Novembro 30, 2007
Com apenas um mês de vida o Innovation Economics atinge 1000 visitas.
Mais do que um marco, é um estímulo para que eu continue o trabalho, adicione links sobre o assunto, encontre notícias e assuntos interessantes e me dedique ainda mais.
Obrigado a todos os visitantes!
Tentarei melhorar sempre, trazer melhores assuntos, linkar coisas boas, etc.
Feedbacks are always welcome!
Ahh, e para deixar claro que fiz o dever de casa, aqui algumas dicas legais para um blog corporativo!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 29, 2007
É uma idéia muito criativa: se temos empresas (seekers) com problemas e pessoas (solvers) que podem dar uma solução à esses problemas, porque não juntar ambos em um ambiente tão abrangente e universal como a internet?
Com os incentivos adequados ($$$), a innocentive cria um mercado entre instituições buscando soluções e inovações e pessoas trabalhando para resolve-los.
O sistema trabalha com problemas da química, biologia, física e… ciências sociais e gerenciais!
Esse anúncio me chamou a atenção:
“INNOCENTIVE 5656095 Ideation
Viral marketing ideas for InnoCentive Solver recruitment
POSTED: NOV 29, 2007 DEADLINE: DEC 31, 2007 $5,000 USD
The Seeker is looking for viral marketing ideas for the recruitment of millions of new InnoCentive Solvers. You do not actually need to be an expert in marketing or advertising to work on this challenge. What matters most is your creativity and common sense as a professional, consumer, and individual. “
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inovação |
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Escrito por renatoorozco
Novembro 29, 2007
Chamada para Ações de Apoio à Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia (CNPq)
Apoiar projetos de popularização da Ciência e Tecnologia das universidades, instituições de pesquisa, museus, centros de ciência, planetários, fundações, entidades científicas e outras instituições. Trata-se de incentivar atividades que propiciem a difusão e popularização da ciência e tecnologia junto à sociedade brasileira, a instalação e o fortalecimento institucional de museus e centros de ciências e outras iniciativas que promovam a divulgação científica e a melhoria da qualidade do ensino informal das ciências.“
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Escrito por renatoorozco
Novembro 28, 2007
Esse é um primeiro resultado do projeto One Laptop per Children (OLPC). Claro que fotos de crianças com computadores e um artigo falando do projeto piloto na Nigéria não substitui uma boa pesquisa econômica de avaliação de resultados.
A idéia é muito boa. Produzir um laptop resistente (pois vai ser usado por crianças), com software grátis (doado pela microsoft ou linux) para reduzir a exclusão digital logo na fase escolar.

Como os recursos são escassos, vem a pergunta: o mesmo dinheiro seria melhor investido em qualificação dos professores, livros, construção de escolas, material escolar, transporte até a escola ou qualquer outro “insumo” da educação?
Acredito que possa ser melhor investido. Tenho medo que o computador seja roubado ou subaproveitado e vire sucata ou produto de escambo.
Mas mesmo assim, dificilmente outro projeto conseguiria ganhar a mídia e apoio da indústria como esse. A idéia é inovadora e faz sentido: por ser novidade, o laptop pode fazer com que a educação (estudar matemática por exemplo), se torne uma brincadeira
E todo o projeto tem seus riscos.
Uma gestão participativa, dando poder, responsabilidades e qualificação para a comunidade local (professores, família, funcionários – estou pensando em algo bem grassroot) pode fazer com que seja uma ação muito efetiva em prol da educação da próxima geração.
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Escrito por renatoorozco
Novembro 28, 2007
Sobre o evento anunciado aqui, mudou o endereço (veja abaixo)
O Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto
Duque Portugal, – em continuidade ao “Ciclo de Palestras: Ciência,
Tecnologia e Inovação” – convida para a palestra “C, T&I: mudanças
estruturais, escalas territoriais e arranjos institucionais?, a ser
proferida pelo Diretor Presidente do Parque Tecnológico de Belo Horizonte –
BH-TEC e Professor Titular da FACE/CEDEPLAR – UFMG, Dr. Clélio Campolina.
Data: 30/11/2007 ? sexta-feira
Horário: 14h00
Local: Auditório da Utramig
Av. Afonso Pena, 3400 ?Cruzeiro
Belo Horizonte – MG
Local: Auditório da Utramig
Av. Afonso Pena, 3400 ?Cruzeiro
Belo Horizonte – MG
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Escrito por renatoorozco
Novembro 27, 2007
Essa revista aqui fala muita coisa sobre inovação.
O ruim é que é cara.
O bom é que tem conteúdo na internet.
O ruim é que tem que cadastrar.
Mas grande parte do conteúdo é de graça e, como já disse, muita coisa boa.
Aqui vão algumas dicas:
“O grande equívoco da inovação” fala que não adianta ficar obcecado em fazer inovação, descobrir alguma coisa totalmente nova. É preciso saber o que se quer descobrir. Para nau sem rumo, não há vento que ajude!
“O que realmente importa não é a engenhosidade da invenção, a alta tecnologia empregada, mas a pertinência de sua aplicação para dar a solução perfeita desejada pelo comprador.”
Essa outra é uma entrevista com o Jim Collins, autor do livro “Build to Last: Successful Habits of Visionary Companies” (não li, mas pela entrevista é um bom livro para colocar no wish list do amazon – fica para o dia que eu abrir uma empresa)
Aqui vão fragmentos da entrevista. A mensagem é clara: nem sempre a empresa que inova é a empresa que vence! Quem copia de forma mais eficiente e barata se dá bem!
