SISTEMA MINEIRO DE INOVAÇÃO
Junho 5, 2008
Apresento a vocês o Sistema Mineiro de Inovação (SIMI), projeto que faço parte desde Outubro 2007 e já começa a dar seus frutos, como por exemplo o Portal SIMI, um inorkut - orkut da inovação. Embora esteja no começo, já tem muito material bom lá como por exemplo o artigo que originou o post anterior, sobre difusão da inovação.
O Sistema tem também um componente de gestão pública participativa, que identifica propostas setoriais de políticas e ações de fomento à inovação. O sistema conta com 10 universidades públicas e privadas, diversas secretarias de estado e empresas públicas e entidades de classe dos empresários, industrialistas e agropecuária. Conta também com Encontros de Inovação que reúne stakeholders de um determinado setor e, por meio de uma metodologia própria, busca identificar as ações que devem ser tomadas para resolver os problemas do setor relacionados à inovação.
Esse artigo, apresentado no Congresso Consad de Gestão Pública, explica todo o sistema.
Se estiver com preguiça, o vídeo abaixo explica bem toda a idéia:
A difusão da inovação
Junho 5, 2008A difusão de uma inovação acontece primeiro para as pessoas “inovadoras”, depois para “formadores de opiniões” e finalmente para a massa. Para os inovadores, o valor de algo novo é maior - eles tem satisfação em estar na vanguarda de consumo. Depois isso vai diminuindo, até chegar em um valor marginal para a aquisição do produto bastante reduzido. Nessa hora, o que determina a aquisição do bem é o fato de muitas outras pessoas estarem usando mais do que o valor do bem em si.
O que os empresários brasileiros pensam das networks?
Junho 3, 2008Esse relatório da PWC: “Compete & Collaborate - What is success in a connected world” levanta algumas questões sobre o uso de redes (networks, comunidades de prática, etc) pelos empresários brasileiros e o valor que eles colocam na efetividade dessa prática.
Os resultados mostram que o tema ainda não é quente no Brasil, mas são percebidas como úteis para aumentar a inovação e para atingir novos mercados e clientes.
“• Respondents in Brazil are less likely to be involved in:
• Networks that influence policy
• Respondents in Brazil are more likely to be involved in:
–– Networks that are designed to find talent
–– Networks that address macro-threats
• Respondents in Brazil are more likely to feel that the following networks are effective:
–– Increase innovation
–– Accessing new markets or customers
–– Improving corporate citizenship
–– Controlling costs”
WikiProfessional
Junho 3, 2008O WikiProfessional é uma ferramenta para ajudar na colaboração entre colegas de um determinado setor.
Dessa maneira, por exemplo, foi criado a wikipedia. A diferença é que o conceito do WikiProfessional é mais focado: neste caso, para as ciências da vida. O objetivo é ter uma grande base de dados, feito de forma colaborativa, para conceituar elementos relacionados à ciências naturais. Tem também web linker para conectar conceitos com conteúdos sobre eles.
Notícia da criação do WikiProfessional para português está aqui.
Graduate Junction
Maio 30, 2008O aspirante a pesquisador, seja ele mestrando ou doutorando, tem que enfrentar a solidão ao desenvolver a sua pesquisa. Sua forma de contato com pessoas que fazem pesquisa semelhante são as seguintes:
- Congressos, infrequentes, em sua área.
- Artigos em revistas especializadas, que costumam contar com uma defasagem de até 2 anos de seu envio até a publicação.
- O supervisor.
- E, agora, graduate junction, a rede social que busca integrar estudantes para que estes encontrem pessoas com interesses similares e assim tenham com quem colaborar em suas pesquisas.
It’s the network, stupid!!!
Maio 27, 2008Como Obama conectou-se com seus eleitores (e financiadores)!
Processos inovativos…
Maio 13, 2008ocorrem com o tempo e são influenciados por muitos fatores. Em razão dessa complexidade, as empresas quase nunca inovam isoladamente. Na busca da inovação, interagem com outras organizações para ganha, desenvolver e trocar vários tipos de conhecimentos, informações e outros recursos. Essas organizações podem não apenas ser outras firmas (fornecedores, clientes, competidores), mas, também, universidades, centros de pesquisa, bancos de investimento, escolas, ministérios governamentais etc. (…), por conseguinte, não faz sentido considerar firmas inovadoras como sendo unidades de decisão isoladas e individuais.
