, transbordamentos tecnológicos, economia do conhecimento, etc) estar presente em praticamente todos os artigos da obra.


Comunidades de Prática e Governo 2.0

Janeiro 7, 2008

Estes são alguns artigos que estou estudando sobre comunidades de prática e governo 2.0.

Comentarei brevemente sobre cada um deles:

The Blogging Revolution: Government in the Age of Web 2.0

O artigo trata sobre blogs governamentais e como eles tem diminuido a distância entre governantes e governados nos EUA.

Esse movimento, de usar a tecnologia da informação para criar mais transparência governamental e participação social nas coisas públicas tem sido chamado de “democracia 2.0“, “cidadania 2.0” ou “governança 2.0“.

Eu prefiro o termo “governo 2.0” e acho que é a grande chance de criarmos um governo que foque suas ações nas necessidades da população, além de fortalecer a participação e democracia.

Ainda não terminei de ler este artigo.

Quando terminar, volto a comentar.

Good practice exchange from a Web 2.0 point of view

O artigo fala sobre a criação de comunidades de prática por meio da web 2.0 e de ação colaborativa de seus membros.

Entre os casos de sucesso, está uma comunidade de desenvolvimento social (ongs, organizações internacionais e qualquer pessoa que queira melhorar o mundo), um portal governamental para discussão entre usuários e provedores de serviços públicos (ou ao menos serviços de interesse público) e um portal que visa facilitar o encontro real de pessoas com o mesmo interesse.

Vale a pena ler.

Futuramente comentarei sobre cada um dos casos apresentados.

Organisational Solutions for Overcoming Barriers to eGovernment

Esse artigo é o resultado de uma pesquisa que identificou as barreiras ao governo eletrônico e soluções para estes problemas.

As barreiras são:

  • Coordenação entre os níveis de governo federal, regional e local.
  • Resistência à mudança por parte de funcionários governamentais.
  • Falta de operacionalidade entre sistemas de TI.
  • Baixo nível de uso de internet por parte de alguns grupos.
  • Falta de apoio político para projetos de governo eletrônico.

O artigo (e as soluções apresentadas) é muito inspirador para aqueles que pretendem montar serviços de governo eletrônico.

Collaborative Knowledge Networks – Deloitte Research

“Communities of practice are self-organizd and self-directed groups of people, informally bound together by a common mission and passion for a joint enterprise”

Pelo jeitão do artigo, vale a pena.

Infelizmente ainda não tive tempo de ler.

Comentarei sobre ele em um post futuro.


Triple Helix no Japão

Janeiro 4, 2008

Outro artigo do Professor Loet.

Dessa vez ele mensura a economia do conhecimento por meio do triple helix (veja no post anterior) no Japão, comparando posteriormente com o Canadá. O método de mensuração é baseado nas publicações científicas e na co-autoria destas, a fim de que possamos observar as interrelações entre indústria, academia e governo (por exemplo, se um membro do governo escreve um artigo científico com um cientista da academia, temos um link observado entre ambos – o agregado de todas as co-autorias em vários anos pode nos informar sobre o que está acontecendo no ambiente de inovação do país).

“International co-authorship relations and university-industry-government (“Triple Helix”) relations have hitherto been studied separately. Using Japanese (ISI) publication data for the period 1981-2004, we were able to study both kinds of relations in a single design. In the Japanese file, 1,277,823 articles with at least one Japanese address were attributed to the three sectors, and we know additionally whether these papers were co-authored internationally. Using the mutual information in three and four dimensions, respectively, we show that the Japanese Triple-Helix system has continuously been eroded at the national level. However, since the middle of the 1990s, international co-authorship relations have contributed to a reduction of the uncertainty. In other words, the national publication system of Japan has developed a capacity to retain surplus value generated internationally. In a final section, we compare these results with an analysis based on similar data for Canada. A relative uncoupling of local university-industry relations because of international collaborations is indicated in both national systems.”


A Economia do Conhecimento (Triple Helix) na Hungria

Janeiro 4, 2008

Uma das áreas de pesquisa mais aclamada dentro da economia do conhecimento é o modelo Triple Helix, sobre a interrelação entre governo, academia e empresas.

Esse artigo é o mais novo que o Prof. Loet Leydesdorff, um dos autores da teoria, publicou: 

 How can the knowledge base of a transition economy be measured? Building on previous studies in the Netherlands and Germany, we combine the perspective of regional economics on the interrelationships among geography, technology, and organization with the triple-helix model of university-industry-government relations, and use the mutual information in three dimensions as an indicator of the configurations. Our data consists of firms categorized in terms of sub-regions (proxy for geography), industrial sector (proxy for technology), and firm size (proxy for organization). The results indicate that the knowledge base of Hungary is strongly differentiated in terms of regions. Budapest and its agglomeration are central to the country on every indicator. In the north-western part of the country, foreign-owned companies and FDI disturb an etastistic triple helix dynamics which is still dominant in the eastern part of the country. However, the national level seems no longer to add to the synergy among the regional innovation systems. Further analysis of the knowledge-intensive services and its high-tech components reveals that the transition from the planned economy to integration in the European common market is not yet completed.


Six Degree of Separation – the experiment

Janeiro 2, 2008

Dizem por aí que você está conectada à qualquer pessoa do mundo por em média, 6 pessoas.

Isso quer dizer que você conhece uma pessoa que conhece uma pessoa que conhece… e na sexta pessoa você alcançará, em média, qualquer pessoa no mundo!!!

Por meio de 6 apertos de mão (em média), você consegue ser apresentado ao George Bush, Lula ou a um camponês de Papua Nova Guiné!

No facebook estão fazendo um experimento nesse sentido no the 6th degree experience. Em 5 semanas receberam 3,5 milhões de adesões!!!!

Um experimento similar, que já está em funcionamento por mais tempo, tem menos adesões mas mais embasamento teórico, é o Small Words Experiment, do Prof. Duncan Watts, autor do livro Six Degrees, the Science of the Connected World, da Universidade de Columbia.