“Em anos recentes, o conceito de inovação vem ocupando um lugar preponderante entre os ideólogos do management e dos negócios. No entanto, não é mencionado em seus livros. O sr. também não o menciona na sua palestra. De fato, no seu livro, o senhor afirma, não sem certa satisfação, que nenhuma das grandes empresas dos últimos anos foi pioneira em tecnologia.
É que a inovação não desempenha um papel importante para que uma empresa se destaque!
Esse tipo de afirmação não vai lhe dar muita popularidade entre os leitores da Wired.
Não, claro que não. Mas,… ensine-me a evidência! Gerard Tellis e Peter Golder escreveram um livro fascinante chamado Will and vision: how latecomers grow to dominate markets. No livro estudam dezenas e dezenas de casos de várias áreas industriais e de mercado; em todos eles a conclusão é a mesma. Quase nunca a empresa que inovou ou inventou um produto se tornou a empresa dominante do mercado. É uma linda peça de pesquisa que demonstra que a inovação raramente vence. Agora, não quero que você coloque na reportagem: “‘A inovação é má’, afirma Jim Collins.” Não me cite dizendo isto. Meu coração está com os inovadores, mas quase nunca são as empresas vencedoras. A única exceção na que posso pensar é o caso da Intel e o microprocessador.
Um caso paradigmático nesse sentido poderia ser o da Apple e da Microsoft.
Exato! Sou um admirador de ambos personagens, tanto de Steve Jobs como de Bill Gates, mas é claro que Apple foi a inovadora. Nos anos 80, a Microsoft copiou tudo da Apple e, no entanto, desde 1986 a Microsoft superou a Apple em termos quase exponenciais. Levemos o debate para outras áreas. PSA e Southwest. Quem foi a inovadora das companhias aéreas, quem foi que inventou novos modelos? PSA. Quem domina hoje o mercado? A Southwest. Quem inventou a indústria bio-tecnológica? Genentech. E hoje quase todas as empresas do setor a superam.
Agora, o pior do caso é que com o passar do tempo o inovador não fica apenas atrás, mas também perde o crédito de suas descobertas. O caso da Southwest é muito demonstrativo. A maioria das pessoas acredita que a Southwest revolucionou o modelo das companhias aéreas, mas se você pesquisar o setor, você vai descobrir que a Southwest não apenas copiou, mas também copiou modelos que eram cópias de outros modelos.
O mesmo acontece com a tecnologia. Muitas pessoas acreditam que a AOL era uma empresa inovadora, mas foi a quarta empresa que entrava no jogo on-line nos anos 90. Inclusive com a Apple passa algo similar. Se bem Jobs é um inovador genuíno, não podemos esquecer que copiou muito de outros modelos, como o da Xerox. É que o caso da Apple é mais um caso de triunfo cultural. Jobs retorna e retorna. Duvido que a Apple chegue a superar a Microsoft, mas o fato de que você anda pela rua e veja as pessoas com seus iPod, ou de ver os filmes da Pixar nos primeiros lugares, fala muito bem de Steve Jobs como personagem cultural. Mas isso não significa que ele vai ganhar no terreno empresarial. Estrategicamente, inclusive, poderia se argumentar que é nocivo inovar demais.
Retomemos o caso da Intel, que é uma raridade, pois o inovador venceu. Lembro de uma entrevista onde perguntaram para Andy Grove qual seria a “próxima grande coisa”, qual seria a próxima tendência que ia revolucionar o mundo, e ele respondeu:
“Essa é uma forma muito perigosa de pensar”. E respondeu isso porque ele sabe que quando o microprocessador deixar de ser “a grande coisa”, então surgirá uma margem de estratégia na qual a Intel pode deixar de ser líder, porque não vai importar tanto se é a Intel quem conceber a inovação ou não. Sempre haverá alguém que copie o modelo de uma forma mais barata e com maior rendimento E é o curioso o caso da Intel, porque não falamos de outras coisa que não seja o microprocessador desde finais da década dos 70.
Sim, certamente. Deve de falar algo assim como “o Windows não apenas é a grande coisa, também é a coisa verdadeiramente grande”. Para que construir outra? Não seria sábio em termos estratégicos. Ser inovador demais poder ser um passivo. E eu adoro a inovação, adoro o que é novo, mas essa é a realidade.
Tanto o artigo como a entrevista vão na contramão do senso comum, dizendo que, pera lá, esse modismo de inovação também não é isso de que falam! Primeiro, não basta sair querendo inovar que nem doido. É preciso planejamenteo. Segundo, quem inova sai na frente mas se não tiver gestão, competitividade e eficiência, rapidamente vem um concorrente e faz a mesma coisa, só que melhor.
A HSM vai para a sessão de links. Recomendo quem se interessa pelo assunto e acompanha esse blog a se cadastrar. Muitas outras dicas legais virão.
PS: Desculpa pelo festival de fontes e tamanhos desse post. Foi incompetência tecnológica minha mesmo!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 26, 2007
Quando sai alguma novidade no mercado – digamos: uma televisão que grava automaticamente todos os começos de filmes para que você não pegue os filmes pela metade – você fica na fila para ser o primeiro a comprar, espera outras pessoas comprarem e te falarem se é bom ou ruim ou é sempre uma das últimas pessoas a se atualizarem.
Claro que depende da inovação: eu por exemplo usei um celular Nokia 5125 até bem recentemente e comprei um Nintendo Wii quando tinha acabado de lançar (no Japão!!!)
Mas então, existem alguns estudos sobre o assunto e muita coisa boa sobre isso sendo estudado pela economia em conjunção com a psicologia. Agora não vou poder colocar como referência mas já li um estudo bacana sobre a difusão de uso de sementes transgênicas como função da rede social dos fazendeiros de uma determinada região.