(Edquist, 1997, p 1-35, citado por Sergio Conti, in Economia e Território)
Macaquices e a Aversão à Inequalidade
Maio 13, 2008Experiências com macacos são sempre iluminadoras sobre o comportamento do ser humano.
Tinha uma em que colocaram 5 macacos em uma jaula com uma escada e uma banana no alto da escada. O problema é que, cada vez que um macaco pegava a banana, o resto dos macacos levava um choque. Com o tempo, os macacos aprenderam e avançavam em qualquer um que chegasse perto da escada, com medo do choque.
Até que trocaram um dos macacos por um novo, que não sabia nada sobre os choques. Claro, este tentou subir na escada para pegar a banana mas foi retirado pelos outros macacos e espancado antes de pegar a banana. Trocaram outro, e mais outro macaco e isso ocorreu novamente.
Finalmente, quando todos os macacos originais foram substituidos, desligaram a máquina de choques. Os macacos continuavam punindo aqueles que se arriscavam a chegar perto da escada muito embora nenhum deles tenha experimentado choque.
Agora, o caso abaixo, envolvendo a “aversão à inequalidade”, é mais interessante ainda:
Pergunta - Foi o seu laboratório que conduziu o estudo de uva-versus-pepino?
Resposta - Sim, junto com a professora Sarah Brosnan, fizemos um estudo no qual macacos de capuchin recebiam ou uma uva ou um pedaço de pepino por uma tarefa simples.Se os dois macacos recebessem a mesma recompensa, nunca havia problema. As uvas são de longe as preferidas (como nós, como verdadeiros primatas, eles dão preferência ao conteúdo de açúcar), mas mesmo se os dois recebessem pepino, faziam a tarefa muitas vezes seguidas.
Entretanto, se recebessem recompensas diferentes, aquele que fosse preterido começava a falhar em suas respostas e logo começava uma rebelião, recusando-se a executar a tarefa ou recusando-se a comer o pepino.
Essa é uma resposta “irracional”, no sentido que, se a vida (e a economia) é a respeito da maximização do lucro, o indivíduo deve sempre pegar o que puder. Os macacos sempre aceitam e comem um pedaço de pepino quando é oferecido, mas aparentemente não quando seu parceiro está recebendo algo melhor. Em humanos, essa reação é chamada de “aversão à iniqüidade”.
Eu de fato não acho que a resposta seja irracional de forma alguma, mas relacionada ao fato de que, em um sistema cooperativo, você precisa ver que tipo de investimento faz e o que recebe em troca. Se os seus parceiros sempre acabam ganhando mais, isso significa que estão explorando você. Então, a coisa racional a fazer é parar de cooperar até que a divisão da recompensas melhore.
Isso envolve uma mensagem importante para a sociedade americana, que está se tornando menos justa a cada dia. O índice Gini (que mede a desigualdade de renda) continua crescendo e agora está mais parecido com os de países de Terceiro Mundo do que de outras nações industrializadas.
Se os macacos já têm problemas em aceitar a desigualdade de renda, pode-se imaginar o que ela faz conosco; cria grandes tensões dentro de uma sociedade, e sabemos que tensões afetam o bem estar psicológico e físico. Alguns atribuem as estatísticas tristes de saúde dos americanos (atualmente em 42º lugar no ranking de longevidade mundial) às fricções sociais de uma sociedade injusta. (Ver o livro de Richard Wilkinson de 2005 “The Impact of Inequality”).
Idéias geniais para abrir uma empresa…
Abril 29, 2008Esse vem por meio do blog do Instituto Inovação.
Que tal uma academia para o cérebro? Ou um reboque em forma de moto, que chega mais ágil ao seu socorro? Máquina de venda de tênis? Uma empresa de coaching de carreira com um sistema que permite que você teste vários empregos e depois decida?
O SpringWise publiciza estes serviços inovadores.
e-gov
Abril 28, 2008O site da Cetic (Centro de Estudos da TICs) tem muita informação sobre o uso de internet no Brasil.
Interessante também é essa pesquisa sobre a utilização de e-gov (internet para facilitar serviços públicos) no Brasil. Um dos achados é que serviços de e-gov são utilizados mais por quem tem maior escolaridade. Deriva logicamente daí que, para aumentar a utilização de serviços e-gov teríamos que aumentar a escolaridade.
