UFMG e a cooperação internacional

Novembro 16, 2007

Essa iniciativa aqui parece legal!

Mas no geral, as universidades brasileiras são péssimas na questão internacional.

Compare o número de estudantes estrangeiros em universidades brasileiras com universidades americanas, japonesas ou outras (deve ter algum dado global sobre isso em algum lugar da internet). Tirando alguns angolanos, moçambicanos e bolivianos nas universidades públicas, não existe quase nada!!!

O problema é que, do ponto de vista da inovação (difusão e criação) esse contato internacional com pessoas e formas de pensar de outros países é essencial. Castells diz mesmo que o grande crescimento de Bangalore na India se deu por causa dos estudantes indianos que estudaram e depois trabalharam no vale do silício nos EUA.

No Japão, várias universidades tem grande parte de suas aulas em inglês por causa do público estrangeiro que vai para lá. Tá certo que é um problema de demografia, sem os estrangeiros as universidades teriam que fechar e tem muito apoio governamental para isso no Japão. Mas com isso o Japão fica mais conectado com o resto do mundo.

Na cidade que morei na Índia, eram vários os estudantes provenientes do Oriente Médio (sobretudo Jordânia).

Não conheço universidade no Brasil onde as aulas sejam em inglês.

Poderiam começar essa reforma. A universidade que fizesse isso daria um grande passo!!!

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Com o mesmo objetivo, poderiam pegar leve na burocracia para com aqueles que estudaram no exterior e voltaram.

Uma revalidação de diploma na UFMG (para ele ser reconhido pelo MEC) demora seis meses, eles só aceitam a documentação em Novembro e pedem um tanto de coisas para lá de bizarras!

Se para um brasileiro como eu o processo é demorado, difícil e irritante, imagina para um estrangeiro que tenha vontade de fazer um mestrado ou doutorado aqui no Brasil?

Coitado, sem chance nenhuma!!!


Google e os Objetivos do Milênio (MDG’s)

Novembro 16, 2007

A ONU (PNUD) e a empresa Google firmaram um acordo no âmbido do Millenium Development Goal (MDG’s), que visa reduzir a pobreza mundial pela metade (além de outras metas) até 2015!!!

O resultado é um site onde você encontra os dados de cada meta, para cada país e o progresso ao longo dos anos de forma clara, fácil e interativa !

 

A notícia está aqui e o fruto da cooperação está aqui!


Um indicador para o conhecimento

Novembro 16, 2007

Knowledge Economic Index e sua metodologia.

O índice é um agregado de indicadores de inovação, educação, ICT e ambiente institucionais:

 Alguns pontos interessantes:

É possível listar os países de acordo com o Knowledge Economic Index, Knowledge Index, Regime de Incentivo Econômico, Inovação, Educação e ICT.

Os campeões de Knowledge (Economic) Index são os países escandinavos, enquanto o Brasil ocupa a posição 51 e 54.

Já sobre incentivos econômicos os campeões são, surprise surprise, Cingapura e Hong Kong.

Eu sempre tive muito interesse no modelo econômico dessas cidades estados.

A economia deles, altamente capitalista e intervencionista, é baseada na economia de network: portos imensos e eficientes; mercados financeiros desregulamentados e globalizados; população gigantesca de profissionais expatriados vivendo nessas cidades.

Não é a toa que estão no grupo top de cidades globais (para mais do mesmo, veja este artigo e minha tese).

O Brasil, em termos de incentivos econômicos, é o 73!

Em inovação estamos em 50 e a Suiça é a campeã.  Em educação estamos em 53 e em ICT 57.

Este post é, como de costume, culpa do Shikida.