Para a galera do desenvolvimento, informação sobre planejamento familiar, financeiro, cuidados com a saúde, etc, também “viajam” por estas redes sociais (embora não tão rápido como a informação de que tem gente distribuindo dinheiro nas redondezas, como o bolsa família – aliás, é o tipo de programa que não precisa de divulgação nenhuma para ficar conhecido!) .
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Escrito por renatoorozco
Novembro 26, 2007
Game Over!
Sorry. You have spent all the time given for your innovation project. If you had eleven or more adopters you succeeded better than the average past player. If you had five to ten adopters, you still did better than many real-life change agents.
In any case, please don’t forget to visit the game log page to review your game strategy to see if you can articulate what tactics seemed to work and which did not. What advice might you give to future change agents?
He he he, esse joguinho me consumiu algum tempo ontem à noite.
Mas vale muito a pena, principalmente se você trabalha com a difusão de uma inovação dentro de uma organização.
Como é de se esperar, a chave para o sucesso é conhecer seu público alvo, saber quem influencia quem e quais são pessoas chaves que tem mais propensão para adotar uma inovação.
Não se engane, tem muito osso duro de roer lá!
Se você jogar, não se esqueça de colocar o resultado aqui para compararmos quem é o “lobby man”!!!
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Novembro 26, 2007
Bullying é o ato, sem tradução que eu conheça em português, de maltratar um dos membros de um grupo, usualmente na época escolar quando crianças podem ser inacreditavelmente cruéis.
No Japão é chamado de “ijime” (maus tratos) e é um problema muito sério nas escolas primárias e secundárias.
Aqui no Brasil, com certeza acontece (o menino gordo e feio que é ridicularizado pelos colegas e apanha depois da aula sem motivo)
Agora, essa notícia aqui previsivelmente diz que as redes sociais online estão servindo de ferramenta para o bullying.
Alguns fragmentos:
“Social networking has rapidly transformed the way we interact with each other, and has started to redefine the idea of friendship, making it something much more nebulous than in pre-web days. But where casual friendship thrives, so does casual enmity. The free association that social networking sites put within everyone’s reach cuts both ways, creating an equally fast, free and easy tool for those who do not want to be our friends. And the social pressure users feel to create more and more connections scatters personal information about themselves more and more” indiscriminately.
Como o Facebook agora é uma plataforma aberta, em que os próprios usuários (programadores) criam novas aplicações (widgets), apareceu também a possibilidade de criar “listas de inimigos”. Veja só:
“Enemybook
Goes under the strap line ‘Keep your friends close, and your enemies closer’.
Set up as a riposte to the perceived bogus nature of many online friendships, Enemybook runs off the back of Facebook.
It allows you to add people as Facebook enemies below your friends, specify why they are enemies and notify them that they are enemies. You can also see who lists you as an enemy, and even become friends with the enemies of your enemies.
Snubster
Similarly to Enemybook, Snubster derides the notion of social networking sites, and can run off Facebook. Users can build lists of personal enemies from their Facebook contacts, who will then be sent a snub and will be alerted that they are either ‘On notice’ or ‘Dead to me’.
Hatebook
Modelled on the Facebook concept, and with an almost identical layout, Hatebook offers a less friendly approach to the world of social networking. You can befriend ‘Other haters’, and your homepage alerts you when ‘Other fricking idiots’ contact you. The site also provides you with an ‘Evil Map’, marking the locations of other users. The antithesis to Facebook’s emphasis on making friends, this is an open forum for abuse and aggression.”
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Novembro 24, 2007
A lei de Metcalfe é simples: o valor de uma rede para o usuário é proporcional ao quadrado do número dos usuários no sistema (n2).
Derivado disso temos que:
1) Quanto maior a rede, maior o seu valor para o usuário
2) Existem dificuldades para “novos entrantes” em um mercado em rede (por exemplo, imagine um novo tipo de telefone, mais barato e melhor, mas que não consegue dialogar com os telefones existentes – quem compraria um telefone desses?)
3) Se o valor da rede em seus momentos iniciais é muito baixo, seu custo (não só medido por dinheiro, mas também por tempo gasto para entrar na rede, facilidade para aprender o sistema, etc), deve ser menor.
Qual das redes abaixo você acha quem tem mais valor?

Metcalfe’s law – Wikipedia, the free encyclopedia
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Novembro 24, 2007
Trata-se do blog do Leonardo Monastério.
O Leonardo é Professor da Universidade Federal de Pelotas. O que ele tem de de interessante para o tema de inovação, além de ser um ótimo economista, é sua especialidade em economia espacial.
Isso porque a geografia (e mais especificamente a geografia econômica) tem muito a ver com o processo de criação de inovação. Temas como habitats da inovação, clusters, transferência de tecnologia, cidades globais, etc.
Veja então as recomendações de livros que ele tem logo na página principal (um dia, juro, devorarei estes livros). Olhe também a lista de top 10 tem Jane Jacobs pensando cidades como locus de produção de new work; tem a new economic geography de Krugman; tem Putnam falando de capital social e vários outros que não conheço mas sei que devo ler cedo ou tarde!
Ahh, e tem serviço público sobre eventos (ok, esse vai ser um novo post), curiosidades, etc.
Também, o blog do prior blogando está nos favoritos. Fiquei sabendo desse blog hoje, pelo meu colega Renato Bracarense. Ele me mostrou um post sobre Web 3.0 e novas formas de hiperlink. Depois, fucei mais um pouquinho e tem vídeo falando como a lei está ferrando com a criatividade!