Será isso mesmo? Já que renda e acesso à internet também estão correlacionados à escolaridade, pode ser que o problema seja em um desses dois.
Será que o acesso à internet representa alguma barreira à utilização de e-gov pela população? A minha percepção é que o problema de acesso está quase superado, salvo em regiões muito rurais e pequenos vilarejos. Toda cidadezinha tem uma lan house. Agora, isso é suficiente para que o internauta esteja pronto à utilizar a internet para usufruir serviços públicos?
Talvez não, já que o uso da internet também é algo em que as pessoas devem ser alfabetizadas. Não adianta somente o acesso, mas também que a pessoa esteja familiarizada com tal. E aí, ter um computador com acesso à internet em casa faz uma grande diferença.
Inovação em Governo
Abril 21, 2008Novas formas de analisar dados
Abril 17, 2008O site neoformix (agora permanentemente nos links) é excelente em trazer novas formas de visualização de dados (inclusive dados relacionais).
Por exemplo… aqui tem um estudo comparativo da linguagem (palavras usadas) por meio de cor e espaço… No desenho abaixo, o debate entre Hillary e Obama e as palavras usadas por ambos (azul para Obama e vermelho para Hillary, com cores intermediárias para palavras usadas por ambos).

Para visualização de redes, esse desenho abaixo também ficou interessante.

Genebra: Mais evidência para a teoria de aglomeração
Abril 16, 2008Genebra se transforma em centro de negociação de commodities
Tá certo que os impostos baratos são um grande atrativo para estas empresas abrirem escritórios lá, mas é a aglomeração de empresas financiadoras de transações transnacionais de commodities (BNP Paribas, Credit Suisse) e seguradoras que tem transformado Genebra em um cluster de tradings agrícolas.
“Há um afluxo constante de novas empresas”, afirmou Descheemaeker à Reuters, em uma entrevista. “Quando se atinge uma massa crítica, a presença dos competidores ou parceiros de uma empresa transforma-se em um ímã para essa mesma empresa. Aquele começa a ser o lugar onde se deveria estar.”
Seminário Anprotec
Abril 15, 2008O Seminário Anprotec de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas acontece em Sergipe, dia 22 a 26 de Setembro.
Boa oportunidade para divulgar trabalhos sobre inovação.
Economia / Relações Internacionais em Tsukuba
Abril 5, 2008
Para quem tem interesse em fazer o mestrado em economia (Economic Policy) ou relações internacionais (International Public Policy) no Japão, a Universidade de Tsukuba está aceitando inscrições para a turma de 2009-2011, com bolsa (bastante generosa, por sinal) do Banco Mundial.
Este é o mesmo programa que eu fiz e recomendo.
Aqui está todo os meus 2 anos de vida em Tsukuba. Aqui a página do departamento. Aqui somos todos da minha turma e nossas impressões (clique em cima das carinhas para ler) sobre o program. Aqui o anúncio do programa pela minha colega e economista Raquel Tsukada.
Se depois de ver tudo isso você tiver alguma dúvida, é só entrar em contato comigo.
Diretrizes do Sibratec
Abril 4, 2008Depositório de info sobre o Sibratec…
E uma notícia da G&T online:
“Divulgadas as diretrizes gerais do Sibratec
O Gestão C&T online obteve, hoje (3), o documento que traz as diretrizes gerais do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), aprovado na última reunião do Comitê Gestor do sistema no dia 17 de março. O documento traz o detalhamento das ações do sistema em seus três eixos: Centros de Inovação, Serviços Tecnológicos, e Extensão e Assistência Tecnológica.
Segundo as diretrizes do sistema, o Sibratec terá como objetivo principal proporcionar condições para o aumento da taxa de inovação das empresas brasileiras e, assim, contribuir para aumentar o valor agregado do seu faturamento, sua produtividade e sua competitividade nos mercados internos e externos. Os clientes do Sibratec serão as empresas.
(…)Centros de Inovação
As Redes Centros de Inovação terão como proposta gerar e transformar conhecimentos científicos e tecnológicos em produtos, além de apoiar o surgimento de novas empresas de base tecnológica. A idéia é que os centros de inovação sejam unidades ou grupos de desenvolvimento pertencentes aos IPTs. Entre os critérios para a instituição pertencer a um centro de inovação, está a determinação de que a entidade possua um núcleo de inovação tecnológica estruturado e atuante.
