Indicadores de Inovação Tecnológica Empresarial nas Regiões do Brasil: Análise de Dados da PINTEC 2003-IBGE
indicadores-inovacao.pdf
“O artigo pretende responder a pelo menos três questões principais. Que elementos conceituais poderiam compor um quadro teórico-conceitual capaz de retratar mais adequadamente o processo de inovação tecnológica que ocorre nas empresas que atuam nos países em desenvolvimento, que a exemplo do Brasil, conformam um espaço tecnologicamente periférico? Qual é a experiência brasileira no que diz respeito à geração e aplicação de indicadores de inovação tecnológica no contexto das organizações empresariais? O que dizem os indicadores acerca do processo de inovação tecnológica empresarial que ocorre nas diferentes regiões do Brasil?”
O artigo acima foi gentilmente cedido para divulgação nesse blog pela Profa. Elisa Maria Pinto da Rocha, pesquisadora da FJP e doutora em Ciência da Informação pela UFMG.
Por que indicadores de inovação são tão importantes?
Talvez pelo fato de não estarem plenamente constituidos, principalmente nos países periféricos tecnologicamente.
A Profa. Elisa argumenta que periféricos produzem inovação incremental enquanto os países desenvolvidos produzem inovação radical.
Existem indicadores de inovação bem desenvolvidos, mas nem sempre são adequados à especificidade da inovação (e do modo como é produzida) do terceiro mundo.
Buscar elementos conceituais para atender à essas característica é algo muito salutar. Precisamos de indicadores robustos para que possamos entender melhor como a inovação ocorre por estas bandas.
Do jeito que está, minha impressão é que temos indicadores de inputs (leia-se: verba governamental e dinheiro colocado pela própria empresa para P&D e inovação), de outputs (patentes, por exemplo) e continuamos totalmente ignorantes sobre o que acontece na caixa preta (dentro da empresa).
A sugestão da Profa. Elisa para que algum aspecto da gestão da empresa também seja incorporada nos indicadores de inovação acerta o alvo em cheio!
Adicionaria também, embora seja suspeito, alguns dados relacionais (existência de ligações da empresa com a academia, rede de fornecedores e clientes, rede social do dono da empresa).
São dados muitas vezes de difícil obtenção, mas está no âmago do processo inovador!
Novembro 20, 2007 às 5:43 pm |
ei orozco!
parabens pela iniciativa, muito legal mesmo.
queria sentar com vc depois pra conversar sobre essa história de redes, tenho um trabalho nesse campo e estou muito interessado.
um abraço,
gustavo jardim
Novembro 20, 2007 às 11:45 pm |
Olá Gustavo!
Tudo bom com você?
Será ótimo conversarmos sobre redes. Tem muita coisa legal sendo feita, inclusive na área de desenvolvimento social, economico e comunitário.
Te ligo para a gente combinar.
Abs,
Renato Orozco