Um blog para ser monitorado every now and then…
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Escrito por renatoorozco
Novembro 23, 2007
Para quem não sabe, Francisco Gaetani é o modelo de gestor governamental a ser seguido. Foi um dos idealizadores e fundadores da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, Diretor da Escola Nacional de Administração Pública, Coordenador da área de Governo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Doutor pela London School of Economics e (ufa!!!) Secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Aqui vão alguns fragmentos da entrevista feita pela revista “Desafio”, do Ipea:
Desafios – Estados e municípios têm bons exemplos de políticas de gestão que tenham dado certo?
Gaetani – Posso citar vários. Na área de atendimento ao cidadão, o Poupa Tempo, em São Paulo, é um bom exemplo. O Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Bahia é outro. Minas Gerais também introduziu uma série de iniciativas.Há muitas políticas de gestão pública inovadoras nos estados. Por quê? Porque os estados têm se beneficiado do aprendizado que o governo federal está tendo e que tende a se derramar às administrações estaduais e municipais. É o caso, por exemplo, dos pregões eletrônicos, compras de remédios e outros.Por outro lado, há também um movimento inverso. Se a experiência federal transborda para os estados, há experiências estaduais que estão subindo para o Planalto. Basta dizer que, se formos rastrear a origem do Programa Bolsa Família, vamos chegar às experiências dos governos Cristovam Buarque, no Distrito Federal, e da Prefeitura de Campinas, em São Paulo.
Desafios – Como ex-diretor da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em sua opinião, a formação da mão-de-obra destinada à administração pública é adequada?
Gaetani – Mais que ex-diretor da Enap, fui diretor da Escola de Governo de Minas Gerais, que foi o primeiro curso de administração pública do Brasil, em um ranking de 1.435 escolas. Acredito na formação como uma política de longo prazo e acho que temos de investir simultaneamente na formação, na educação continuada, na profissionalização, em cursos públicos, e isso tem de ser feito constantemente, e não espasmodicamente. A Enap é importante ao coordenar as várias escolas de governo da administração federal. No plano estadual, estamos mandando para a Europa um conjunto de profissionais de várias escolas de governo, e achamos que isso tem de ser institucionalizado. A capacitação é uma dimensão da política de profissionalização da gestão.
Desafios – O Brasil analisou e aproveitou alguma das experiências de gestão realizadas por outros países, como a Nova Zelândia?
Gaetani – É preciso salientar que as mudanças da Nova Zelândia começaram em 1992. A Lei de Responsabilidade Fiscal – e poucos sabem disso – foi inspirada na Nova Zelândia. É um país que tem uma população menor que a da cidade de Belo Horizonte e um rebanho de 80 milhões de ovelhas. Temos que ver sempre o que é factível de aproveitar, e com muito cuidado. Eles começaram muito antes o processo de modernização do Estado, e isso prossegue até hoje.O Chile, a França e o Reino Unido também tiveram experiências interessantes nessa área. Há um debate internacional fluindo e procuramos acompanhar aqui no Brasil. Acho que temos de prestar atenção nos países com os quais temos um parentesco cultural maior, como Portugal e Espanha, que se modernizaram bastante recentemente. São países cuja matriz jurídica e tradições culturais são mais próximas das nossas. Defendo ainda um diálogo mais estreito com os Estados Unidos,país federalista e presidencialista como o Brasil. Eles têm experiências ótimas, principalmente nos governos estaduais, grandes inovadores na gestão.
Clique aqui para a entrevista completa!
Os grifos em negrito são meus.
Em primeiro lugar, tenho que dizer que enche de orgulho vê-lo citar, como “mais do que diretor da Enape, fui diretor da EG/FJP”. Ser a melhor do ENAPE em um ranking de 1435 escolas é algo fantástico e tem que ser valorizado, principalmente tendo em vista que a carreira após o curso tem deixado a desejar.
Em segundo lugar, o que eu já venho falando aqui tem um tempo: precisamos olhar o que está acontecendo à nossa volta e encontrar best practices de gestão governamental que podem ser copiadas aqui. Não existe copyright para o desenvolvimento. Se uma idéia está dando certo em outro lugar e pode dar certo aqui, por que não aprender e reproduzir aqui?
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Escrito por renatoorozco
Novembro 21, 2007
Pronto!
Agora sem erros na fórmula!
O e-book sobre teoria econômica e ditados populares voltou melhor e com fórmulas corrigidas, sem erro de português e com vários novos artigos!
Para fazer o download (o meu artigo mostra porque ninguém gosta de casar cedo!!!), clique aqui!!!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 21, 2007
Saiba tudo com o Professor Clélio Campolina!!!
Ciclo de Palestras: Ciência, Tecnologia e Inovação
“C, T&I: mudanças estruturais, escalas territoriais e arranjos institucionais”, a ser proferida pelo Diretor Presidente do Parque Tecnolólico de Belo Horizonte – BH-TEC e Professor Titular da FACE/CEDEPLAR -UFMG, Clélio Campolina.
Data: 30/11/2007 – sexta-feira
Horário: 14h00
Local: Auditório Carlos Ribeiro Diniz
Fapemig – Rua Raul Pompéia, 101 – 12º andar – São Pedro.
Belo Horizonte – MG
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Novembro 19, 2007
Indicadores de Inovação Tecnológica Empresarial nas Regiões do Brasil: Análise de Dados da PINTEC 2003-IBGE
indicadores-inovacao.pdf
“O artigo pretende responder a pelo menos três questões principais. Que elementos conceituais poderiam compor um quadro teórico-conceitual capaz de retratar mais adequadamente o processo de inovação tecnológica que ocorre nas empresas que atuam nos países em desenvolvimento, que a exemplo do Brasil, conformam um espaço tecnologicamente periférico? Qual é a experiência brasileira no que diz respeito à geração e aplicação de indicadores de inovação tecnológica no contexto das organizações empresariais? O que dizem os indicadores acerca do processo de inovação tecnológica empresarial que ocorre nas diferentes regiões do Brasil?”