O comitê gestor do Sibratec irá organizar os processos de fomento em três etapas para os centros de inovação. São elas: lançamento de cartas convites ou editais para a formação de redes temáticas; promoção e articulação institucional para estabelecimento e formalização das redes; e estruturação e encaminhamento de projetos e encomendas. Segundo o documento do MCT, as encomendas serão elaboradas pelos comitês técnicos, associadas às prioridades dos Estados.(…)
Extensão Tecnológica
As Redes de Extensão Tecnológica deverão promover a assistência especializada ao processo de inovação, por meio do acesso das micro, pequenas e médias empresas a redes de instituições especializadas na extensão e assistência tecnológica. As redes deverão ser integradas com as necessidades regionais e com a parceria, quando possível, do Sebrae.
Para uma instituição participar da gestão da rede ela deverá comprovar a participação institucional e financeira nas atividades de extensão tecnológica. Já para as instituições que desejarem ser executoras dos serviços de extensão, elas deverão comprovar domínios de metodologias para extensão tecnológica, entre outros critérios. A operacionalização das ações dessas redes será por meio de arranjos institucionais, gerenciais e financeiros.
Em cada Estado, essas redes poderão ter como parceiro principal as secretarias de C&T ou as fundações de amparo à pesquisa (FAPs). O aporte de recursos para atendimento às empresas será feito da seguinte forma: o Sibratec aportará em até 70% do valor da assistência tecnológica, a rede estadual participará com no mínimo 20% e a empresa com os outros 10%. A organização do processo será feita por meio de carta-convite. (…)(Tatiana Fiuza para o Gestão C&T online) ”
Innovation Metrics
Abril 4, 2008Como mensurar a inovação???
Esse pequno white paper tem algumas coisas interessantes a dizer.
Na década de 50-60, os indicadores principais eram de inputs. Mensurava-se o que entrava como investimento para a inovação e este era o indicador de inovação (ex: gastos com P&D, quantidade de pesquisadores).
Na década de 70-80, os indicadores eram de output - o que foi gerado em termos de inovação. (ex: patentes, publicações, novos produtos).
Nos anos 90s, os indicadores eram de inovação e referiam-se à pesquisas sobre inovação, benchmarking de capacidade de inovação, etc.
Finalmente, os indicadores da quarta geração, dizem respeito ao processo que leva à inovação e ainda estão sendo desenvolvidos, pela óbvia dificuldade de mensuração dos processos relacionados.
Alguns exemplos são: conhecimento, redes sociais, demanda, clusters, técnicas administrativas, dinâmicas sistêmicas.
Blog de Julio Rezende
Março 25, 2008O Blog do Professor Júlio Rezende fala de inclusão digital, blogs e inovação.
É um blog irmão desse aqui, falando a mesma língua: sistemas de inovação, incubadoras, cidade digital, tudo isso em Mossoró, RN.
Ficará, daqui em diante, na sessão de links, para facilitar a vida dos interessados nos temas
RSAI World Congress 2008
Março 12, 2008A Regional Science Association International World Congress promete arrasar.
O Congresso ocorre em São Paulo a partir da próxima segunda e aborda temas de meu mais alto interesse como: clusters, inovação, economia regional, econometria espacial, cidades globais, desenvolvimento local, etc.
Será ótimo encontrar pesquisadores com os mesmos interesses que os meus, embora, obviamente, eles estejam em um nível muito superior.
Muita gente vindo do Cedeplar, onde cursarei duas matérias nesse semestre (economia matemática e otimização dinâmica) e pretendo iniciar o doutorado, quem sabe, ano que vem.
Gente vindo também da Universidade de Tsukuba, onde fiz o mestrado, embora nenhum conhecido.
Autores que li e reli, como o Professor Derudder, da Universidade de Ghent, na Bélgica, e pesquisa também sobre cidades globais.
Enfim, boas expectativas não faltam. Interesses acadêmicos e profissionais estão igualmente atendidos no evento. Além disso, terei também a oportunidade de apresentar minha pesquisa sobre redes de empresas globais conectando as cidades.
Choque de Gestão do Governo Gaúcho
Março 11, 2008Vai bem, obrigado, a aliança firmada entre o governo gaúcho, o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) e o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), de Minas Gerais. A parceria com as duas entidades – que trabalham para difundir os conceitos de qualidade na gestão – acaba de completar um ano e já apresenta resultados animadores. Nesse período, para se ter uma idéia, as receitas do governo gaúcho cresceram em R$ 622 milhões, ou 50% a mais do que a meta almejada – que era de R$ 400 milhões. “É possível educar a gestão pública e fazer o ajuste fiscal com inteligência e estratégia”, prega Aod Cunha, secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul.