O artigo acima foi gentilmente cedido para divulgação nesse blog pela Profa. Elisa Maria Pinto da Rocha, pesquisadora da FJP e doutora em Ciência da Informação pela UFMG.
Por que indicadores de inovação são tão importantes?
Talvez pelo fato de não estarem plenamente constituidos, principalmente nos países periféricos tecnologicamente.
A Profa. Elisa argumenta que periféricos produzem inovação incremental enquanto os países desenvolvidos produzem inovação radical.
Existem indicadores de inovação bem desenvolvidos, mas nem sempre são adequados à especificidade da inovação (e do modo como é produzida) do terceiro mundo.
Buscar elementos conceituais para atender à essas característica é algo muito salutar. Precisamos de indicadores robustos para que possamos entender melhor como a inovação ocorre por estas bandas.
Do jeito que está, minha impressão é que temos indicadores de inputs (leia-se: verba governamental e dinheiro colocado pela própria empresa para P&D e inovação), de outputs (patentes, por exemplo) e continuamos totalmente ignorantes sobre o que acontece na caixa preta (dentro da empresa).
A sugestão da Profa. Elisa para que algum aspecto da gestão da empresa também seja incorporada nos indicadores de inovação acerta o alvo em cheio!
Adicionaria também, embora seja suspeito, alguns dados relacionais (existência de ligações da empresa com a academia, rede de fornecedores e clientes, rede social do dono da empresa).
São dados muitas vezes de difícil obtenção, mas está no âmago do processo inovador!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 19, 2007
Olha só que legal a apresentação dessa rede do Portal de Educação Corporativa
(Pena que fica muito lento. Internet Explorer, só com Java e reza brava. No firefox funcionou melhor mas também foi lento.)
Não quero nem saber do resto do portal. Me liguei foi nessa rede!!!
Adorei como a rede se desloca para permitir a vizualização do “ego network” de cada um dos nós! E olha que o nível de detalhamento é bem grande, indo de conceitos e instituições (os ramos) até indivíduos (as folhas).
Pena que isso seja somente uma árvore de navegação.
Se fosse um instrumento de gestão, poderia ser extremamente útil ao mostrar quais são os gargalos, onde o conhecimento é gerado, por onde ele circula, quem está isolado, etc!!!
Agora vamos fazer um pouco de análise de rede social dessa belezura:
1) A rede é tipo “hub and spokes“, ou seja, a educação corporativa está no meio da rede e é a única responsável por conectar todos os outros nós.
2) Ação do governo está totalmente isolada!!!
3) Se a educação corporativa desaparecesse da rede, todos os componentes ficariam isolados.
—————————————————
Passado o entusiasmo da rede, algumas coisas interessantes do site:
Uma pesquisa bacana sobre educação corporativa no Brasil está aqui.
Só não ficou claro qual o papel do MDIC nisso tudo…
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Escrito por renatoorozco
Novembro 18, 2007
Inaugurei a sessão!
Atualizações a cada semana!
O primeiro livro recomendado e comentado está aqui.
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Escrito por renatoorozco
Novembro 18, 2007
Eis um problema de maximização para o dono de uma empresa: supondo que o custo de bloquear o acesso a sites como o orkut e serviços como o msn seja zero, ele deve bloquear ou permitir?
Se bloquear, pode evitar que funcionários “desperdicem” seu tempo em questões pequenas, nesses sites, ao invés de trabalhar.
Se permitir, esses instrumentos de TI podem ser usados para comunicar com fornecedores, clientes, obter informações relativas ao trabalho, insights para inovação, etc…
Segundo a AcellorMittal Belgo, deve-se bloquear:
“Entendemos que muitos empregados usam MSN e Orkut para tratar de assuntos pessoais. Isso não interessa à empresa. Pelo nosso tipo de produto e atuação em um mercado tradicional, não acreditamos que a inovação venha a partir dessa interação” (Gerente de tecnologia da ArcellorMittal)
Para a DM Produções, não:
“os funcionários conversam internamente, com clientes, fornecedores e com os produtores das bandas que participam does eventos … Não há nenhum acesso proibido. Fazemos um trabalho de conscientização para que sejam usadas em favor da empresa… A internet facilita a comunicação. Recebemos imagens, uma música nova de uma banda” (Diretor de Marketing da DM)
Para a Prof. Maria Lúcia Goulart da Fundação Dom Cabral:
“poderiam ser criadas comunidades virtuais para uma escrita coletiva sobre os assuntos de interesse da organização. Em outras palavras, ela defende uma produção baseada na colaboração, ou seja, que ações e serviços possam ser feitas em conjunto, por diferentes profissionais.”
A matéria completa sobre esse assunto veio no caderno “emprego“, do Estado de Minas do dia 18 de Novembro.
A minha resposta para a pergunta lançada inicialmente é que depende.
Em termos gerais, acredito que o dono da empresa deverá permitir o acesso irrestrito ao orkut, msn, etc, se:
- A empresas tiver no conhecimento o seu maior patrimônio (consultorias, jornais, empresas de base tecnológica, etc).
- A empresa adotar um modelo de relacionamento por resultado com seus funcionários. Estes devem estar ciente de que obterão ganhos diretamente relacionados ao seu desempenho (ou da empresa).
- Finalmente, depende também do tipo de funcionários existentes na empresa e sua maturidade profissional e em termos de tecnologia de informação. O crime, lembre-se, nunca é da faca!!!
No Instituto Inovação, o uso desses instrumentos é livre e a comunicação entre os membros da equipe utiliza o msn sempre que necessário. Existem documentos compartilhados no google docs que são construidos coletivamente. Tudo funciona perfeitamente bem. Reflexo, sem dúvida, do tipo de empresa, de relacionamento empresa x funcionários e das pessoas que trabalham lá dentro!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 17, 2007
Segundo este ranking, a USP e a UNICAMP estão entre as 200 melhores universidades do mundo.
Segundo outro ranking e mais outro, as coisas mudam um pouquinho mas o resultado geral é o mesmo.
- Universidades americanas kick butt!!!
- Europa e Japão vem claramente atrás dos EUA mas tem muita coisa boa
- Brasil precisa tomar muito toddynho, mas vem melhorando nos rankings.
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Escrito por renatoorozco
Novembro 17, 2007
Um pouco atrasado para divulgar esse evento aqui, mas vamos lá.

Trata-se de uma feira de produtos inovadores para a administração pública. Inclui novas maneiras de digitalizar documentos, gestão de resíduos e vários tipos de consultorias em gestão pública.
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Escrito por renatoorozco
Novembro 16, 2007
Essa iniciativa aqui parece legal!
Mas no geral, as universidades brasileiras são péssimas na questão internacional.
Compare o número de estudantes estrangeiros em universidades brasileiras com universidades americanas, japonesas ou outras (deve ter algum dado global sobre isso em algum lugar da internet). Tirando alguns angolanos, moçambicanos e bolivianos nas universidades públicas, não existe quase nada!!!
O problema é que, do ponto de vista da inovação (difusão e criação) esse contato internacional com pessoas e formas de pensar de outros países é essencial. Castells diz mesmo que o grande crescimento de Bangalore na India se deu por causa dos estudantes indianos que estudaram e depois trabalharam no vale do silício nos EUA.
No Japão, várias universidades tem grande parte de suas aulas em inglês por causa do público estrangeiro que vai para lá. Tá certo que é um problema de demografia, sem os estrangeiros as universidades teriam que fechar e tem muito apoio governamental para isso no Japão. Mas com isso o Japão fica mais conectado com o resto do mundo.
Na cidade que morei na Índia, eram vários os estudantes provenientes do Oriente Médio (sobretudo Jordânia).
Não conheço universidade no Brasil onde as aulas sejam em inglês.
Poderiam começar essa reforma. A universidade que fizesse isso daria um grande passo!!!
———————————-
Com o mesmo objetivo, poderiam pegar leve na burocracia para com aqueles que estudaram no exterior e voltaram.
Uma revalidação de diploma na UFMG (para ele ser reconhido pelo MEC) demora seis meses, eles só aceitam a documentação em Novembro e pedem um tanto de coisas para lá de bizarras!
Se para um brasileiro como eu o processo é demorado, difícil e irritante, imagina para um estrangeiro que tenha vontade de fazer um mestrado ou doutorado aqui no Brasil?
Coitado, sem chance nenhuma!!!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 16, 2007

A ONU (PNUD) e a empresa Google firmaram um acordo no âmbido do Millenium Development Goal (MDG’s), que visa reduzir a pobreza mundial pela metade (além de outras metas) até 2015!!!
O resultado é um site onde você encontra os dados de cada meta, para cada país e o progresso ao longo dos anos de forma clara, fácil e interativa !
A notícia está aqui e o fruto da cooperação está aqui!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 16, 2007
Knowledge Economic Index e sua metodologia.
O índice é um agregado de indicadores de inovação, educação, ICT e ambiente institucionais:

Alguns pontos interessantes:
É possível listar os países de acordo com o Knowledge Economic Index, Knowledge Index, Regime de Incentivo Econômico, Inovação, Educação e ICT.
Os campeões de Knowledge (Economic) Index são os países escandinavos, enquanto o Brasil ocupa a posição 51 e 54.
Já sobre incentivos econômicos os campeões são, surprise surprise, Cingapura e Hong Kong.
Eu sempre tive muito interesse no modelo econômico dessas cidades estados.
A economia deles, altamente capitalista e intervencionista, é baseada na economia de network: portos imensos e eficientes; mercados financeiros desregulamentados e globalizados; população gigantesca de profissionais expatriados vivendo nessas cidades.
Não é a toa que estão no grupo top de cidades globais (para mais do mesmo, veja este artigo e minha tese).
O Brasil, em termos de incentivos econômicos, é o 73!
Em inovação estamos em 50 e a Suiça é a campeã. Em educação estamos em 53 e em ICT 57.
Este post é, como de costume, culpa do Shikida.
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Escrito por renatoorozco
Novembro 14, 2007
Esses europeus são contra patentes da indústria de softwares!
“Under the influence of the patent system and big industry lobbyists, the European Union is on the verge of making a huge mistake: to pass a law that would legalize software patents.
If that happens, you will pay dearly. Europe’s software industry will fall victim to unscrupulous extortioners. A cartel of large corporations will crush smaller competitors. Consequently, we will all pay more money for less good and less secure software. You personally, your household, your company, your government, all of us. You’ll know when you get the bill. When someone breaks into your computer, reads your E-mails, and steals the password of your bank account. When your computer crashes every day. When spam doesn’t stop. When prices go up and companies shut down. When people lose their jobs.”