Mas é no corte das despesas – e não só no aumento das receitas – que a aliança com os programas de qualidade dão os frutos mais vistosos. Os órgãos públicos conseguiram economizar R$ 327 milhões, 7% a mais do que a meta prevista. Diversas medidas foram tomadas para viabilizar tais resultados. A Policia Civil do Estado, por exemplo, trocou os telefones convencionais por aparelhos com a tecnologia VoIP, que utilizam a internet para realizar chamadas telefônicas. Com isso, os gastos com telefone do governo gaúcho caíram em R$ 1,9 milhão no ano. Já nas escolas públicas, foram instalados controles de vazão de água nas torneiras – o que gerou uma economia de R$ 3,4 milhões.
Qualidade e conhecimento – O governo gaúcho já traçou seus objetivos para este ano. Um deles é aumentar a receita em R$ 900 milhões e manter as despesas no mesmo patamar do ano passado. Uma das ferramentas que ajudarão o Piratini a alcançar essas metas é o Gerenciador Matricial de Receita e de Despesa. Com ela, a Secretaria da Fazenda gaúcha consegue monitorar se está perto ou longe de cumprir as propostas de corte de custos e de elevação de refeitas. Além disso, o governo do Rio Grande do Sul também está apostando na qualificação dos servidores. No último ano, o INDG e o PGQP ajudaram a formar mais de 400 funcionários públicos. O próximo passo será a implantação de uma “escola de governo” capaz de treinar 22 mil funcionários públicos (13% do quadro total) até outubro deste ano. “O Estado conta com bons quadros funcionais, o que pode facilitar ainda mais esta disseminação da cultura da qualidade nos diversos setores do governo”, elogia Joal Teitelbaum, presidente do Conselho Diretor do PGQP.
No Brasil, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais são os Estados que já contam com projetos de gestão pública apoiados pelo PGQP. No Rio Grande do Sul, o programa investiu, por conta própria, cerca de R$ 10 milhões na implantação do sistema. (Marcos Graciani)
Fonte: Newsletter da Amanhã
Angola quer cooperação agrícola com Minas Gerais
Fevereiro 22, 2008É o que diz essa notícia aqui.
Destaco a declaração do Secretário de Agricultura, Gilman Viana que diz ser ”receptivo a propostas de intercâmbio de conhecimento e pode apresentar a experiência de sua produção, que é bastante diversificada.“
Ao contrário do setor privado, que costuma, com razão, ser bastante secretivo em relação às suas práticas, a cooperação internacional entre governos (estaduais e cidades) costuma ser permeada de boa vontade, embora não necessariamente robusta.
Visitas e troca de conhecimento, em geral, são bem vindos.
Em uma economia do conhecimento (inclusive, cada vez mais, no setor agrário), isso faz uma grande diferença!
Como encorajar seus funcionários a inovar?
Fevereiro 22, 20081) Diminuir custos e aumentar ganho do funcionário que inovar
2) Reduzir a responsabilidade individual nos projetos de maior riscos
3) Gerenciar o fracasso produtivamente - ou seja, aprender com os erros!
Para mais, veja esse update da HSM: inov-vitaminas-que-abrem-o-apetite-por-riscos.pdf
Wikinomics revies
Fevereiro 22, 2008O blog do Globo, nessa semana, faz o review do Wikinomics. (dica do Fábio)
Se ainda não leu o livro, leia.
E, ainda no blog do Globo, é só descer para os posts mais antigos e você encontra Jornalismo 2.0, expectativas quanto à inovação, etc.
Inovação e video games
Fevereiro 22, 2008Seguindo a tendência em gestão da inovação, parece que Nintendo, X-box e Play Station estão criando sistemas que permitem que os próprios usuários criem jogos em suas casas e os comercializem. A notícia, só para cadastrados na HSM, está aqui.
“A Microsoft e a Nintendo revelaram novos serviços online para seus consoles de videogame, cujo objetivo é destacar jogos produzidos por produtores independentes, como parte do esforço geral das empresas para explorar o entusiasmo pelos jogos ditos casuais… “Agora dispomos de outro ponto de entrada - jogos produzidos por pessoas em seus quartos”, disse John Schappert, presidente da plataforma online Xbox Live, em entrevista.”
Australia, Japão e paradiplomacia mineira
Fevereiro 19, 2008Enquanto na cena interna, Minas Gerais reafirma os laços de amizade com o Japão (só para lembrar, os investimentos na Usiminas, Proceder, celulose e a irmandade com Yamanashi) por meio de marcos do centenário da imigração japonesa no Brasil.
Uma delegação mineira visita a Australia e avança a cooperação lá (acordo com Queensland, muita coisa rolando no setor minero-metalúrgico e gestão de resíduos)
Falta de inovação trava Brasil
Fevereiro 19, 2008Da Agência Estado
“A ambição do Brasil de atuar entre os pesos pesados da competição mundial tropeça na inovação. Pesquisa encomendada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o País não conseguiu fazer da inovação o motor de suas estratégias de desenvolvimento econômico.
Pior ainda: o governo e as empresas ainda confundem inovação com alta tecnologia e política industrial com redução do chamado custo Brasil. O estudo mergulhou na experiência de sete países - Canadá, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão e Reino Unido - e identificou ao menos oito barreiras e nove saídas para o Brasil não acabar na rabeira da competição mundial nem sucumbir ao poderio de países como a Índia e da China em matéria de concorrência.
“A lógica da inovação é sair na frente e vender ao mundo algo que não tenha concorrência, ao menos em um primeiro momento”, resume Reginaldo Arcuri, presidente da ABDI. “Os desafios mudaram. Não basta ter sol, terra e água para ser competitivo em agricultura, nem basta ter aço e alumínio para fabricar bons aviões. Hoje, falamos em grãos geneticamente modificados e em materiais compósitos.”
Coordenada pelo sociólogo Glauco Arbix, da USP, a pesquisa orientou a elaboração da chamada nova política industrial. A pesquisa apontou, entre as principais barreiras à inovação no Brasil, a “descoordenação política” dos órgãos do governo envolvidos com o tema e o emaranhado de regras conflitantes, que produzem um ambiente jurídico pouco propício à atração de investimentos em centros de pesquisa tecnológica e de produção de bens e serviços inovadores no País.”
UECE - Research Unit on Complexity and Economics
Fevereiro 18, 2008UECE - Research Unit on Complexity and Economics, da Universidade Técnica de Lisboa, é o tipo de grupo de pesquisa que me dá vontade de jogar tudo para cima e mudar para Portugal, para estudar economia e análise de redes sociais!
Como não dá, lanço aqui as base de uma joint venture. Eu escrevo um artigo para este congresso e você, caro leitor, financia minha passagem para apresentar o mesmo em Portugual.
Conferência Mundial de Desenvolvimento das cidades
Fevereiro 15, 2008Começou nessa semana a Conferênci Mundial de Cidades, em Porto Alegre
Entre os dias 13 e 16 de fevereiro, Porto Alegre vai sediar a primeira edição da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades (CMDC). O evento pretende discutir a gestão dos municípios – que, na visão dos organizadores, são os verdadeiros protagonistas do desenvolvimento. No Brasil, por exemplo, cerca de 80% da população se concentra nas cidades, segundo o IBGE. “A cidade deve ser vista e tratada como um organismo funcional. Não adianta tratar temas como saúde, transporte e meio ambiente de forma separada”, prega Cézar Busatto, secretário de Coordenação Política e Governança Local de Porto Alegre e um dos organizadores da conferência.
Uma das novidades do encontro é sua dinâmica. Diariamente, acontecerão 20 atividades simultâneas que debaterão desde temas como sustentabilidade até responsabilidade dos cidadãos. A diversidade de assuntos pode ser medida pelo número de palestrantes, cerca de 400. Espera-se que 3 mil pessoas participem do evento. O objetivo é criar uma rede de discussões de alcance mundial, que continuará funcionando depois do evento. Justamente por isso, a conferência não gerará nenhuma carta de compromissos. “Temos de partir do princípio que cada cidade é única e não podemos nos prender a uma carta que amarre o processo em seu nascedouro”, explica Busatto.