O que eles descrevem acima é o efeito de um monopólio. Certamente, o dono da patente possui um monopólio sobre sua descoberta por um período de tempo. Será que ele perde incentivos para continuar inovando e aperfeiçoando seu produto?
Minha opinião é que sim, caso estejamos falando de um software que gere externalidades de rede. Se não tiver externalidade de rede, acho que sempre existirá um outro software, com código diferente, que cumpra a mesma função. Você compra o melhor e a competição gera incentivos para que o produtor melhore o produto.
Então, dá para visualizar dois tipos de incentivo e desincentivo à inovação:
1) Incentivo de investir em pesquisa para obter a patente e lucrar em cima disso.
2) Desincentivo de investir depois de conseguir a patente, já que existe o monopólio sob o produto.
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Escrito por renatoorozco
Novembro 14, 2007
Respondendo à pergunta anterior, nada melhor do que um prêmio nobel!!!
Segundo Eric Maskin, os Européus anti-patente estão certos! A indústria de software leva a melhor se não existir lei de patentes para o setor!
How could such industries as software, semiconductors, and computers
have been so innovative despite historically weak patent protection? We argue that if innovation is both sequential and complementary—as it certainly has been in those industries—competition can increase firms’ future profits thus offsetting short-term dissipation of rents. A simple model also shows that in such a dynamic industry, patent protection may reduce overall innovation and social welfare. The natural experiment that occurred when patent protection was extended to software in the 1980’s provides a test of this model. Standard arguments would predict that R&D intensity and productivity should have increased among patenting firms.
Consistent with our model, however, these increases did not occur. Other evidence supporting our model includes a distinctive pattern of cross-licensing in these industries and a positive relationship between rates of innovation and firm entry.”
O artigo completo você encontra aqui!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 13, 2007
Links de economia: des gustibus, selva brasilis e opinião do Adolfo Sachsida
Link do Buzz Machine, o mesmo de onde veio o artigo do post abaixo. O blog trata de mídia interativa. Entrei nas seguintes páginas e o conteúdo é muito bom!!! Fica aí na lista de links até que alguém prove o contrário !
New Rule: Cover what you do better, link to the rest! –> Sobre uma tendência identificada pelo autor na qual seria mais produtivo se os agentes de mídia fizessem somente o que é de sua máxima expertise e linkassem o resto (e aí teriam também que ser bons para linkar com a coisa certa!)
Newspaper in 2020 –> Como será o jornal em 2020? Será que o modelo de criar redes de notícias ao invés de conteúdo irá se confirmar? Como ficará a questão do lucro das empresas se elas não poderão mais vender jornal impresso?
Aproveitando o ensejo, também adicionei conteúdo nas páginas de CV e artigos. Juro que atualizo a de livros nesse feriado!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 13, 2007
Essa foi uma dica do Bruno Brant.
O artigo usa o estudo de caso da Glam e da i-village, dois sites especializados no público feminino, para mostrar qual o futuro da mídia.
Enquanto a i-village adota o modelo tradicional, onde a instituição produz o material midiático e o público consome, a Glam utiliza um modelo em que o público produz e consome o material midiático enquanto a instituição se concentra na “gestão” da rede social, inclusive dividindo seus lucros com os maiores colaboradores.
i-village era a líder absoluta do mercado mas murchou rapidamente depois que a Glam ofereceu seus serviços com o modelo baseado em rede.
Veja o gráfico onde o amarelo é a i-village, o rosa é a Glam, os círculos dentro do círculo grande são áreas de conteúdo (astrologia, culinária, moda e todo resto que as mulheres gostam). O amarelo escuro são as áreas de propriedade e administração exclusiva do site, enquanto o roxo representa os blogs e conteúdos postados por parceiros (no caso da Glam, os parceiros são os próprios usuários).

Perceba que a Glam é uma rede de vários sites independentes! Aí estão as chaves de seu sucesso: colaboração em massa, agilidade, interação entre os usuários, colaboração!
Veja o artigo completo –> Glam, the success of the network!
Moral da história: O futuro da mídia é menos relacionada ao produto e mais relacionada à rede!
(…the future of media is less about products and more about networks)
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Escrito por renatoorozco
Novembro 13, 2007
Já percebeu que grande parte da comunicação de hoje é mediada por computador?
Quer um exemplo?
Bem, estamos nos comunicando nesse momento, certo?
Pelo menos o link para os comentários está aí embaixo, então não me venha com essa de ser um monólogo!!!
E se quiser estudar mais a fundo este e outros tipos de comunicação mediada por computador, a última edição é um especial em “social network sites”, como o orkut, linkedIn, Facebook, You Tube, Simi, blogs (dúvida que é uma rede?), etc…
Aí vai na integra o toque que recebi por e-mail:
It gives me unquantifiable amounts of joy to announce that the JCMC special theme issue on “Social Network Sites” is now completely birthed. It was a long and intense labor, but all eight newborn articles are doing just fine and the new mommies are as proud as could be. So please, join us in our celebration by heading on over to the Journal for Computer-Mediated Communication and snuggling up to an article or two. The more you love them, the more they’ll prosper!
JCMC Special Theme Issue on “Social Network Sites”
Guest Editors: danah boyd and Nicole Ellison
http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/
- “Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship” by
danah boyd and Nicole Ellison
- “Signals in Social Supernets” by Judith Donath
- “Social Network Profiles as Taste Performances” by Hugo Liu
- “Whose Space? Differences Among Users and Non-Users of Social
Network Sites” by Eszter Hargittai
- “Cying for Me, Cying for Us: Relational Dialectics in a Korean
Social Network Site” by Kyung-Hee Kim and Haejin Yun
- “Public Discourse, Community Concerns, and Civic Engagement:
Exploring Black Social Networking Traditions on BlackPlanet.com” by
Dara Byrne
- “Mobile Social Networks and Social Practice: A Case Study of
Dodgeball” by Lee Humphreys
- “Publicly Private and Privately Public: Social Networking on
YouTube” by Patricia Lange
Para quem encarar, boa leitura!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 12, 2007
Uma maneira de espalhar a inovação é por meio do boca a boca.