Os organizadores desejam que o encontro seja reconhecido como um propulsor do desenvolvimento de cidades pequenas e médias – e não somente dos grandes centros. Um dos projetos decorrentes dessa iniciativa será a criação de uma rede que discutirá temas de gestão em pequenas cidades. A inciativa será coordenada pela Confederação Nacional dos Municípios. A conferência também será dará origem ao “Prêmio Cidades Inclusivas” – uma espécie de Oscar concedido a cidades comprometidas com a inclusão de cidadãos e com as melhores práticas de gestão pública. A cada três anos, uma cidade no mundo será apontada como grande ganhadora. A premiação está prevista para 2010, na China. Até lá, cada país escolherá sua representante por meio de concursos estaduais. (Marcos Graciani)
fonte: (amanhã)
Evento em Santiago
Fevereiro 15, 2008I Seminario de Estudiantes de Posgrado en Estudios Americanos
Tópicos a serem discutidos:
Radar Inovação
Fevereiro 12, 2008O Radar inovação, do Instituto Inovação (link permanente na barra lateral) traz, regularmente, novidades relacionadas à inovação.
Os destaques deste mês, na minha opinião, são:
-
A lei mineira de inovação (com menção ao SIMI, no finalzinho do artigo)
-
O Fundo Criatec, de capital semente.
Fundación Cenit
Fevereiro 10, 2008Como é bom conversar com um amigo das antigas!!!
Hoje, pelo messenger, conversei com um grande camarada que está fazendo sua vida na Argentina. Papo vai, papo vem, ele me apresentou o site da instituição onde faz mestrado e, meu deus, quantos artigos aparentemente interessantes estão lá!!! A instituição é o CENIT, Centro de Investigaciones para la Transformación, e a página de publicações tem preciosidades como:
Agora resta ler cada um deles… mas a fonte já ficará guardada na lista de links ao lado!
Hoover’s connect
Fevereiro 9, 2008“O suceso nos negócios está muitas vezes relacionado ao que você sabe e quem você conhece“
Anteriormente já havia escrito um post sobre uma ferramenta de social network do Boston Consulting Group e outro sobre a Visible Path.
Agora, a Visible Path se juntou com a Hoover’s (prestadora de serviço em inteligência corporativa) e lançou mais uma ferramenta: o Hoover’s Connect.
O Hoover’s Connect mapeia a rede de contatos de sua empresa e permite que você a acione em caso de necessidade, para ser apresentado para um potencial cliente ou parceiro por meio de um de seus contatos pessoais.
É um instrumento para abrir portas.
Gostei particularmente sobre a referência ao social network analysis no final da apresentação. Quer dizer que não vão apenas apresentar um (ou mais) intermediário entre você e o contato, mas aquele que tem um relacionamento mais forte com ele.
Aqui o blog da online social networks falando sobre o assunto e o email que recebi apresentando a notícia vai abaixo:
A Most Interesting Business/Social Online Network: _Hoover’s Connect_:
Hoover*s, Inc., a D&B company, announced the official launch of Hoover*s Connect, a business networking tool that helps users get introduced to and establish relationships with targeted prospects.
Hoover*s Connect is designed to provide an effective, nonintrusive way for its users to connect to a person through someone the prospect may already have a strong relationship with and who is therefore best
suited to make that introduction.Hoover*s Connect is easy to use. When the user goes to a particular Hoover*s company record and clicks the “Connect” button, various referral paths appear that highlight the strongest path within that user*s network.
The service allows users to build their networks
actively (by inviting colleagues to join) as well as passively (through an Outlook plug-in that applies unique social networking algorithms to automatically rate relationship strength).
Sobre uma função de produção para o empreendedorismo
Fevereiro 8, 2008Afinal de contas, uma pessoa empreendedora nasce com isso ou aprende durante a vida?
O shikida dá a dica para pensarmos em uma resposta.
E isso tudo me faz lembrar de um assignment no mestrado para analisar os determinantes da frequência das crianças na escola usando dados do Progressa, um programa mexicano que foi o inspirador do bolsa-família brasileiro. Era interessante ver como a distância ou a existência de serviço de transporte urbano ou a educação dos país e números de irmãos influenciavam estatisticamente a frequência na escola.
Com isso, encontramos os principais determinantes da presença das crianças na escola e pudemos simular como uma alteração nos critérios observáveis de recebimento da ajuda pelas famílias (por exemplo, dar a ajuda somente a famílias de mãe solteira ou com mais de três filhos) impactava no erro tipo I (falso positivo) e no erro tipo II (falso negativo), possibilitando uma escolha mais informada sobre os impactos de uma configuração x ou y da política pública.
Tudo isso só para falar que fiquei encucado com a idéia de fazer um esquema similar para políticas públicas de fomento ao empreendedorismo.
Imagina podermos saber quais ações fomentam mais o empreendedorismo e analisar uma política de fomento sob a ótica do trade-off entre indivíduos que tem grande probabilidade de se tornar empreendedor mas não são contemplados pelo programa (erro tipo II) e indivíduos com pouco probabilidade de se tornar empreendedor que são contemplados pelo programa (erro tipo I).
Escrevi um assignment sobre isso… se achar mais de noite em casa coloco aqui…
Network como determinante de emprendedorismo
Fevereiro 7, 2008Família e contatos formam empresários no Brasil, aponta pesquisa
O Banco Mundial divulgou nesta quarta (06) uma pesquisa feita com 400 empresários brasileiros e que mostra que características sociais como família em que nasceram e rede de contatos influem mais para alguém tornar-se um homem de negócios do que suas características pessoais, por exemplo. Dentre os empresários brasileiros, 54% têm pais e 27% têm mães que foram diretores ou gerentes seniores, enquanto este índice para os não-empresários cai para 18% para os pais e 3% para as mães. Outra diferença é com quem os empresários se relacionam. O Banco Mundial pediu aos empresários lembrarem os cinco melhores amigos do tempo de escola e perguntaram se algum deles havia se tornado empreendedor. A resposta foi sim para 70% dos empresários e 48% dos não-empresários. Quando a pergunta se referia aos cinco melhores amigos da faculdade, este índice subia para 78% dos empresários e caia para 33% dos não-empresários. Foram entrevistos 100 empresários em São Paulo, Curitiba, Londrina, Salvador, Feira de Santana e Goiânia.
Fonte: http://amanha.terra.com.br
Facebook vs. Farc
Fevereiro 4, 2008Facebook está sendo usado para arregimentar pessoas para manifestações contra as FARC.
A notícia está aqui.
Sibratec
Janeiro 31, 2008A notícia não é exatamente nova e o decreto de criação está vigorando desde Novembro, mas o Sibratec deu mais um passo em direção ao seu pleno funcionamento ao indicar o nome dos membros do comitê gestor.
Por que o Sibratec é relevante para o ambiente de ciência, tecnologia e inovação no Brasil?
-
Primeiro, pelo volume de R$ 600 milhões no orçamento para 2008. Não adianta uma boa idéia sem bala na agulha. E o Sibratec vem quente (ao menos financeiramente) para tal.
-
Segundo, a concepção do Sibratec é trabalhar em rede. Nada será replicado. A idéia é incentivar e coordenar a cooperação entre os atores envolvidos. Isso evita duplicação de trabalho.
O Sibratec é formado por três redes - Centros de Inovação (rede de pré-incubação e incubação nas universidades e centros de pesquisa), Serviços Tecnológicos (redes temáticas de serviços de metrologia, certificação, etc) e Extensão Tecnológica (rede estadual que organiza a governança da educação tecnológica, de acordo com a prioridade estadual).
Sobre este último, acredito que, para Minas Gerais, já temos um sistema de governança (O Sistema Mineiro de Inovação) que pode servir de plataforma para a rede de extensão tecnológica do Sibratec.
China e a inovação
Janeiro 30, 2008China precisa de inovação para manter crescimento (Você precisará fazer o cadastro na HSM para ler este artigo)
É o que fala o Sr. Edmund Phelps, o ganhador no Prêmio Nobel.
“O rápido crescimento da China nas áreas de produtividade e investimento está fadado a perder energia à medida que os salários médios aumentarem e o país aproximar-se de superar a defasagem tecnológica em relação aos EUA, afirmou Edmund Phelps, em uma conferência realizada em Hong Kong.
Quando isso acontecer, o aumento dos salários deve perder velocidade, reduzindo os incentivos para as pessoas ingressarem no mercado de trabalho, como aconteceu na Europa Ocidental depois do boom do pós-guerra nos anos 1950 e 1960.
“Neste momento, o desemprego aumenta, a participação na força de trabalho cai e podem surgir os problemas observados na Europa nas últimas décadas”, disse Phelps. “
A solução?Incentivar o espírito empreendedor, desde reformas no setor financeiro até o sistema educacional. (solução do Nobel Prize, viu!)
Escrito por renatoorozco