No caso das cidades, elas falam e escutam sobre experiências urbanas uma das outras em eventos como o Seminário Metrópolis.
O político brasileiro é viciado em pedir dinheiro e quando pensa em relações internacionais logo quer saber quanto de empréstimo ou recursos a fundo perdido vai ganhar… às vezes, muito melhor é concentrar em quanto pode aprender, por meio das experiências bem ou mal sucedidas dos outros!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 12, 2007
“Cerca de 300 autoridades brasileiras e francesas participarão do Encontro de Cooperação Descentralizada e Federativa Franco-Brasileira, que começa hoje, na Prefeitura de Belo Horizonte, com o patrocínio do prefeito Fernando Pimentel. O ministro Walfrido dos Mares Guia será um dos representantes do governo federal na solenidade de abertura” (Estado de Minas, 12/11/07)
Para a maioria das pessoas, não há nada de especial nessa nota no Estado de Minas. Não causa estranhamento nenhum ler sobre “cooperação descentralizada” e “cooperação federativa” no jornal. Os termos, quase sinônimos, dizem respeito à cooperação entre cidades, províncias e estados de países diferentes (tenho textos antigos sobre isso na sessão “meus rabiscos”), que é uma tendência crescente no mundo.
A cooperação ( muitas vezes assistência) internacional tinha um caminho mais ou menos sacramentado: país rico repassava dinheiro para um projeto por meio de sua agência de cooperação para país pobre.
Isso ainda acontece.
E muito.
Mas cada vez mais vemos projetos em que o caminho é outro: país rico repassa o dinheiro para sua província / cidade que a aplica em um projeto de transferência de melhores práticas para uma província / cidade de um país pobre.
A vantagem é que as províncias e cidades estão mais próximas do cidadão, conhecem melhor seus problemas que a união e são mais transparentes devido à proximidade com o povo. Projetos de saneamento básico, educação e saúde usualmente são de competência do governo local. Nada mais lógico que ele também seja mais adequado para supervisionar o projeto de cooperação internacional.
Aqui vão alguns exemplos de agências de cooperação internacional dos governos locais, o que pressupõe que estes também estão interagindo internacionalmente em diferentes graus:
Japão
Coréia do Sul
Holanda
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Escrito por renatoorozco
Novembro 11, 2007
Tão importante quanto criar inovação é difundir inovação.
Quando a inovação é social, capaz de trazer bem-estar para a população e melhorar um pouquinho esse mundinho miserável em que vivemos, melhor ainda!
Não existe copyright para inovações em projetos sociais!
Veja essas experiências:
Concurso: Experiências em Inovação Social na América Latina (Cepal)
Veja, banco de projetos inovadores para o desenvolvimento social!”
Veja Laboratório de experiências inovadoras em gestão educacional.
Um dia, espero, ainda montarei uma empresa para trabalhar com a difusão de best practices sociais, para o setor público e sem fins lucrativos (inclusive fundações de empresas privadas).
É que precisamos de eficiência em gestão social e fazer coisas como sempre foram feitas… bem… é a fórmula para continuar igual!
Se houver algum investidor interessado, entre em contato!
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Novembro 11, 2007
Exemplificando os problemas dos posts anteriores (Ceasa e juros, até agora. Outros aparecerão!), sobre o tamanho do Estado:
“Contas do Senado Federal mostram que a Casa gasta R$ 1 bilhão por ano com 6,2 mil funcionários para atender a 81 parlamentares. Do total, pouco mais de metade prestou concurso público, sendo que 2,8 mil conquistaram a vaga por indicação.” (Manchete do Estado de Minas, 11/11/2007)
Salve-se quem puder!!!
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Escrito por renatoorozco
Novembro 11, 2007
Vejam este artigo do Ipea comentado pelo Selva e Sachsida.
Se o governo paga muito juro da dívida pública, qual deve ser a ação?
Alguém sensato diria que ele deve gastar menos (com funcionários, por exemplo), para não necessitar pegar dinheiro emprestado e daí pagar menos juros, até zerar a dívida ou ganhar confiança o bastante para conseguir tomar dinheiro emprestado a juros menores.
De alguma forma, inverteram o raciocínio: a elite brasileira está explorando o Brasil ao emprestar dinheiro com juros alto enquanto os funcionários públicos trabalham e ganham pouco. Vamos diminuir os juros (por decreto???) e contratar mais funcionários públicos com o dinheiro arrecadado!
Selva Brasilis: A Inacreditável Ignorância Econômica do Ser
Resposta do Sachsida .
Alguém mais ficou confuso???
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Escrito por renatoorozco
Novembro 11, 2007
Então escolha até 43 coisas e comece a agir!!!
A vantagem de estabelecer metas colaborativamente é que, ao interagir com outras pessoas com os mesmos objetivos, você recebe dicas, apoio (no site, você envia e recebe cheers sobre seus planos) e se sente compelido a mostrar evolução ao longo do tempo!
Se a idéia é conhecer 43 lugares, consumir 43 coisas e listar os seus top ten qualquer coisas (filme, vinhos, músicas), também tem colaboração em massa!
Where do you want to go? | 43 Places
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Escrito por renatoorozco